Garanhuns, 30 de junho de 2007
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POLÍTICA
 

Luiz Carlos explica caso da Fundação Construir

A intervenção da Justiça na Fundação Construir, por solicitação do Ministério Público, levou o prefeito Luiz Carlos de Oliveira a convocar uma entrevista coletiva com a imprensa local, no início da semana. Na oportunidade, o dirigente do município explicou o caso envolvendo a entidade, responsável pela construção de mil casas populares na comunidade da Bela Vista, também chamada de Cohab III.

Luiz Carlos deixou claro que a Prefeitura não tinha responsabilidade pelos desacertos da direção da Fundação Construir, que segundo levantamento do MP acumulou dívidas na cidade na ordem de R$ 400 mil. Além disso, a entidade não vinha depositando o FGTS e atendendo a outros direitos trabalhistas dos operários que atuavam na obra das casas da Bela Vista.

O prefeito informou que não tinha nenhuma ligação pessoal com Rômulo Giovanete Júnior, presidente da Fundação Construir e afastado do cargo pela decisão judicial. "Eu conheci esse rapaz através de técnicos da Caixa Econômica Federal", disse Luiz Carlos, negando que o dirigente da entidade tenha sido indicado pelo deputado federal Maurício Rands (PT), como escreveu o jornalista Magno Martins, em sua coluna na Folha de Pernambuco.

COMPREENSÃO - Luiz Carlos de Oliveira fez questão de elogiar a decisão do juiz Glacidelson Antônio da Silva, que nomeou um interventor para a Fundação. Agradeceu, ainda, a compreensão do promotor Alexandre Bezerra, que evitou o ato de extinção da empresa, abrindo caminho para uma atitude menos drástica, que foi a intervenção. "Assim a população não será prejudicada", refletiu o dirigente garanhuense.

O importante, no entender do prefeito, é que a obra da construção das casas populares não sofra solução de continuidade, o que deve acontecer graças a medida moralizadora. "Na verdade as obras nunca foram interrompidas e pretendemos entregar as casas dentro do cronograma inicialmente traçado", frisou Luiz Carlos.

O interventor escolhido pelo juiz Glacidelson Silva é o senhor Reynaldo da Silva Vieira, um técnico sem ligações com a prefeitura ou os antigos dirigentes da Construir. O procurador da prefeitura, Roberto Falcão, confessou ao repórter Fernando Rodolfo que o município ainda tentou emplacar o nome de Éber Frias como interventor, atitude que não foi aceita pelo representante da Justiça.

No mesmo dia da coletiva do prefeito de Garanhuns, o interventou Reynaldo Vieira se pronunciou com muita cautela e deixou claro que ainda ia estudar a situação para resolver os problemas encontrados na fundação. "Sei que existem alguns débitos com fornecedores e nós vamos tentar solucionar as questões dos que nos procurarem com os comprovantes das dívidas", avisou.

O programa de construção de casas populares no município foi anunciado o ano passado, no período pré-eleitoral. No início foram anunciadas mil habitações, mas num outro momento chegou a se falar em cinco mil. Um número recorde de inscrições foi feita no Centro Cultural, uma vez que os imóveis seriam entregues sem nenhum custo aos moradores da cidade de baixa renda.

A construção das casas começou, mas dentro de pouco tempo começaram os problemas com atraso dos salários dos trabalhadores contratados para a obra. A partir daí o Ministério Público, à frente o promotor Alexandre Bezerra, começou as investigações, que culminou na descobertas de muitas irregularidades praticadas pelos dirigentes da Fundação.

Na página cinco, maiores informações sobre a entrevista do prefeito Luiz Carlos de Oliveira e a respeito das mudanças na Fundação Construir.