Garanhuns, 1º de outubro de 2005
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OPINIÃO
 

UMA GLÓRIA INCONTESTE

Marcílio Viana Luna


Ao longo desses 43 anos, desde 1962 quando concluí o saudoso Curso de Contabilidade, não mais existente no meu Diocesano, segundo o diretor Albérico Fernandes, venho escrevendo sistematicamente e lendo tudo que escrevem sobre o eterno Ginásio de Garanhuns. Às vezes chego a pensar que não há mais nada para se dizer e logo em seguida surge a memória para corrigir: se houvesse mais espaço falaria com muita propriedade sobre as aulas de Civilidade, sobre a Banda Marcial da qual participei, do Grêmio Padre Agobar Valença, das competições esportivas, dos desfiles cívicos e sobre cada um dos professores dos meus 12 anos como aluno do outrora Gigante da Praça da Bandeira, hoje cada vez maior com o nome do Monsenhor Adelmar da Mota Valença.

Em outra oportunidade pretendo falar com detalhes sobre as figuras inesquecíveis, como a sempre bondosa Almira Valença, a inteligência de dom Jerônimo de Sá Cavalcanti, a poesia de Levino Epaminondas, a competência de Arlinda Valença, o entusiasmo de dom Gerardo Wanderley, a aplicação de Valderedo Veras, a intelectualidade de Luzinete Laporte, a bravura de Manoel Lustosa, o rigor dos padres Edgar Carício e Tarcísio Falcão, a ciência de Mário Matos, o traço de Maurílio Matos, e a doçura e abnegação de Izaura Medeiros, Manoel Vieira dos Anjos e Elzira Pernambuco Lustosa, os três residentes à rua Dr.José Mariano, antiga rua do Recife, onde justamente morava com os meus saudosos pais Jayme e Dinah Luna.

Em vez dos fatos ocorridos nos meus 12 Anos de Diocesano, vou preferir falar no atual Colégio que encontrei recentemente, numa visita de recordação, acompanhado de um dos meus filhos. Era uma tarde de setembro, a antiga Praça da Bandeira, hoje com novo nome, estava bem cuidada e com muitas flores. Bem atendido da Portaria e na Secretaria, comecei a percorrer os corredores para mim tão familiares. Salas de aulas limpas e perfeitas para o bom ensino, áreas para atividades múltiplas, o antigo salão nobre ainda existente e, finalmente, o bonito e majestoso ginásio coberto que começa a ser mais um orgulho de todos nós diocesanos. Não esqueci também de visitar a Sagrada Capela e o antigo refeitório, onde almoçarei com os meus colegas antigos alunos, dentro das comemorações dos 90 anos de fecunda existência do eterno Padrão de Civismo e de Glória, segundo a letra do Hino de autoria do padre Pedro Magno de Godoy.
No gabinete do atual diretor, eu e meu filho, fomos recebidos pelo dinâmico e competente professor Albérico Fernandes, autor de uma autêntica revolução modernista, sem nenhuma perda das tradições físicas do prédio e do civismo que nos envaidece. O diretor informatizou todo o Colégio, possibilitando o acesso de professores, alunos e funcionários a informática e aos mais atuais e modernos métodos de ensino. Sala de professores bem equipada, salão nobre para recepções, ao lado do bem instalado e equipado Gabinete do Diretor. Em todos os lugares a memória nos lembrava a figura carismática, bondosa e atenciosa do padre Adelmar da Mota Valença.

Evidentemente que a presença física do nosso eterno diretor faz falta. E muita. Mas temos que nos contentar que o lugar reservado para ele por Deus é muito mais importante. E aqueles que o substituem estão dando conta do recado. O Diocesano está moderno, vibrante e cada vez mais o querido lar que todos nós o consideramos, alunos e ex-alunos. Gosto sempre que me chamem de antigo aluno, pois fui, sou e serei sempre um eterno aprendiz do meu querido Ginásio de Garanhuns, templo sagrado de luz e saber, verdadeiro marco de Ciência e de Fé, grandeza pernambucana e um orgulho inconteste para todos nós, que somos 100% Diocesano e 100% Garanhuns.


Marcílio Viana Luna é Jornalista Profissional, Bacharel em Direito e Técnico do Governo do Estado de Pernambuco.