Garanhuns, 16 de junho de 2007
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HUMOR

Raulzito


FAMÍLIA DE INOCENTES

Tô com pena de Genivá da Silva, irmão do presidente Lula. A Polícia Federal andou grampeando a vida do homem e parece ter descoberto umas traquinagenzinhas bem safadas, do tamanho de uns traques de São João. Imagina, o sujeito sendo irmão do rei se queimar por causa de um pedidozinho besta de dois mil reais. Isso só pode ter alguma safadeza maior no meio e pra mim esse tal de Vavá (o apelido do Genivá) em vez de réu é na verdade uma vítima de alguma armação.

Só pode ser coisa pra atingir o Lula, que também é inocente. Vejam que quando o caso estourou o presidente não tava nem no Brasil, tava na China, tentando conseguir trazer alguma coisa pra o nosso país que não cheirasse a pirataria.

O Lula é inocente no caso do Waldomiro, no escândalo do mensalão, dos dólares na cueca, no episódio dos aloprados e na tentativa de fabricar um dossiê contra o Geraldo. É inocente no caso do filho que enricou de repente e também agora, nesta enrascada em que se meteu o ingênuo do Vavá.

Ele não sabia de nada. Tem culpa ele do pai ter botado tantos filhos no mundo, cada um com uma cabeça diferente, inocentes jogados neste mundo de meus Deus, ainda mais levados pra o complicado Centro Sul de pau-de-arara?

Querem culpar o Lulinha por tudo, até pela perna cortada de sua tia, que vive sossegada numa casinha simples, lá em Caetés.

E na verdade Lula e Vavá são dois inocentes, cheio de boas intenções.

São exemplos de homens puros.

Na minha opinião, se os políticos de Garanhuns, como Sirvino, Izaías Régua, Luiz Carlos do Jardim das Oliveiras, Sivardo, Arcindo e Zé do Candeeiro (ainda é de Caetés mais tá já chegando cá) fossem tão bons, tão puros e inocentes como o presidente e seu irmão Vavá, a BR já teria sido duplicada, as indústrias estariam chegando e até a violência urbana, se brincar, já estava totalmente controlada.

Precisamos do exemplo do Cristo e de homens públicos quase santos, como Ghandi. Por isso acredito na inocência de Vavá e estou aqui para defendê-lo. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.