Garanhuns, 5 de maio de 2007
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POLÍTICA
 

Populares acham que Lula deve ajudar a tia Corina

Como presidente da República não, mas como parente Luiz Inácio Lula da Silva devia ajudar a sua tia Corina, 77 anos, residente na zona rural de Caetés. Esta foi a opinião da maioria dos ouvintes do Jornal da Sete, programa apresentado diariamente na FM Sete Colinas, que esta semana realizou uma enquete sobre a situação da agricultora aposentada, internada num hospital de Bezerros, onde teve de amputar uma perna por conta de problemas com a diabete.

Pelo menos uma dezena de ouvintes ligaram no curto espaço de tempo em que foi feita a enquete e todos disseram a mesma coisa: Lula não devia ficar indiferente ao sofrimento da parente pobre, irmã de Aristides Inácio da Silva, pai do presidente. Até uma senhora do Recife, que passava de carro por Garanhuns, sintonizada na Sete Colinas, ligou e deu sua opinião, defendendo que o líder petista devia de alguma forma ajudar a tia.

DIFICULDADES - A situação de dificuldades de Corina Guilhermina da Silva foi abordada pela primeira vez numa reportagem de Fernando Rodolfo, publicada na Folha de Pernambuco. Na matéria, foi revelado que a tia de Lula vivia na penúria, estava doente e se queixava ter sido abandonada pelo sobrinho famoso. "A situação dos parentes pobres não mudou nada com a chegada dele à presidência", diria, em síntese, a irmã de Aristides.

Depois, com o agravamento da doença, dona Corina foi trazida ao Hospital Regional Dom Moura, onde não havia médicos para cuidar do seu caso. Daqui foi encaminhada a Caruaru e lá ocorreu a mesma coisa, tendo a velha senhora ido parar em Bezerros, a mais de 150 quilômetros do Sítio Poços, em Caetés, lugar em que ela reside.

A tia do presidente da República foi operada em Bezerros pelo médico Artur Souza Leão. Segundo ele a retirada da perna de Corina Guilhermina era necessária, pois o órgão estava gangrenado. "Caso não fosse amputada isso causaria a morte da paciente", justificou o profissional da área de saúde.

A filha da aposentada, a agricultora Maria José da Silva Wanderley, confessou que a mãe ficou muito desanimada, após a cirurgia. A prima de Lula disse que dona Corina precisaria usar uma cadeira de rodas e admitiu que alguma ajuda poderia ser solicitada ao presidente da República.