Garanhuns, 21 de abril de 2007
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Escola de Lajedo investe no incentivo à leitura

Um dos problemas mais sérios do Brasil é o pouco amor das pessoas pela leitura. Os jovens, principalmente, nessa época de tanta tecnologia raramente lêem livros, revistas ou jornais. E por isso temos poucas livrarias e bibliotecas, muito menos do que em países vizinhos, como a Argentina, por exemplo. Garanhuns, mesmo, uma cidade que caminha para 150 mil habitantes, não tem uma única livraria e as poucas bibliotecas da cidade deixam muito a desejar.

Um papel importante para mudar essa realidade deve ser desenvolvido pelas escolas e aqui e ali podemos nos deparar com algumas boas iniciativas nesse sentido. É o caso da Escola Pequeno Príncipe, da vizinha Lajedo, que há 26 anos atua na educação infantil, primando por um padrão de qualidade pouco comum, mesmo em estabelecimento de ensino particulares.

Na Escola Pequeno Príncipe, os diretores e professores tiveram a preocupação de formar e enriquecer aos poucos uma biblioteca, capaz de atender as necessidades dos alunos. Mas isso seria pouco se não houvesse uma utilização conveniente do acervo de livros do educandário. Só que os volumes têm o destino certo: o estudantes de 1ª a 8ª séries da escola.

LEITURA - Assim, toda sexta-feira, invariavelmente, o aluno deve escolher um dos livros da biblioteca, levar para casa e fazer uma leitura atenta. Na volta, na segunda-feira, deve apresentar um texto fazendo uma pequena análise de obra que foi lida. Naturalmente que este trabalho é acompanhado pelos professores, que certamente ajudam os pequenos a entender cada vez mais as histórias degustadas no aconchego do lar.

Essa é uma prática que deveria ser norma em todas as escolas, inclusive nas do ensino público. Se isso fosse feito, com certeza dentro de mais alguns anos a realidade do país mudaria. O exemplo de Lajedo poderia muito bem ser copiado em Garanhuns, onde o prefeito Luiz Carlos instituiu o programa Salas de Leitura, que pode contribuir também com o desenvolvimento do amor as livros, por parte dos jovens.

Claro, não é só montar uma boa biblioteca ou uma sala de leitura. É preciso também que tenhamos professores capacitados, que gostem de ler e repassem esse gosto para os estudantes. Estes devem começar a manusear livros e jornais desde cedo, fazer uma leitura cuidadosa e interpretar o texto, acomapanhados pelos seus mestres.

A Escola Pequeno Príncipe fica na Rua José Duarte Ribeiro, 162, pertinho do centro de Lajedo. Oferece, além do programa de leitura, teatro, dança, judô, natação e aulas de informática. A equipe gestora é composta de Claudice Alves Barbosa (diretora), Karinne Melo (coordenadora), Vanuzia Alves (secretária), Patrícia Pimentel (auxiliar de secretaria) e Maria Izabel Correia (psicóloga). A equipe docente é composta por 14 professores e mais 10 profissionais integram as equipes técnica e de apoio.