Garanhuns, 2 de julho de 2005
  Início
  Colunas
  Opinião
  Política
  Cidade
  Geral
  Sociedade
  Ed. Anteriores
  Expediente
 
OPINIÃO
 

A pele e o frio

Ana Cristina


Já é inverno na terra da garoa. Às vésperas do festival, já sentimos na pele a sensação. As chuvas com mais freqüência, os ventos gelam o nosso corpo, o sol se esconde. As pessoas se protegem como podem: guarda-chuvas, casacos, roupas de frio. E a nossa pele? Será que merece cuidados especiais nessa época do ano?

A pele é o maior órgão do corpo e também o que fica mais exposto. Está sujeita às mais diversas agressões externas e o frio é uma delas.

No inverno, a nossa pele tende a ficar mais ressecada. Muitos são os fatores que podem contribuir. O próprio frio, os ventos, uma menor ingestão de líquido, os banhos quentes e demorados, a falta de uma hidratação adequada.

É comum as pessoas se preocuparem menos com a pele no inverno, pois ela fica sempre coberta com roupas, não é tão exibida como no verão. As cremes parecem mais gelados, dificultando seu uso.

Cuidar da nossa pele é sempre fundamental, em qualquer estação. Um boa hidratação retarda o envelhecimento cutâneo. Além do que, a estação mais fria é também a mais própria a diversos tratamentos, como clareamento de manchas, mais difícil no verão.

Hidratar bem a pele, não esquecer do filtro solar (que deve ser usado durante o ano todo), ingerir bastante líquido, evitar banhos quentes e demorados, uso excessivo de buchas ou sabões; são medidas simples que podem contribuir para uma pele mais saudável, jovem e bonita.

Pessoas muito sensíveis que sofrem de problemas alérgicos, principalmente crianças, geralmente pioram nesse período do anos. Muitas vezes roupas de determinados tecidos, como lã, materiais sintéticos, precisam ser evitadas.

Curtir o inverno sim; esquecer da pele jamais.


Ana Cristina Monteiro é Médica Dermatologista