Garanhuns, 21 de maio de 2005
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Passeata pela Paz reunirá famílias em Garanhuns

Núbia Kênia


O casal Heleno e Fátima Carvalho, pais do universitário Fagner Carvalho Barros, 22 anos, assassinado com 6 tiros, no dia 28 de março, estão organizando uma Passeata pela Paz que deve percorrer as principais ruas de Garanhuns, objetivando principalmente sensibilizar a Justiça, como também as pessoas que possam saber alguma informação para esclarecer o crime de seu filho, que chocou a população da Cidade das Flores. A manifestação acontecerá no próximo sábado, 28, dia em que completa dois meses do crime, a partir das 9h, com concentração no Parque Euclides Dourado e encerramento na frente da Igreja de Santo Antônio, centro de Garanhuns.

Centenas de pessoas, entre jovens, empresários, pais e autoridades locais já confirmaram a presença na passeata que deve mobilizar a cidade, e terá além de carros de som, faixas solicitando Justiça e Paz. "Acreditamos na Justiça, mas sabemos que muitas vezes para que ela seja feita é necessário o apoio da população. Portanto, eu peço que, por favor, se você sabe de alguma coisa, ligue pra policia", apela Fátima.

Para fortalecer a adesão das pessoas, durante toda esta semana, a mãe da vitima percorreu as escolas públicas e particulares, além das Faculdades e empresas de Garanhuns solicitando a participação de todos. "Preciso do apoio de toda a sociedade para pedir Justiça na apuração do crime de meu filho, para que assim os assassinos sejam presos, evitando assim que outras famílias passem pela dor que estamos passando", denuncia a professora Fátima Carvalho.

CRIME- Fagner foi assassinado com seis tiros por homens, ainda não identificados, que ocupavam um veículo de cor escura, com placa e modelo não informados, quando retornava da Faculdade de Administração de Garanhuns, onde cursava o 7º período, e trafegava em sua moto Biz na rua Dr Godofredo de Barros, próximo ao estacionamento do supermercado Bonanza da Boa Vista, há menos de 100 metros de sua residência. De lá pra cá, dezenas de pessoas foram ouvidas pelo titular da 1ª Delegacia de Polícia de Garanhuns, que suspeita de crime passional, mas até agora, apesar das investigações estarem avançadas, não identificou nenhum dos suspeitos.