Garanhuns, 2 de julho de 2005
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Assassinatos desafiam polícia de Garanhuns

O menor Carlos André Alves Ferreira, de 15 anos, foi assassinado na última terça-feira, dia 28, no loteamento Dr. Elísio Alves Pinto, localizado na Boa Vista, nas proximidades do Colégio Municipal Professor Letácio Brito. O crime teria sido cometido pelo adolescente H.S.C.A., de 17 anos, estudante, como a vítima, do Colégio Dom João da Mata Amaral. Esse homicídio, praticado por arma de fogo, foi o 39º que aconteceu em Garanhuns este ano. A questão da violência tem preocupado o prefeito do município, Luiz Carlos de Oliveira, que na última sexta-feira promoveu uma audiência pública para discutir o aumento da criminalidade na cidade. Os resultados do encontro serão levados pelo dirigente peemedebista ao secretário João Braga e ao governador Jarbas Vasconcelos. "Garanhuns não pode conviver com a violência e a impunidade", desabafou o prefeito.

O aumento da criminalidade na cidade, nos últimos meses, tem deixado a população assustada. Além desse crime envolvendo adolescentes, ocorrido no final do mês, dois assassinatos cometidos recentemente, no município, chocaram a comunidade. O que vitimou o comerciante Rinaldo Ferreira, atingido por cinco tiros dentro da Farmácia Droga Líder, na Avenida Rui Barbosa, e o que tirou a vida do empresário Antônio Edson Alves de Holanda, 52 anos, conhecido como Edson do cimento. Este último foi morto quando saia da loja maçônica situada nas proximidades, na Cohab II.

Seis homens armados invadiram a maçonaria, anunciaram um assalto e na confusão formada terminaram atirando em Edson. O empresário, que morreu no Hospital Monte Sinai, era casado, pai de três filhos e representava em Garanhuns e região o cimento Poty. Além disso tinha um posto de gasolina e uma distribuidora de gás de cozinha. O seu assassinato repercutiu em todo o Estado, tanto que o deputado Izaías Régis levou o caso ao conhecimento da Assembléia Legislativa e o vice-governador Mendonça Filho foi comunicado pelo ex-prefeito Ivo Amaral dos fatos que estão acontecendo na cidade, sem que a polícia consiga diminuir os atos de violência.