Garanhuns, 2 de julho de 2005
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Há 15 anos nascia o Festival de Inverno de Garanhuns

O primeiro Festival de Inverno de Garanhuns foi realizado de 13 a 28 de julho de 1991. Foram 15 dias de festa, com shows de artistas locais e dos já consagrados Alceu Valença, Zé Ramalho e Dominguinhos. O evento não chegou a empolgar, como acontece hoje, mas obteve relativo sucesso e atraiu um público razoável para as apresentações realizadas na rampa do Centro Cultural. Além disso, já nesse primeiro ano aconteceram oficinas de artes plásticas, literatura, teatro, música, dança, foto e vídeo, feira de artesanato e arte educação, tudo coordenado pela Teresa Amaral (Fundarpe), que ainda hoje atua nessa área.

A idéia do Festival de Inverno nasceu da cabeça do garanhuense Marcílio Reinaux, advogado, escritor e cerimonialista, que reside no Recife há muitos anos. Ele havia participado como palestrante de festivais em São Cristóvão (SE), Ouro Preto (MG) e Gramado (RS) e sugeriu ao prefeito do muncípio na época, Ivo Amaral, que criasse o evento na Suíça Pernambucana. O projeto passou anos sendo acalentado, ainda houve uma tentativa de concretizá-lo em 1990, porém só no ano seguinte o sonhou se transformou em realidade.

Segundo o ex-prefeito Ivo Amaral, a realização do FIG só foi possível por conta do apoio do Governo do Estado. A idéia de Marcílio Reinaux foi levada a Joaquim Francisco e ao presidente da Fundação de Cultura do Estado, Rubem Valença Filho, que deram o sinal verde para o projeto. A partir daí, foram muitas reuniões envolvendo secretários municipais e os dirigentes da Fundarpe. De Garanhuns, participaram intensamente da elaboração do primeiro festival secretários e auxiliares do prefeito, como João Inocêncio, Jaime Pinheiro, Fernando Campos, Marcílio Maia e Rocir Santiago. "Destaco ainda a colaboração do casal de empresários Paulo e Susana Tavares Correia, Mário B. Filho, Ciro Ferreira Costa, Luciano Oliveira, Edson Dourado e do jornalista Gildson Oliveira, que trabalhava no Diario de Pernambuco", complementa o ex-prefeito Ivo Amaral.

O SEGUNDO FIG - O segundo Festival de Inverno foi realizado em 1992 e os organizadores decidiram que bastariam 10 dias de festa, fórmula que vem sendo adotada até os dias atuais. O FIG perdeu cinco dias, porém o número de shows aumentou e pessoas de outros centros começaram a ser atraídas pelo evento. A programação daquele ano incluiu nomes como Luiz Melodia, Naná Vasconcelos, Geraldo Azevedo, Quinteto Violado, Reginaldo Rossi, Adilson Ramos, Belchior, Cássia Eller e Leila Pinheiro. Todos estavam no auge e vindo a Garanhuns pela primeira vez.

Por conta do FIG foi criada a Secretaria de Turismo do Município, que passou a coordenar o evento. Foi nomeado para o cargo o ex-comandante do 71 BI, coronel Antônio Mendonça, pai de Ana Cláudia, do Sebrae Garanhuns. A abertura do segundo Festival de Inverno foi feita com pompa, no dia 17 de julho, no teatro Luís Souto Dourado, no Centro Cultural. Estavam presentes o prefeito, o governador Joaquim Francisco e o deputado estadual Romário Dias, então exercendo a função de secretário de Governo do Estado. "Este festival é um antigo sonho nosso e veio para ficar. Espero que meus sucessores dêem continuidade a essa obra que não é de pedra e cal, mas que imortaliza uma adminsitração, no dizer do jornalista, escritor e advogado Marcílio Reinaux", diria Ivo Amaral, no seu pronunciamento.

Em 1993, Bartolomeu Quidute assumiu a prefeitura de Garanhuns e com o apoio do governo deu continuidade ao Festival de Inverno. O evento cresceu, chegou a era Silvino, que também investiu no FIG e foi o único a administrar o município e comandar oito vezes a grande festa realizada na cidade anualmente. Nos últimos anos, o festival teve altos e baixos, contudo na gestão passada, por iniciativa do presidente da Fundarpe, Bruno Lisboa, ganhou outra dimensão com a criação dos pólos do Parque Euclides Dourado, Pau Pombo, Avenida Santo Antônio e Catedral.

RESPONSABILIDADE - Muitos esperavam que a programação do 15º FIG fosse inesquecível, ou que pelo menos tivesse o mesmo nível das anteriores. Não foi o que aconteceu e por isso muita gente reclamou. De todo modo, tem Djavan, Kid Abelha, Alceu e boa atrações nos Pau Pombo, Parques Euclides Dourado, Centro Cultural e Catedral de Santo Antônio. É o primeiro festival do prefeito Luiz Carlos de Oliveira, que tem a responsabilidade de continuar o que foi iniciado por Ivo Amaral e que teve continuidade com Bartolomeu e Silvino.

O Festival de Inverno de Garanhuns, claro, não pertence aos políticos, não tem donos. Virou patrimônio do povo de Pernambuco. E por isso merece ser bem tratado. Aos que fazem a festa hoje, sempre é bom lembrar os nomes de peso que por aqui passaram desde 1991. Neste espaço não dá para citar todo mundo, mas vamos pelo menos a alguns:

Fagner, Elba Ramalho, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Gal Costa, Zizi Possi, Altamiro Carrilho, Renato Borgheti, MPB 4, Ney Matogrosso, Adriana Calcanhoto, Beth Carvalho, Alcione, Guilherme Arantes, Edson Cordeiro, Chico César, Zeca Baleiro, Francia e Olívia Hime, Chico Science, Charlie Brow, Beto Guedes, Barão Vermelho, Lula Santos, Ângela Maria, Marina Lima, João Bosco, Jorge Benjor, Paulinho da Viola, Xangai, Paulinho Moska, Titãs, Toquinho, Verônica Sabino, Vanessa da Mata, Pato Baton, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Bezerra da Silva, Joana, Lenine, Fernanda Porto, Fernanda Abreu, Elza Soares, Cauby Peixoto, Antônio Carlos Nóbrega, Núbia Lafayete, Orquestra Filarmônica do Nordeste, Vanderléia, Jerry Adriany, Los Hermanos e Cidade Negra.

A programação completa do 15º FIG foi divulgada na última edição do Correio.