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Juíza nega pedido de afastamento de Samuel
O promotor Romualdo Siqueira, da comarca de Angelim, entrou com
uma ação civil pública contra o prefeito Samuel
Salgado (PT), acusando o dirigente petista de impobridade administrativa.
O representante do Ministério Público pediu à
Justiça três coisas: o afastamento do prefeito do cargo,
a indisponibilidade dos bens do chefe do Executivo e dos membros
da comissão de licitação e a suspensão
de pagamentos ao escritório da advocacia Jonas Moura, no
valor de R$ 480 mil. A juíza que analisa o caso, Helenita
Ramos Silva, atendeu apenas a última das solicitações,
ficando as outras questões para quando for julgado todo o
processo.
De acordo com o promotor Romualdo Siqueira, o prefeito infringiu
a lei ao contratar, sem licitação, os serviços
do escritório de advocacia. O processo licitatório
teria sido deflagrado três meses depois da contratação
sob a modalidade de inexigibilidade, apesar de a procuradoria do
município ter dado parecer contrário ao ato. O serviço
foi orçado em R$ 480, devendo ser pago em 10 parcelas de
R$ 48 mil.
No jornal Folha de Pernambuco, que publicou uma matéria
sobre o ocorrido em Angelim, o promotor Romualdo disse que o processo
licitatório serviu para contratar uma empresa que na prática
já estava contratada. "A montagem do processo se deu
de forma criminosa e foi tão grosseiro que se chegou ao ponto
de laçar um parecer jurídico como se fosse lavrado
pelo procurador do município, o qual dignamente se recusou
a subscrevê-lo", afirmou o representante do Ministério
Público.
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