Garanhuns, 7 de maio de 2005
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OPINIÃO
 

Os 30 papas que envergonharam a humanidade

Antônio Vilela


Jamais os papa estiveram na mídia como agora. A morte de João Paulo II foi acompanhada pelo mundo inteiro, através das rádios, dos jornais, da internet e da televisão. A escolha do seu sucessor, Bento XVI, gerou grande expectativa e foi amplamente divulgada. Nem sempre a Igreja de João XXIII e Paulo VI, no entanto, teve figuras exemplares. Na Idade Média e outros tempos os chefes de igreja fizeram coisas que até Deus duvida, como se poder constatar nesse trabalho de pesquisa feito pelo professor Antônio Vilela, que colabora com vários jornais locais, escrevendo a coluna "Por Incrível que Pareça".

Uma mulher no trono papal
- Entre os anos 855 a 857, a Igreja Católica Romana foi dirigida por um papa-mulher, ou papisa: Joana L´Anglois, de ascendência inglesa, nascida em 817 em Mentz, na Alemanha.

Disfarçando-se de homem, dirigiu-se a Atenas, quando jovem, em companhia de um amante, Floro, filho do Papa Leão IV (847-855). Joana L´Anglois assume o trono papal com o nome de João III.

Tendo governado durante dois anos, um mês e quatro dias, certa ocasião, enquanto se dirigia à Igreja de Latrão, entre o Coliseu de Roma e a Igreja de São Clemente, foi surpreendida por trabalho de parto e ali mesmo morreu. Refeita do susto, a Cúria Romana decretou que a sacrílega mulher fosse atirada às águas do rio Tibre, juntamente com o seu pipidião. Floro, o amante, fez-se ermitão.

Estevão VI (de 896 a 897)
- Mancomunado com a amante Agiltrudes, desenterrou e julgou a carcaça do seu antecessor, o papa formoso. Entre os anos de 887 e 897, os papas estiveram sob o comando de uma mulher: Agiltrudes, esposa de guido de Spoleto. Em 887, o conformado Guido, pressionado por sua tirana mulher, pede ao papa Estevão II que o coroe como inperador do Ducado de Spoleto. Este ato dá início a uma década de terríveis conflitos entre a Igreja e a criminosa Agiltrudes, responsável pelo encorceramento de seis papas fantoches, quase todos eles seus amantes.

Sérgio III (904 - 911)
- O Boca de Porco, amante da infiel Teodora I e de sua filha Marózia.

Sérgio III chegou ao sólido pontificado passando antes por cima do cadáver de um papa anterior (Leão V, que foi por ele perseguido e encarcerado, falecendo em conseqüência de maus tratos). Esse papa se apossou da mulher do senador romano Teofilato e de sua filha Marózia. Os arquivos da Igreja Romana relatam sua vida de ostensivo pecado com sua amásia, Marózia, que dele teve vários filhos ilegítimos (enre os quais o Papa João XI).

Lando (913 - 914)
- Corrupto, criminoso e fornificador.

Durante o chamado governo das meretrizes (887 - 996) a Igreja Católica Romana suportou uma terrível leva de papas desmoralizados e manipulados por devassas madames, destacando-se o terrível papa Lando, detentor de maléficos predicados morais, além de notório corrupto, criminoso e fornificador. O pontificado de Lando antecedeu o de João X, amante de Teodora II.

Lando era amante da boa comida e do bom vinho, desfrutando estes prazeres, sempre que lhe era permitido, ao lado de Teodora mãe e suas filhas, Teodora II e Marózia.

João X (914 - 928)
- Amante da prostituta Teodora II

Este Papa teve sua eleição apoiada por uma cortesã romana - Teodora II, irmã de Marózia. João X governou a Igreja Romana por 14 anos, desempenhando uma bom pontificado, porém mantinha um relacionamento amoroso com Teodoro II.

Leão VI (928 - 929)
- Um dos amantes da Poliandra Marózia

Marózia logrou designar seu amante Leão VI como sucessor do pontífice João X, mas ele permaneceu no sólio pontífice por apenas um ano. Seu curto papado findou também por asfixia, quando Marózia soube que uma outra mulher, mais depravada do que ela, o havia conquistado.

