Garanhuns, 15 de outubro de 2005
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Senai investe no Porto de Suape

Com a instalação da refinaria e do estaleiro, a unidade do Senai no Cabo de Santo Agostinho vai investir R$ 6,4 milhões em melhoria da infra-estrutura e na capacitação profissional.

A unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Cabo de Santo Agostinho já começa a se preparar para a implantação da Refinaria Abreu e Lima e do estaleiro no complexo industrial de Suape, situado nas proximidades do município. O Senai do Cabo vai melhorar a sua infra-estrutura e capacitar a mão-de-obra local para a grandeza desses projetos. O Sistema CNI/Fiepe/Senai já assegurou um montante de R$ 6,4 milhões em investimentos.

Em sua primeira etapa, R$ 800 mil serão utilizados na modernização e ampliação das áreas de gás natural, eletromecânica, eletroeletrônica e na reforma e ampliação da infra-estrutura da unidade. Outros R$ 1,5 milhão serão destinados à compra de equipamentos para laboratórios e oficinas. A conclusão das obras dessa primeira fase deve acontecer em março de 2006.

Em seguida, o projeto de modernização e ampliação parte para a próxima etapa. Ela consiste na implantação do Centro de Tecnologia de Solda e Ensaios Não Destrutivos, com uma dotação orçamentária de R$ 2,5 milhões. Na parte de equipamentos, serão investidos mais R$ 1,6 milhão. As obras do novo centro devem começar em novembro deste ano. Atualmente, está sendo finalizado o processo de licitação da construtora. Os equipamentos também se encontram em fase de licitação. A previsão de conclusão das obras é de 180 a 210 dias após o seu início. Este ano, um total de 2.276 matrículas foram registradas na unidade do Senai do Cabo. Desses alunos, 1.200 estão sendo capacitados para trabalhar no projeto do estaleiro, através do um convênio com o Governo do Estado.

Com a confirmação da instalação da refinaria em Suape, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o deputado federal Armando Monteiro Neto, estima que o empreendimento será responsável por um crescimento de 15% a 20% no Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado.

A vinda da refinaria atende a um pleito do povo pernambucano que já completava 50 anos. Ao avaliar essa conquista, Armando Monteiro Neto lembra que, durante sua gestão na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) deu uma importante contribuição para atrair o projeto ao Estado. "Recebemos o presidente (da Venezuela) Hugo Chavéz na Fiepe, organizamos uma missão a Caracas com 25 empresários de Pernambuco. Nós nos reunimos com Hugo Chavéz no Palácio Miraflores, em 2001. Estivemos na PDVSA. Procuramos dar uma contribuição e demos".