Garanhuns, 7 de maio de 2005
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POLÍTICA
 

ENTREVISTA
Padre Aldo mostra o que já fez em São Bento do Una

Eleito de forma esmagadora, Pe. Aldo em pouco tempo mostrou a que veio. Em poucos meses, arrumou a casa, e hoje é considerado um dos melhores prefeitos do Agreste, dos que foram eleitos em outubro de 2004. Nesta entrevista ao Correio Sete Colinas, o líder político e religioso faz uma avaliação dos quatro primeiros meses de administração, anuncia uma série de obras importantes ainda este ano, revela como concilia a vida de prefeito com a de padre e diz como está o relacionamento com o vice Zé Almeida, a Câmara Municipal e a Oposição.


P - Como é que o Sr. está se sentindo ao exercer o cargo de prefeito de São Bento do Una?

R - Eu me sinto feliz. Primeiro porque eu, desde 28 anos, sempre exerci uma função de destaque em São Bento, como sacerdote da paróquia local, depois em Garanhuns, como Vigário Geral e da Catedral. Exerci essa função de paróco e Vigário Geral com muita dedicação e com uma consciência que a gente tem de servir as pessoas e servir bem. Hoje, como prefeito, eu encaro essa missão da mesma forma como encarei os meus 12 anos de sacerdócio religioso. Como prefeito, eu procuro servir ao povo de São Bento do Una e servir bem. E servir pra mim significa trabalhar. Um trabalho que pode ser visto de três formas: primeiro, tem de ser feito com muita criatividade; em segundo lugar deve ser planejado; e terceiro eu procuro trabalhar com amor e em equipe e isso me tem feito muito feliz, me deixado satisfeito com a forma como estamos agindo como prefeito de São Bento do Una.


P - Ao fazer uma auto-avaliação desses primeiros meses de Governo o Sr. fica satisfeito, acha que deu para fazer o que queria?

R - Acredito que deu para ir onde nós queríamos. Primeiro nós, ao formarmos a equipe de governo, tínhamos consciência de ter um pessoal competente, organizado, dedicado e criativo. Essa equipe tem tocado o barco conforme desejamos. Considero que os meus secretários, diretores e auxiliares diversos são uma orquestra e eu sou o maestro. Nessa condição tenho procurado afinar a orquestra e ela tem correspondido às expectativas. O que fizemos nos primeiros meses foi aquilo que era possível fazer em 100 dias. Aumentamos o número de alunos no ensino infantil e fundamental, melhoramos a merenda, melhoramos o hospital, investimos na zona rural, conseguimos a melhoria do saneamento básico em vários bairros da cidade, compramos um grande terreno para construir a garagem municipal e a Secretaria de Obras, adquirimos uma casa no valor de R$ 100 mil para construir um anfiteatro e uma biblioteca pública municipal e onde funcionará a Secretaria de Esportes... Então, estamos satisfeitos e tenho certeza de que a população compreende que, na situação em que encontramos o município não poderíamos ter feito mais. Repito que fizemos o que era possível.


P - E o que está planejado para o futuro, para os próximos meses e próximos anos de sua administração?

R - Temos muitas atividades planejadas. Algumas nós já iniciamos este ano. Nós dizíamos que o nosso Governo tinha um tripé: geração de renda, saúde e educação. E aí este ano, na educação, nós vamos investir, só no Colégio Municipal (Escola Cônego João Rodrigues), R$ 700 mil. Com esse dinheiro ou até mais vamos fazer uma grande quadra de esportes, vamos construir também um dos melhores auditórios do Agreste Meridional, cozinha, refeitório e depósito para merenda. Queremos ainda ampliar o número de salas de aula, inclusive construindo um primeiro andar para a parte administrativa do Colégio. Iremos investir em outras escolas do município, como na do Espírito Santo, onde pretendemos fazer também uma quadra de esportes. Ao longo da administração pretendemos construir o matadouro público, o açougue e a biblioteca pública, já citada. E claro nós pretendemos organizar toda parte de calçamento, de saneamento e outras obras de infra-estrutura. Este ano nós já tivemos em Brasília e lá apresentamos um pleito de mais de R$ 5 milhões para investir em São Bento do Una. Teremos um governo com muitas obras, com uma marca estruturadora em nosso município.


P - Mas qual será a grande obra ou a grande marca de seu Governo?

R - Eu tenho dito sempre que a grande obra em São Bento do Una já foi feita. Deus já fez: é o próprio povo do município! E assim a grande obra e a grande marca de nossa administração será cuidar bem do população do município. Dos homens e mulheres da cidade e zona rural. Acho que qualquer gestor público marca bem o seu trabalho quando cuida bem do seu povo. E isso nós estamos fazendo e vamos fazer até o fim de nosso mandato.


P - Antes de ser prefeito o Sr. é padre. Como está sendo conciliar a vida política com a vida religiosa?

R - Eu sou padre, fui vigário durante 12 anos, em São Bento do Una e em Garanhuns, fui chanceler da Cúria Diocesana, por cinco anos, e sempre exerci as minhas funções de paróco, vigário geral e de chanceler com muito amor e muita dedicação, com muito cuidado com o povo, muita fidelidade ao bispo Diocesano, uma vez que eu era seu assessor mais imediato. E hoje me sinto feliz porque mantenho uma relação de amizade muito próxima a Deus, a Jesus, minha vida de oração... Tenho participiado regularmente da eucaristia, da missa, em Jupi, em Lajedo, no Recife e aqui mesmo em São Bento. Tenho procurado viver minha amizade com a maioria dos padres, tenho um ótimo relacionamento com eles e o meu bispo Diocesano, Dom Irineu Roque Scherer. Eu tenho consciência que a prioridade no momento é cuidar de São Bento do Una, mas tenho assessorado em alguns trabalhos sacerdotais. Não estou celebrando a missa, contudo me sinto padre, pela minha postura, pela minha prática e pelo serviço que tenho feito atendendo muitos convites de colegas da Igreja.


P - Como está o relacionamento com o vice-prefeito Zé Almeida, a Câmara Municipal e a Oposição?

R - José Almeida é uma pessoa maravilhosa. Às vezes eu brinco com ele e digo que Zé Almeida é como um pai pra gente. Por ter mais experiência de vida, pelo conhecimento que ele tem de São Bento do Una, pelo bom trânsito entre os empresários e comerciantes e também entre os pobres e simples, por tudo isso o vice-prefeito é uma pessoa marcante e um grande aliado em nossa administração. Na Câmara de Vereadores temos seis aliados e um bom relacionamento com todos. Os parlamentares têm se mostrado interessados no crescimento do município e estamos muito satisfeitos com eles. O Legislativo tem a sua independência, eu não vivo cobrando, não vivo impondo e posso dizer que os vereadores têm contribuído para o Governo Certeza de Um Novo Tempo de forma livre e espontânea. Quanto à oposição, cumpre o seu papel, embora às vezes exagere um pouco. Os oposicionistas querem cobrar demais, mas representam tudo que nós encontramos. E é preciso deixar bem claro que, quando assumimos, em São Bento do Una tudo estava fora do lugar. Só estava no lugar a lua, talvez porque não deu para alguém pegar e tirar. Eles devem fazer oposição sim, mas com a consciência do que deixaram para nossa administração.