Marózia como poliandra e devassa que era, sabia dividir seu tempo entre um amante e outro.

Ao descobrir a infelicidade do seu amante Papa, Marózia convidou-o para um encontro íntimo. Depois de embriagá-lo em seus aposentos no Vaticano, sufocou-o com um travesseiro, matando-o.

João XI (913 - 935)
- Viveu maritalmente com a própria mãe.

Após a morte de Leão VI a Igreja passou a ser dirigida por João XI - filho de sua algoz, Marózia, com o Papa Sérgio III. O Papa João XI, de apenas 18 anos, vivia maritalmente com sua mãe, Marózia.

Em novembro de 935, João XI apareceu morto acorrentado a um tronco.

João XII (955 - 964)

João Otaviano passou a se chamar João XII, que tornou a manchar o trono papal. Foi acusado de sacrilégio, simonia, perjúrio, assassinato, adultério e incesto.

João XII morreu em 14 de maio de 964, oito dias após ter sido, de acordo com os boatos, paralisado por um ataque num ato de adultério.

Leão VIII (964 - 965)
- Envenenando os inimigos de Marózia

Leão VIII, um indivíduo que foi nada mais, nada menos, o responsável pelo envenenamento dos inimigos e até amantes. Leão VIII destava-se por trajar indumentária negra e um capuz de formato cônico, chegando a aterrorizar não só crianças como também adultos.

Leão VIII morreu no ano de 965, profundamente convicto da salvação de sua conturbada alma.

Bento XI (972 - 974)
- Encarcerando os adversários e matando-os pela fome.

Bento XI tinha dois fortes opositores: o burguês Crescêncio e o cardeal Franco. O primeiro, chefe de uma facção política que lhe era desfavorável. O segundo, seu concorrente natural no processo sucessório. Crescêncio e os homens do seu partido foram acorrentados a um pesado tronco de madeira, enquanto famintas ratazanas roiam seus magros corpos. Não suportando tamanho sofrimento pediram a morte.

Bonifácio VII (984 - 985)
- Apossando-se da cadeira de Pedro através de roubo e assassinato.

Para manter o poder subornou vários cardeais da cúria e pisou o cadáver de seu antecessor, João XIV, jogando-o num terrível calabouço romano até que ele, enfraquecido pela fome e pela sede, ali findou seus dias.

Bonifácio tomou posse do tesouro do vaticano. Ao ver-se na posse do tesouro de São Pedro, Bonifácio VII fugiu para Constantinopla, temendo a vingança de seus inimigos.

Viveu por algum tempo na clandestinidade, só voltando a Roma para prender e matar de fome um dos piores inimigos, João XIV.

João XV (985 - 996)

Com o fim trágico de Bonifácio VII nas mãos de seus inimigos, a Igreja passou a ser governada por um virtuoso Mamon.

Este indigno pontífice transformou o Vaticano num feudo particular, privado, distribuindo as finanças do vaticano com parentes. No ano de 990, objetivando aumentar as receitas da Santa Sé, João XV comandou a venda de relíquias; começando por São José e seu equipamento de marcenaria, bem como os arreios do jumentinho que conduziu a virgem Maria ao Egito, pedaços do barco de Pedro, restos da comida que alimentaram Lázaro, pedaços da túnica de Jesus, a cabeça de João Batista.

Enquanto João XV acumulava tesouros e mais tesouros para si e para os seus, vários inimigos conspiravam para afastá-lo do Vaticano,até que foi em fim destronado no ano de 996.

Bento VIII (1012 - 1024)
- Corrupção e suborno.

Bento VIII, o avarento, outro seguidor de Mamon, fora antecedido por Sérgio IV, conhecido por Pietro Buccaporti, que permaneceu como Papa por três anos, fazendo entretanto um razoável governo.

Bento VIII foi o responsável pela doutrina do purgatório, foi o Papa que mais arrecadou dinheiro com a venda de Simonia. Ao morrer, Bento VIII legou imenso patrimônio aos seus familiares.

Bento IX

João IX ergueu uma estátua a deusa Fortuna, tomando-a como sua musa inspiradora e monumento ao deus do dinheiro (Mamon).

Bento IX foi feito Papa ainda jovem, com 12 anos. Bento IX foi um grande vendedor de Simonia, chegando a vender o trono papal em 1045 a um comerciante italiano por uma fortuna de dinheiro.

