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REFERENCIAL DE PLURALIDADE
Foi candidato a prefeito nos anos 60 por imposição
do seu genitor, que não admitia candidatura única.
Perdeu para o poder econômico, que à iminência
de ser derrotado pela ZEBRA, termo alcunhado pelo povo, teve que
se desdobrar para não ser dobrado pela candidatura de Humberto
Alves de Moraes, que teve o respaldo da massa, estudantes e classe
média. Porém, logo após tomar conhecimento
da vitória do seu adversário, apressou-se em ir ao
Comitê vitorioso, parabenizar o seu opositor, numa manifestação
de independência absoluta, porque uma criatura de lisura inatacável
que com esse gesto sacramentou a sua imagem de homem refinado, politizado
e democrático.
Mas Humberto era um dínamo. Não abaixou a cabeça
e procurou fortalecer mais e mais o seu MDB naqueles tempos de chumbo.
Independente da política, fundou com o seu irmão Cláudio
a Associação da Imprensa de Garanhuns; assumiu o Grêmio
Ruber van der Linden, abrindo as suas portas para dar acesso a novos
talentos. Enfrentou nessa nova caminhada muitas dificuldades. Fez
do Grêmio uma bigorna para burilar talentos emergentes, como
ocorreu com Paulo Gervais, Carlos Janduy, Nivaldo Tenório
e tantos outros que hoje fazem parte da nova geografia cultural
imposta por Humberto, sem esquecer também o nome de Roberto
Almeida, jornalista de primeira linha, que fez o seu curso de jornalismo
com Betinho, em tempo não tão longevos.
O Grêmio gerou muitas sementes viçosas e contribuiu
para um salto qualitativo quando Humberto Moraes, em parceria com
Rilton Rodrigues, fundou a Academia de Letras de Garanhuns, hoje
vivendo a magia da sua existência no comando de João
Marques, que tem trazido para a cidade os mais expressivos nomes
da intelectualidade brasileira.
Claro que se deve tudo isso ao irrequieto temperamento de Humberto,
porque e em dúvida, é inspirada nessa figura extraordinária
da cultura, intelectualidade e jornalismo que nossa Academia, tocada
pela impulsão e exemplos de Humberto está vivendo
o seu apogeu.
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