Garanhuns, 2 de junho de 2007
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POLÍTICA
 

Oposição estuda o rumo para 2008

Luiz Carlos de Oliveira foi eleito, em 2004, graças sobretudo ao então prefeito Silvino Andrade. O político tucano exerceu dois mandatos de forma competente, espalhando obras por todo o município e ainda se revelou um bom estrategista. Claro, não deu a vitória sozinho. Aurora Cristina, no exercício do mandato de deputada foi importante, assim como o ex-prefeito Ivo Amaral, Ivan Júnior e o pai, vereadores como Sivaldo Albino e José de Vilaço, além da equipe que fez o guia eleitoral, a frente Marcelo Jorge, Rossini Moura e Carlos Eugênio

Ironicamente, muitos dos que foram fundamentais na vitória do candidato peemedebista hoje estão rompidos com ele. A começar por Silvino, Ivo, Sivaldo e Ivan, um quarteto emblemático, na campanha passada, e que hoje encontra-se completamente afastado do núcleo do poder municipal. Existem outros na mesma situação, mas estes são citados pela importância que tiveram em 2004 e pela posição anti-Luiz que assumem hoje.

Ironicamente (a repetição da palavra é proposital), os grandes adversários de Luiz Carlos hoje são seus aliados. É o caso do deputado estadual Izaías Régis (PTB) e do ex-prefeito Bartolomeu Quidute. Este último foi o principal adversário do peemedebista e perdeu a eleição depois de liderar as pesquisas até um mês antes do dia marcado para o pleito.

Luiz tem agora ao seu lado o único deputado eleito da cidade e um candidato que teve perto dos 20 mil votos para prefeito. Ao se unir ao parlamentar petebista e ao ex-prefeito, se fortaleceu, ao mesmo tempo em que desferiu um duro golpe em Silvino, já enfraquecido após a derrota na eleição de deputado estadual, em 2006.

Dentro deste quadro, a nova e tênue oposição ao prefeito ficou sem rumo. Na verdade ainda está em formação, buscando fórmulas de combater quem até pouco tempo era aliado. Precisa se juntar aos oposicionistas do passado, porém não conseguiu até o momento estabelecer uma ponte com esses segmento, que permanece fiel aos ideais de três anos atrás.

Os que pretendem derrotar Luiz Carlos no próximo ano sabem que isso não será fácil e acreditam que só com uma boa chapa majoritária - que consiga unir pelo menos a maior parte dos insatisfeitos -, haverá chances de barrar a reeleição do atual prefeito.

Esta semana os presidentes dos partidos oposicionistas estiveram reunidos, numa primeira tentativa de entendimento. É preciso mais. Além da junção das agremiações políticas, é necessária a união de lideranças e cidadãos de Garanhuns do porte de Silvino, Ivo, Márcio Quirino, Dr. Alcindo, Audálio Ramos, Sivaldo Albino, Gedécio Barros e Ivan Júnior.

Desses nomes aí poderão surgir os candidatos a prefeito e vice-prefeito. Há no grupo quem pense em colocar na rua quatro ou cinco nomes, para depois através de pesquisa escolher os dois mais aceitos pela população na montagem da chapa majoritária. Se isto for levado à frente e aparecer algo realmente novo, com um projeto para o município, haverá chances no enfrentamento ao governo.

Divididos, sem propostas a apresentar, os oposicionistas fatalmente perderão para Luiz Carlos e Izaías Régis, o primeiro com a vantagem de disputar comandando a máquina municipal e o segundo respaldado pelo mandato parlamentar. Se os dois conseguirem atrair o governador Eduardo Campos para o palanque aumentarão ainda mais as chances. Caso contrário, será a oposição a reduzir a desvantagem. (R.A.).