Inocêncio III (Lotário de Segni - 1198/1216)
-Afogando a Europa no sangue de inocentes cristãos evangélicos.

Os homens que participaram dos sangrento massacre receberam do Papa inocêncio III a certeza de que iriam direto para o paraíso, sem escala, desviando-se do purgatório. Estima-se que 100.000 protestantes foram mortos em Lavaur, em 1211 em um só dia.

Gregório IX (Ugo, Conde de Segni 1227 / 1241)

Proibiu a leitura da bíblia aos leigos e empilhou cadáveres de hereges e apóstatas, deixando sobre o solo do velho mundo milhares de cadáveres insepultados, desde humildes irmãos, que nenhum delito cometeram para morrer, pelo contrário amaram com fervor seu semelhante.

Inocêncio IV (Sinibaldo Fieschi 1243 / 1254)

Inocêncio IV passou a dirigir o vaticano com um ferrenho propósito no coração: introduzir o emprego de tortura nos tribunais inquisitórios, que até então eram função exclusiva dos juízes leigos e não dos inquisitores religiosos.

Nicolau III (Gaetano Orsin 1277 - 1280)

Ao visitar o Vaticano, Dante Alighieri chamaria o Papa Nicolau III de "parte mais baixa do inferno". A gestão deste papa foi quase toda voltada à questão litigiosa correntes entre dois ambiciosos monarcas europeus: Carlos de Anjau, da França e Rodolfo de Habsburgo da Alemanha, que sonhavam abocanhar as terras da Igreja espalhada pela Europa.

Nicolau III ameaçou fechar o céu a sete chaves e escancarar as sacas do inferno àqueles que se lhe opusessem em suas pretenções.

Bonifácio VIII (Benedeto Gaetano 1294 - 1303)

Este Papa viveu durante todo o seu pontificado em conflito com o rei francês Felipe IV, o belo. Cultivava discordância com Guilherme de Nogaret e tinha em Seiarra Colonna, membro de uma poderosa família italiana que perdeu suas terras para o ambicioso pontífice.

Em setembro de 1303, Bonifácio VIII teve seus aposentos invadidos por Sciarra Colona e Guilherme de Nogaret sendo esbofeteado e conduzido como refém a um esconderijo secreto. Em 1303 Bonifácio veio a falaecer, em decorrência dos maus tratos recebidos de seus inimigos, que não eram poucos.

Clemente V (Bertrand de Got 1305 - 1314)
- Mantinha sua amante com o tesouro da igreja.

Clemente V assumiu a cadeira de São Pedro no Ano de 1305 e personificou um dos pontificados mais escandalosos da história do papado. Este pseudo - sucessor do pescador da Galiléia - presidiu o concílio de Viena (1311 - 1312), em que foi abolida a ordem dos templários. Foi o primeiro papa a instalar-se em Avinhão, França.

Em 18 de março de 1314 queimou vivo, em Paris, Jacques Molay.

Clemente V deixou enormes riquezas e, o que é pior, não teve receio de escandalizar a Europa pela sua munificência com relação a bela condessa de talleyrano, sua amante.

João XXIII (Baltazar de Cossac 1410 - 1415)

Logo que João XXIII assumiu o trono papal, atacou o rei Ladislau de Nápoles, no intuito de assaltar sua riqueza. João XXIII, como bom tirano que era, não respeitou a decisão do concílio de pisa, que escolheu o cardeal Pedro Filareto, arcebispo de Milão, para o ministério papal, com o nome de Alexandre V, João XXIII assassinou Alexandre V.

Pio II (Enea Silvio Piccolomini - 1458 - 1465)

Durante os seis anos de seu pontificado, Pio II manteve-se quase que exclusivamente empenhado na organização de uma cruzada contra os turcos, Pio II não era um papa celibatário, mantendo várias concubinas com as quais se relacionava, gerando muitos filhos. Rolph Woodrow afirmou que o papa Pio II era considerado pai de muitos filhos ilegítimos, ele usava abertamente do método para seduzir mulheres, encorajava os jovens a fazer o mesmo e até oferecia-se para instruí-los em uma metodologia de auto-indulgência.