Garanhuns, 14 de julho de 2007
  Início
  Colunas
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Cultura
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
GERAL
 

O mercado para advogados ainda é amplo

Atualmente mais de 15 mil alunos estão matriculados no curso de Direito em Pernambuco, espalhados em 26 instituições diferentes. Dados do Ministério da Educação revelam que só em 2005 1.411 recém-formados na área jurídica foram jogados no mercado. No Brasil, 44 mil formaram-se em Direito, no ano 2000, número que subiu para 73,3 mil cinco anos depois.

Hoje existem várias faculdades de Direito na Região Metropolitana do Recife, duas em Caruaru, e até Garanhuns ganhou a sua, no ano eleitoral de 2004. A demanda de estudantes pelo curso é grande, não há dúvida, mas a pergunta que se faz é se o mercado é capaz de absorver tantos advogados de uma só vez, em Pernambuco e no restante do país.

CONCURSO - O garanhuense Ivo Tinô do Amaral Júnior, filho do ex-prefeito da cidade, é sócio da empresa Siqueira Castro Advogados, uma firma respeitada no Recife. Com o nome já firmado na profissão, ele avalia que muitos procuram fazer Direito, hoje, como uma segunda opção, não como meta de vida inicial. "São pessoas que se formam visando unicamente um concurso público", explica Ivo Júnior.

Nesse contexto, raciocina o advogado garanhuense, o nível de ensino não acompanhou o ritmo, refletindo um índice de 85% de reprovação nos exames da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB. "Isto significa que o campo está carente de pessoas dedicadas ao exercício jurídico", atesta Ivo Amaral.

Ele verifica que o filão do momento é a tendência da terceirização dos serviços advocatícios. A entrada de novos negócios no Estado, por exemplo, tem atraído escritórios de advocacia do Sul do país, ampliando as oportunidades. "Buscando redução de custo a praticidade, as empresas juntam, num único escritório, suas demandas processuais. É nesse contexto que se destacam os profissionais gabaritados em segmentos específicos como o tributário, o comercial, o trabalhista e as relações de consumo", disse Ivo Júnior.

Para o profissional radicado na capital, os que aproveitam com garra o tempo de estágio e, depois, investem em pós-graduação, mestrado e doutorado, não ficarão fora do mercado. "O que é preciso é ter persistência", recomenda o advogado da empresa Siqueira Castro.