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A propaganda das bebidas alcoólicas
Mas isso não é tudo. Para se obter um resultado mais eficaz, deve-se, também, combater uma das causas que incentiva o uso de bebidas alcoólicas que é a publicidade veiculada, principalmente através da Televisão. A propaganda de bebidas alcoólicas motiva principalmente os jovens e adolescentes inexperientes a participarem de um mundo de realizações e alegrias, sendo, portanto responsável pelo consumo cada vez maior e precoce do álcool nessa faixa etária. Por mais que se pretenda amenizar o problema com a publicação das expressões; Beba com moderação Se beber não dirija e, de acordo com a Lei 9294/96, restringir a propaganda comercial de bebidas alcoólicas nas emissoras de rádio e televisão entre 21 e às 6 horas, não tem oferecido os resultados desejados. O objetivo de uma campanha publicitária é criar condições favoráveis para a venda do produto. Sabe-se que a propaganda não produz venda, todavia influencia pessoas no sentido de criar no seu íntimo o desejo de compra. Segundo esclarece a neurociência, psiquicamente, à medida que se expressa mentalmente uma vontade, um desejo, um objetivo qualquer, passa-se a ser condutor da vontade em formas, de desejos com moldes de idéias vivas que as representam, e de objetivos e opiniões que se exteriorizam em torno dos pensamentos. A mente projeta fora da pessoa, as figuras e os personagens de todos os desejos, inclusive com todo conteúdo dinâmico do cenário elaborado. As estatísticas mostram que invariavelmente a violência de diversos problemas está associada a bebidas alcoólicas, sendo os jovens as principais vítimas. Transcrevemos abaixo os dados, atribuídos ao uso do álcool. publicados pelo Movimento Propaganda Sem Bebida. 70% das
mortes violentas; O futuro de um povo está em sua juventude. A educação e o convívio social correspondem ao desenvolvimento gradual e progressivo de todas as potencialidades do ser humano. Qual será o futuro de nossa juventude se não forem tomadas medidas esclarecedoras sobre os malefícios causados pelas drogas? É necessário pensar e repensar este importante problema. Respeitando-se, todavia, a liberdade individual e o livre arbítrio de cada ser humano, não se deve propor a proibição da fabricação do produto, mas apenas restringir sua publicidade. Espera-se que o Governo adote as mesmas providências que foram tomadas para eliminar a propaganda do cigarro na televisão, pois, o que não se entende, é porque a justa intolerância com o cigarro não possa ser estendida às bebidas alcoólicas. |