Garanhuns, 15 de outubro de 2005
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Mistério cerca morte ocorrida no Posto Petrobrás

A morte do jovem Márcio Ferreira dos Santos, 26 anos, ocorrida no último dia cinco, às 3h30 da manhã, no posto de gasolina da Petrobrás, na Avenida Rui Barbosa, ainda é um mistério para a família da vítima. A versão oficial, acatada inclusive pela polícia, é que o rapaz foi atingido por um tiro quando estava assaltando o estabelecimento, acompanhado de um amigo. Teria até tentado atirar no vigia do posto, conhecido como Givanildo, que reagiu matando o agressor.

Ao procurar saber se o filho estava realmente envolvido em ato criminoso, o pai de Márcio, o funcionário público estadual Manoel Ferreira dos Santos (Zizi), foi informado por amigos que o motivo do crime pode ter sido outro. "Algumas pessoas me disseram que havia uma richa entre o vigia e meu filho e essa desavença pode ter ocasionado tudo", acredita Manoel Ferreira. Ele chegou a conversar com a delegada encarregada do caso, Débora Tenório, que sustenta a versão do assalto, uma vez que esta é a história contada por Givanildo.

O amigo de Márcio, que o acompanhava no dia em que este foi morto no Posto Petrobrás, fugiu e não foi identificado pela polícia. Possivelmente só este pode esclarecer se o vigia está falando a verdade e se tratou realmente de assalto ou de uma briga pessoal entre os dois. "Mas acho que ele nunca vai aparecer e a versão oficial poderá prevalecer", lamenta o funcionário público e pai da vítima.

Manoel Ferreira disse que sempre aconselhou o filho para seguir no caminho do bem, chegando a chamar-lhe a atenção quando o mesmo estava em companhias pouco recomendáveis. Numa certa ocasião, ajudou o rapaz a montar uma padaria, na Cohab II, para que ele pudesse ganhar o seu sustento honestamente. "Márcio me garantia não estar envolvido em coisas erradas e os que o conhecem asseguram não ser verdadeira essa história de assalto", afirma o pai.

Um comerciante ouvido pelo Correio acredita que o pai de Márcio pode ter razão. Ele disse que esteve esta semana no Posto XV, que fica ao lado do estabelecimento da Petrobrás, e a conversa entre os bombeiros é que o motivo do crime foi realmente uma rixa entre os dois rapazes.