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O mercado para advogados ainda é amplo
Atualmente mais de 15 mil alunos estão matriculados no curso
de Direito em Pernambuco, espalhados em 26 instituições
diferentes. Dados do Ministério da Educação
revelam que só em 2005 1.411 recém-formados na área
jurídica foram jogados no mercado. No Brasil, 44 mil formaram-se
em Direito, no ano 2000, número que subiu para 73,3 mil cinco
anos depois.
Hoje existem várias faculdades de Direito na Região
Metropolitana do Recife, duas em Caruaru, e até Garanhuns
ganhou a sua, no ano eleitoral de 2004. A demanda de estudantes
pelo curso é grande, não há dúvida,
mas a pergunta que se faz é se o mercado é capaz de
absorver tantos advogados de uma só vez, em Pernambuco e
no restante do país.
CONCURSO - O garanhuense Ivo Tinô do Amaral Júnior,
filho do ex-prefeito da cidade, é sócio da empresa
Siqueira Castro Advogados, uma firma respeitada no Recife. Com o
nome já firmado na profissão, ele avalia que muitos
procuram fazer Direito, hoje, como uma segunda opção,
não como meta de vida inicial. "São pessoas que
se formam visando unicamente um concurso público", explica
Ivo Júnior.
Nesse contexto, raciocina o advogado garanhuense, o nível
de ensino não acompanhou o ritmo, refletindo um índice
de 85% de reprovação nos exames da Ordem dos Advogados
do Brasil, OAB. "Isto significa que o campo está carente
de pessoas dedicadas ao exercício jurídico",
atesta Ivo Amaral.
Ele verifica que o filão do momento é a tendência
da terceirização dos serviços advocatícios.
A entrada de novos negócios no Estado, por exemplo, tem atraído
escritórios de advocacia do Sul do país, ampliando
as oportunidades. "Buscando redução de custo
a praticidade, as empresas juntam, num único escritório,
suas demandas processuais. É nesse contexto que se destacam
os profissionais gabaritados em segmentos específicos como
o tributário, o comercial, o trabalhista e as relações
de consumo", disse Ivo Júnior.
Para o profissional radicado na capital, os que aproveitam com
garra o tempo de estágio e, depois, investem em pós-graduação,
mestrado e doutorado, não ficarão fora do mercado.
"O que é preciso é ter persistência",
recomenda o advogado da empresa Siqueira Castro.
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