Garanhuns, 2 de julho de 2005
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OPINIÃO
 

Bênçãos para o mundo

Odete Melo de Souza


A bênção descansa sobre a cabeça do justo, diz o livro maior. Prov. 10,6.

A bênção se opõe à maldição.

São as intermináveis guerras impulsionadas pelo ódio, ganância, inveja, vingança, obstinação étnica, religiosa e, sobretudo, econômica.

Quanto sofrimento nos campos de batalha!... Quanto desperdício com armas satanicamente usadas e cujo custo deveria ser aplicado em "bênção" para a humanidade!...

São os contínuos e perversos assaltos, seqüestros, roubos, atrozes homicídios que somente a onipotência e a misericórdia divina os extinguirão, pois, não há força nem providência humana que os eliminem.

Ultimamente Pernambuco foi palco de um absurdo assassinato de um promotor de justiça, atentado não somente à dignidade de uma pessoa, mas de uma importante instituição pública, um fiscal da Lei.

A violência, a insegurança, o medo, o terror, grassam em todo país e os bandidos e criminosos, "donos exclusivos" das armas, sentem-se vitoriosos, tranqüilos e impunes. Que maldição maior?

Hoje, ouve-se muito a expressão: "é uma benção", para dizer que algo de bom e positivo aconteceu, que uma pessoa é "legal", que alguém ou autoridade agiu acertadamente em benefício dos homens e do mundo, usando justiça.

Infelizmente a história humana é manchada com terríveis páginas de maldição.

Basta lembrar "as comemorações", termo impropriamente usado pela imprensa, dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

Reportemo-nos àquele cruel tempo e sentiremos nossa alma, mente e coração despedaçados com a horripilante lembrança do execrável mal praticado pelo facismo de Mussolini e, sobretudo, pelo nazismo de Hitler, culminando com o maior e perverso campo de extermínio humano - Auschwitz.

Maldição!... Horrível maldição!...

Precisamos nos contrapor com bençãos e bençãos!...

Afirmou alguém que os céus proclamem a bênção para todos: justos, não justos, não ajustados e até desajustados.

Abençoar é atidude da competência divina e também humana.

Deus abençoou Abraão dizendo-lhe: Eu te abençoarei e tu serás uma bênção. Abençoou ainda muitas outras pessoas e acontecimentos.

Jesus abençoou seus discípulos antes de subir ao céu e em várias outras ocasiões. Abençoou as criancinhas e o pão e o vinho na última ceia. A vida de Jesus foi um contínuo abençoar.

Que bom seria se pudéssemos retroceder àquele tão feliz e lindo tempo em que os filhos pediam a bênção aos pais, os netos aos avós, os afilhados aos padrinhos, os paroquianos aos vigários... Recebendo a magistral resposta: Deus os abençoe!...

Deveríamos abençoar tudo e todos que nos acercam.

Todos querem benção!... Todos anseiam por bençãos.

Nas inaugurações de pequenas e grandes empresas, navios, aviões, colégios, prédios a bênção constitui o ponto alto da solenidade. O homem é sedento de benção.

Peçamos a Deus bênção para nós e para os irmãos.

Destruamos todas maldição e construamos bênçãos da solenidade, perdão e amor.

Lembremos aqui o saudoso, inesquecível, grande e santo João Paulo II, peçamos que lá do Céu, onde ele, com certeza se encontra, nos abençoe e entoemos fervorosamente:

A bênção João de Deus!...