Garanhuns, 3 de setembro de 2005
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POLÍTICA
 

Projeto do Executivo inquieta servidores

Um projeto do Poder Executivo Municipal, enviado à Câmara dos Vereadores, através da mensagem de número 0024, causou polêmica na cidade, esta semana. É que a proposta, de acordo com lideranças do Sindicato dos Servidores Municipais, retirava diversos direitos dos funcionários públicos, mexendo com licenças prêmios, quinqüênios, férias e até o 13º salário. O presidente do Sindicato, Luciano Florêncio, chegou a dar uma entrevista no Jornal da Sete 1ª Edição, na FM Sete Colinas, conclamando a classe a encher o plenário da Câmara, de forma a pressionar os parlamentares para que estes votassem contrariamente ao projeto do governo.

Na última quarta-feira, dia 31 de agosto, servidores puxados por lideranças sindicais fizeram uma manifestação no centro da cidade, por conta do projeto do Executivo. Eles denunciaram a manobra para extinguir direito conquistados pelo funcionários ao longo dos anos e reiteraram o desejo de lotar o prédio da Câmara Municipal para não permitir a aprovação da proposta. Diante dessa movimentação, o Governo recuou.

O líder da bancada governista no Legislativo, vereador Zaqueu Lins, esclareceu, em contato com a reportagem do Correio Sete Colinas, que o presidente do Sindicato dos Servidores estava fazendo confusão à toa. Segundo o parlamentar, o projeto do prefeito não mexe com direitos adquiridos, modificando a política de quinqüênios, licenças prêmios e outros benefícios apenas com relação a futuro funcionários do municípios, pessoas que ainda vão se submete a concurso público.


O ouvidor geral do município, Gerson Carvalho, em entrevista na Jornal da Sete 2ª Edição, confirmou as informações de Zaqueu e disse que os servidores da prefeitura de Garanhuns podem ficar tranqüilos, pois ninguém será prejudicado. "O prefeito Luiz Carlos tem muito apreço pelos servidores e nunca pensou em prejudicar ninguém, muito pelo contrário", garantiu Gersinho.

Embora o vereador e o ouvidor não tenham admitido, o jornal apurou que toda confusão foi feita por conta do texto mal elaborado pela Secretaria de Administração que foi enviado à Câmara. O prefeito, inclusive, insatisfeito pela confusão teria mandado fazer alterações no projeto mais de uma vez, mas depois terminou optando por retirá-lo de vez da Casa Raimundo de Morais.