Garanhuns, 14 de julho de 2007
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REFERENCIAL DE PLURALIDADE

Foi candidato a prefeito nos anos 60 por imposição do seu genitor, que não admitia candidatura única. Perdeu para o poder econômico, que à iminência de ser derrotado pela ZEBRA, termo alcunhado pelo povo, teve que se desdobrar para não ser dobrado pela candidatura de Humberto Alves de Moraes, que teve o respaldo da massa, estudantes e classe média. Porém, logo após tomar conhecimento da vitória do seu adversário, apressou-se em ir ao Comitê vitorioso, parabenizar o seu opositor, numa manifestação de independência absoluta, porque uma criatura de lisura inatacável que com esse gesto sacramentou a sua imagem de homem refinado, politizado e democrático.

Mas Humberto era um dínamo. Não abaixou a cabeça e procurou fortalecer mais e mais o seu MDB naqueles tempos de chumbo. Independente da política, fundou com o seu irmão Cláudio a Associação da Imprensa de Garanhuns; assumiu o Grêmio Ruber van der Linden, abrindo as suas portas para dar acesso a novos talentos. Enfrentou nessa nova caminhada muitas dificuldades. Fez do Grêmio uma bigorna para burilar talentos emergentes, como ocorreu com Paulo Gervais, Carlos Janduy, Nivaldo Tenório e tantos outros que hoje fazem parte da nova geografia cultural imposta por Humberto, sem esquecer também o nome de Roberto Almeida, jornalista de primeira linha, que fez o seu curso de jornalismo com Betinho, em tempo não tão longevos.

O Grêmio gerou muitas sementes viçosas e contribuiu para um salto qualitativo quando Humberto Moraes, em parceria com Rilton Rodrigues, fundou a Academia de Letras de Garanhuns, hoje vivendo a magia da sua existência no comando de João Marques, que tem trazido para a cidade os mais expressivos nomes da intelectualidade brasileira.

Claro que se deve tudo isso ao irrequieto temperamento de Humberto, porque e em dúvida, é inspirada nessa figura extraordinária da cultura, intelectualidade e jornalismo que nossa Academia, tocada pela impulsão e exemplos de Humberto está vivendo o seu apogeu.