Garanhuns, 2 de julho de 2005
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O Correio nasceu com o Festival

A primeira edição do Correio Sete Colinas circulou no dia três de julho de 1999, às vésperas do IX Festival de Inverno de Garanhuns. O número 1 do jornal trouxe na capa fotos de Gilberto Gil, Cássia Eller, Reginaldo Rossi e Zé Ramalho, artistas que chegaram a ser anunciados como atrações do FIG, mas alguns terminaram dando o "bolo". Um fato registrado naquela edição do Correio, foi o início da descentralização do festival, até então muito restrito à Guadalajara. A partir do nono ano do evento, os parques Euclides Dourado e Pau Pombo passaram a ser aproveitados para apresentações de música instrumental e eletrônica, música pop, forró e balé.

O número dois do Correio, com apenas oito páginas e em preto e branco, como a edição anterior, deu novamente destaque ao FIG. Os cantores Zeca Baleiro e Jorge Benjor terminaram por ser as grandes atrações da festa, que teve ainda no palco nomes como Charlie Brow Jr., Lula Queiroga e a sambista Beth Carvalho. O paraibano Zé Ramalho e o hoje ministro Giberto Gil (principalmente este) terminaram frustrando a expectativa. Essas ausências e o nascente circuito do frio, fizeram com que o presidente da Associação Comercial e futuro deputado Izaías Régis puxasse um coro de críticas aos organizadores do festival.

FATOS - Nesses sete anos, o Correio Sete Colinas acompanhou os principais fatos econômicos, sociais, esportivos, policiais e políticos de Garanhuns. A aliança de Bartolomeu com Izaías, a eleição do presidente da ACIG como deputado, o lançamento das candidaturas de Aurora à Assembléia Legislativa e de Luiz Carlos à prefeitura, o surgimento do nome de Alexandre Bezerra, os nomes dos secretários de Silvino e de Luiz, a demissão de auxiliares desses prefeitos, o trabalho pela candidatura de Pe. Carlos, a ascenção de Pe. Aldo em São Bento do Una, a gestão de Antônio Dourado no vizinho município de Lajedo, as disputas em Capoeiras, Caetés, São João, Jupi... Nada ficou de fora das páginas políticas do jornal, nos últimos anos. E sempre estivemos na frente, dando grandes furos, porque nunca tivemos o rabo preso com ninguém.

Noticiamos fatos importantes também na área religiosa, anunciando, em primeira mão, o rodízio de padres feito por Dom Irineu Roque Scherer na Diocese de Garanhuns. Antecipamos a inauguração da Metroplaza, no dia 16 de outubro de 1999, denunciamos os crimes mais chocantes, nesses sete anos, atacamos o Dom Moura e a Compesa, quando estes precisaram ser cutucados, informamos a população da prisão dos "tarados da kombi", que estavam aterrorizando as mocinhas da cidade e registramos todas as garanhetas, a tentativa de resgate do Natal e os festejos juninos.

O Correio cresceu em números de páginas, ganhou cor na capa e contra-capa, atraiu fiéis leitores e conquistou respeito por ser independente, noticiar os fatos sem medo, rejeitar certo tipo de "jornalismo chapa-branca", que se pratica por aí. É mais difícil, por certo. Dá dores de cabeça, gera processos, apertos financeiros. Mas é assim que deve ser. E assim vai continuar, porque estamos falando do Sete Colinas, tão significativo quanto as colinas que cercam a cidade.