Garanhuns, 21 de maio de 2005
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Professora Lourdes faz sua defesa

O Correio Sete Colinas recebeu da professora Maria de Lourdes Magalhães, ex-secretária de Educação do município, correspondência em que ela se defende de acusações feitas por um grupo de funcionários da prefeitura, publicadas nas edições 143 e 144 deste jornal. Segundo ela, "tudo que foi veiculado por parte da imprensa local não passa de especulações daqueles que não se orientam por uma conduta responsável e ética, pois não aparecem e não expõem suas insatisfações e tampouco procuram o diálogo como forma de entendimento".

A carta prossegue afirmando que "a professora Lourdes é uma pessoa íntegra, digna e comprometida com o trabalho, por isso mesmo deixou sem respostas, até agora, esses comentários maliciosos, acreditando no bom senso e na capacidade de discernimento, bem como no compromisso com a verdade dos fatos". A ex-secretária alega, no entanto, que "ao perceber que a coisa não funciona dentro de parâmetros éticos, por parte de um jornal local, se indignou com as matérias publicadas nas últimas edições do mesmo, onde expõe sua vida particular, seus negócios e sua família. A democracia e a liberdade de imprensa ainda não chegaram a esse ponto, pois danos morais e constrangimentos são crimes perante à Constituição Federal e dessa forma a professora deverá tomar as providências cabíveis ao caso".

Em sua correspondência, Lourdes diz que "com referência à função de secretária, a professora nunca teve vaidades, ou melhor não se enlevou pela condição do cargo, pois sabia dos desafios e problemas inerentes à função que teria de enfrentar, desde questões ligadas às condições físicas das escolas, à falta de professores e insatisfação com o valor da hora/aula, etc. O interesse da professora era apenas colaborar com a administração do município prestando-se a realizar esse trabalho apostando na experiência de mais de 30 anos de magistério, acreditando no caráter das pessoas que não precisam usar de expedientes escusos para tirar proveito pessou ou profissional".

Continuando, o documento entregue ao Correio observa que "o que mais impressiona a professora Lourdes e os professores do município que admiram seu trabalho como educadora é a forma como estão sendo conduzidas essas críticas, pois, no seu entendimento todo tipo de crítica deve servir para acrescentar, colaborar e construir coisas positivas, tornando-se em reflexão e sugestões para melhoria de qualidade dos serviços prestados à população escolar, sem precisar denegrir a imagem qualquer que fosse a pessoa no cargo. Desde que assumiu a professora tentou reorganizar a secretaria, onde promoveu algumas mudanças com o remanejamento de funcionários, procedimento normal em qualquer administração, principalmente quando se trata de um novo governo".

A ex-secretária se defende ainda com relação a uma capacitação promovida no município, comandada por um professor de município vizinho. "Quanto à contratação do professor de São João para participar como capacitador em Garanhuns, que neste jornal foi tratado de "obscuro professor", Lourdes Magalhães, bem como os colegas da equipe pedagógica, consideram a postura discriminatória, preconceituosa e com total ausência de ética daqueles que o acusam sem conhecer sua competência, seu profissionalismo e os trabalhos já realizados, publicados no âmbito da educação. O mesmo fez um excelente trabalho, de acordo com a maioria dos professores que participaram da capacitação, bem como o professor e mestre Eduardo Henriques de Melo, professora Dayse França e as professoras Maria Luiza, Cláudia, Ana Estela, Simone, Betânia e Paulo André.

Depois de afirmar que "um professor não pode ser avaliado pelo tamanho da cidade onde reside e sim pelo conhecimento e pela competência, a professora Maria de Lourdes reitera que "toda crítica deverá ser feita com base em fatos e provas e já que vivemos numa democracia vamos exercê-la ouvindo, analisando com critérios os fatos para tornar público somente a verdade. Nenhum trabalho se edifica fundamentado em maldades e mentiras, acredito na honestidade e na lealdade, por isso estou bastante tranqüila pelo caminho trilhado, vivido na educação e para edificação daqueles que se engajam na luta sem desanimar e superam as dificuldades com inteligêcia e bom senso".

NOTA DA EDIÇÃO: É um legítimo direito da professora Lourdes Magalhães dar a sua versão dos fatos e se defender das acusações ou insinuações feitas contra ela, quando exercia uma função pública no município de Garanhuns. O jornal esclarece, apenas, que em nenhum momento inventou ou criou os fatos publicados, mas somente divulgou algumas coisas que estariam acontendo na Secretaria de Educação, segundo dados de servidores da própria repartição. Em nenhum momento procuramos levar o noticiário para o lado pessoal, até porque não temos nada contra a professora. Nem quisemos fazer sensasionalismo. Todas as informações foram repassadas por funcionários da prefeitura, alguns até que trabalhavam junto da ex-secretária. E nunca procuramos discriminar ninguém. A crítica à capacitação dada por um professor de São João também foi feita por gente da Secretaria de Educação Municipal, tanto que no jornal a declaração saiu aspeada. Por fim, lembramos que a Prefeitura Municipal de Garanhuns não emitiu uma nota sequer desmentindo o jornal e um funcionário graduado do Governo Luiz Carlos elogiou o Correio, quando da publicação da primeira das reportagens. Segundo ele, estávamos "ajudando a prefeitura" com a divulgação de informações que estava sendo feita.