Garanhuns, 15 de outubro de 2005
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OPINIÃO
 

EDITORIAL

SIM AO REFERENDO

Tenho ouvido muita gente boa criticar o referendo. Reclamam porque acham que a votação não vai levar a nada, classificam os custos da consulta popular muito altos, dizem que a questão está mal colocada e argumentam, enfim, que o país tem outras prioridades.

De certo modo todos têm razão. O referendo não irá resolver o problema da violência, a eleição diferente do dia 23 custará um bom dinheiro ao país, a questão não está colocada com suficiente clareza e existe muita coisa importante no Brasil precisando ser feita, mas não anda.

Mesmo assim o Correio Sete Colinas é simpático à consulta sobre o desarmamento. Julga importante a participação do povo no processo, considerando o atual Congresso Nacional suspeito para dedidir sozinho questão tão importante.

O custo, embora relevante, não é tão alto assim, quando refletimos sobre o preço de manter a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, os TRTs e TREs, os tribunais de contas, o STF, enfim todas as casas legislativas e o complexo judiciário que sustentam nossa democracia.

E ainda tem a corrução: o que subtraem nas contruções, reformas de estradas, programas sociais, merenda escolar, SUS, Fundef, mensalões, mensalinhos... Essa cafajestada toda que infesta o país e aparece manchando os jornais como se fossem cadáveres.

Se formos esperar pra fazer o que é prioridade fica mais difícil, porque o país tem muitas prioridades: a escola pública que é uma lástima, o sistema de saúde que não funciona, as rodovias federais se acabando, a reforma agrária sem sair do papel, a violência, a inflação...

Ora, o referendo está aí, é uma realidade. É preciso, então, refletir no caminho a escolher. Se queremos o Não a permitir a comercialização de armas e possivelmente o incremento da violência, por uma visão equivocada de "armar os cidadãos de bem" para enfrentar bandidos. Ou se optaremos pelo Sim capaz de proibir a venda legal de revólveres, pistolas e espingardas 12.

Nesse ponto estamos com as igrejas, com o evangelho, com a mensagem do Cristo e do líder indiano Ghandi. Acreditamos que quanto menos armas houver por aí menor será o número de homicídios, suicídios e acidentes que terminam em morte. Somos pela paz, somos pela vida, por isso votamos e torcemos pelo Sim.