Garanhuns, 5 de maio de 2007
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CULTURA
 

Presidente da Academia mostra valores culturais de Garanhuns

Durante palestra realizada na Livraria Saraiva, na capital pernambucana, o presidente da Academia de Letras de Garanhuns, poeta e cronista João Marques, procurou elevar os valores da Suíça Pernambucana, no campo da literatura. O intelectual garanhuense, que também é diretor de Cultura do município, esteve no Recife a convite dos integrantes da Academia de Letras e Artes do Nordeste.

Na sua palestra para os intelectuais recifenses, João Marques enfatizou a movimentação de Garanhuns no campo das letras, citando livros e escritores que vêm se destacando na cidade, ao longo do tempo. Destacou desde Mário Márcio, autor de "Anatomia de uma Tragédia - A Hecatombe de Garanhuns", até chegar a escritores atuais, como Nivaldo Tenório, Mário Rodrigues e Roberto Almeida, este último editor do Correio Sete Colinas.

HUMBERTO E LUZINETE - Também foram lembrados de modo especial o jornalista Humberto de Morais, autor de vários contos ainda não reunidos em livro, e a professora Luzinete Laporte, autora, dentre outros livros de "O Homem com Girassóis no Olhar" e "A Menina que falava com as Coisas". O jornalista e escritor Jodeval Duarte, que recentemente voltou a morar na cidade, também foi mencionado pelo presidente da Academia de Letras local.

"A minha cidade, de onde chego, tem personagens e histórias também. Garanhuns primeiro nasce de uma forte personagem. Simoa Gomes de Azevedo. O professor João de Deus Oliveira Dias, em seu livro "Terra de Garanhuns", a definiu assim: "Simoa Gomes evoca um misto de lenda e de história. E a cidade se tornou, assim, lendária também", discorreu o poeta, ao falar sobre as origens do município.

Ele lembrou ainda a importância do escritor Luís Jardim, autor de "Maria Perigosa", "Proezas do Menino Jesus", "As Confissões do Meu Tio Gonzaga" e outros livros, considerados verdadeiros clássicos da literatura brasileira. "Da hecatombe saiu também o moço de 16 anos, para ser um grande escritor. Luís Jardim, que perdeu o pai na tragédia. E levou consigo a criança do reino do faz de conta. As fantasias de criança certamente refizeram o homem saudável. As lembranças felizes de sua cidade. E, numa analogia, em referência a seu conto Maria Perigosa, afirmo que Garanhuns foi o dente de ouro de Luís Jardim", salientou João Marques.

Na avaliação do presidente da Academia de Letras, nunca Garanhuns teve tantos escritores como atualmente. Além dos que ele citou no início da palestra, mais na frente foram lembrados Paulo Gervais, Elder Herick, Ivonete Batista e Manoel Neto Texeira . Este último, embora more na Região Metropolitana do Recife, está sempre em Garanhuns, publicou um livro sobre o Colégio Diocesano e é hoje um dos principais responsáveis pelo FLIG, o Festival de Literatura da cidade, que acontecerá pela segunda vez em julho deste ano.

"A ficção, ou a ficção pós-história de minha cidade, inclui o nome de Garanhuns na ficção pernambucana. Histórias ou acontecimentos do trivial que vão virando páginas de ficção. Ou, ainda, porque de tão extravagantes, já nascem com matizes de fantasias", filosou João Marques, ao terminar seu pronunciamento na Livraria Saraiva, no Recife.