Garanhuns, 14 de julho de 2007
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OPINIÃO
 

MOVIMENTO REPUBLICANO

Rafael Brasil


Para não perdermos as esperanças na democracia, precisamos urgentemente organizar um movimento republicano suprapartidário, procurando mobilizar o povo, sobretudo as classes médias, para as questões da corrupção e da violência. Além, é claro, de implantar de vez o capitalismo no país, com abertura econômica, e desmonte do estado burocrático, com a radicalização das privatizações. Só um babaca, ou uma pessoa de má fé, além dos habituais aproveitadores, são contra uma radical reforma do estado. Precisamos fazer o que os europeus ocidentais, guardadas as suas peculiaridades nacionais, fizeram, que foi, iniciar o processo de democratização do estado, que ademais perdura até hoje. Todos os casos de corrupção envolvem órgãos ou instituições do estado. Conivente, o STF nunca puniu um político por corrupção, depois de quarenta anos de existência. Dá nojo. Nossas instituições protegem descaradamente os meliantes que cada vez mais se aproveitam da política, desmoralizando a democracia, e o processo de consolidação da mesma. Não podemos nos habituar com a ladroagem, o desperdício dos parcos recursos públicos que faz manter a tradicional desigualdade que vem nos agredindo desde os primórdios da nossa história. É preciso reagir. Com quais políticos? Com o que resta de homens retos ainda militando na vida pública, e com o surgimento de novos quadros políticos oriundos das organizações, partidos e movimentos democráticos.

É preciso mobilizar o povo para as reformas. Reforma tributária e fiscal. Reforma previdenciária, e trabalhista. Privatização das universidades públicas, e investimento maciço em educação básica. Incentivo a ciência e a tecnologia, e democratização digital. E, claro, reforma política, instituindo a cassação perpétua dos envolvidos em escândalos de corrupção, tornando os meliantes perpetuamente inelegíveis. E ainda sem direito a trabalhar no serviço público, para o resto da vida. Hoje, corrupto orgulha-se de o ser, pelo menos na intimidade. Político que não rouba, nem faz maracutaias, é considerado ou um imbecil, ou um débil mental, que dificilmente ganha eleições, claro, pela falta de dinheiro. Numa cleptocracia, quem não é ladrão é subversivo. Além, claro, um idiota.

Caminhamos bem na economia, porque o presidente falastrão enrolou a esquerda, e os setores nacionalistas, mantendo uma economia ortodoxa e conservadora. Tudo plantado por Fernando Henrique, com as poucas e importantes reformas que fez, além das privatizações e da pequena abertura comercial. Se não tivesse feito assim, Lula não teria sido reeleito, e não tinha, evidentemente, a popularidade que tem , o que lhe permite falar cinqüenta besteiras por dia, e ninguém ligar. O país anda bem de piloto automático, e o piloto é o banco central. Ainda mais, se levarmos em conta o cenário internacional, que aponta para um crescimento do capitalismo global, agora acompanhado pelo estupendo avanço chinês. Mas é preciso avançar. Não devemos nos contentar com uma pobreza organizada, temos condições de sermos ricos e prósperos, com uma população forte e instruída, com a inclusão dos excluídos numa economia globalizada e pós industrial, centrada também no setor de serviços. O atual presidente fará estas reformas? Não creio, mas quem sabe? A imprevisibilidade da história é o que faz a mesma e a vida bonita.

Ou mudamos através da mobilização popular, ou fiquemos no marasmo, aonde a maioria da nossa juventude almeja trabalhar para o estado. Ou seja, quase todos querem ser barnabés, tal qual na época do império, onde os pouco aquinhoados das classes médias almejavam uma colocaçãozinha no serviço público. Muitos passam a vida para passar num concurso público e ter a segurança perpétua do estado, mesmo ganhando miseravelmente, mas também não se preocupando com a qualidade do serviço prestado.

É preciso urgentemente restaurar o ideário republicano de democrático, sobretudo para salvar a democracia. Os corruptos ganham com ou sem democracia. Todas as ditaduras que existem e existiram são essencialmente corruptas. Aonde tem estado, tem-se corrupção. Aonde tem corrupção, tem miséria e ignorância, e sobretudo falta de cidadania. Aonde estão nossos estudantes?Adorando Chávez? Ou Fidel? Aplaudindo o terrorismo islâmico? Cadê nosso jovens, que há algum tempo lutaram pela democracia, nos principais fóruns democráticos que são as ruas, afinal de contas? Estão trabalhando para o governo? Sumiram?


CAETÉS, TIPO EXPORTAÇÃO

O atual prefeito de Caetés, com a maior cara de pau, pleiteia ser candidato a prefeito de Garanhuns. Digo com a maior cara de pau, pois ele deve pensar que o eleitorado de Garanhuns é besta, e não sabe nada da gigantesca corrupção apontada pela justiça e ministério público, no município de Caetés, um dos mais pobres do estado. A administração do prefeito é corrupta em todos os setores, desde o não pagamento do salário mínimo aos seus pobres servidores, ao envolvimento em casos graves apontados pela justiça e ministério público, além do tribunal de contas do Estado, de corrupção. O próprio prefeito está há mais de dois anos com os bens indisponíveis na justiça, e o rombo, só na educação, segundo a imprensa, soma mais de dois milhões de reais. Ninguém sabe ao certo o número de processos que o prefeito responde.

A educação da cidade é uma das piores do estado, e professor ou funcionário que não vota no prefeito, é severamente perseguido. Já pensaram este "nobre" prefeito dirigindo a Cidade de Garanhuns? Dizem que ele quer mesmo é ser vice de alguém, de preferência a quem esteja melhor condicionado politicamente na cidade. Quem fazer dobradinha com ele, sentirá o peso nas costas. Só um idiota político faria uma besteira dessas. Mas também na política existem muitos idiotas. Vamos ver quem se presta a tal ato de jeguice política.