Garanhuns, 5 de maio de 2007
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CULTURA
 

CRIANÇAS PRECISAM VOAR

Meninos jogam videogame,
Vêem televisão
Desde as primeiras horas da manhã.
No campinho do subúrbio
Garotos chutam bola,
Outros sonham
Com a próxima sessão de cinema.

Na metrópole, traumatizada pelos
Engarrafamentos diários
E um calor de 40 graus,
Pré-adolescentes vivem tão intensamente
As histórias em quadrinhos
Que imaginam um dia poder voar.

Rapazes sem alternativa
Convivem com o álcool, as drogas,
Roubam para comer,
Matam para sobreviver à lei da selva.
Assim nascem os monstros,
Capazes de deixar atordoados
O legislativo, o executivo e o judiciário.

Mas nem tudo é violência,
Nem só do desespero dos jovens
Vivem os telejornais.
O senhor de óculos
Leva os filhos à escola
Ouvindo no rádio do carro
As Quatro Estações,
De Antônio Vivaldi.

Uma senhora bem intencionada
Prega que há futuro,
Há esperança.
Cultiva o amor aos pequenos
Do mesmo modo que aprecia
As artes plásticas, o teatro,
O humanismo da literatura latino-americana,
De Chaplin e seu vagabundo Carlitos

Ora, ainda existem meninos que brincam na rua,
Meninas conversado com amigos invisíveis,
Uma geração inteira de pimpolhos encantada
Com o charme de Harry Potter.

Há crianças que recebem os ensinamentos necessários:
Na casa dos pais e nas salas de aula!
É preciso conservá-los assim,
Para que possam realmente voar.
Impulsionados pela mágica do Mandrake
As boas ações do Superman
E a alegria da última sessão do cinema.

(Roberto Garanhuns 10 de abril de 2007)