Garanhuns, 16 de julho de 2005
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Pernambuco comemora combate ao trabalho infantil

O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, transcorrido em 12 de junho, foi comemorado em Pernambuco, por causa das fortes chuvas que atingiram o Estado naquele dia, e contou com a presença do governador em exercício, Mendonça Filho. Na ocasião, o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, formado por entidades da sociedade civil e órgãos governamentais, promoveu um seminário na sede da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

"A luta contra o trabalho infantil precisa ser reforçada pela atuação dos três níveis de governo e de toda a sociedade civil. Obtivemos conquistas significativas em Pernambuco através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Incluímos milhares de jovens da Zona da Mata no programa e, em seguida, ampliamos o seu raio de ação para todas as regiões do Estado. Mas, não devemos esquecer que o trabalho infantil é conseqüência de uma realidade econômica brasileira, onde milhares de famílias não têm acesso ao trabalho. Para combater o trabalho infantil, temos que gerar empregos para que essas famílias possam se emancipar", afirmou o vice-governador Mendonça Filho.

Na ocasião, Mendonça Filho recebeu das mãos da estudante Mariana Natália Silva dos Santos, que participou da Caravana Nacional Contra o Trabalho Infantil, um documento assinado por todos os governadores do país e o presidente Luís Inácio da Silva, através do qual eles se comprometem a desenvolver novas políticas públicas de combate ao trabalho infantil. "Temos que nos unir e trabalharmos juntos para combater esse mal. Percorremos todo o Brasil e esperamos que o nosso trabalho não tenha sido em vão. Queremos que os governadores que assinaram este documento realmente promovam novas estratégias contra o trabalho infantil", disse Mariana dos Santos.

Durante o seminário, o Ministério Público do Trabalho apresentou um mapeamento realizado em todos os municípios de Pernambuco. A pesquisa constatou uma grande diminuição do número de crianças trabalhando em empregos formais, entretanto verificou um aumento da presença de crianças na economia informal. Através do mapeamento, pode-se constatar que mais de 60 mil crianças foram retiradas do trabalho do corte da cana-de-açúcar, desde 1996. A presença de crianças trabalhando em casas de farinha também sofreu uma grande queda nos municípios de Feira Nova, Glória do Goitá, Lagoa de Itaenga, Jupi e Jucati.