Garanhuns, 9 de abril de 2005
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CORREIO POLÍTICO

Roberto Almeida


OS 100 DIAS DE LUIZ

Parece que começou com Napoleão Bonaparte essa história de fazer balanço dos 100 primeiros dias de um governo. Sei é que o costume já tem um bom tempo e aqui no Brasil ninguém escapa dessa análise dos primeiros meses de administração. Em Garanhuns não poderia ser diferente e lá vamos nós dizer alguma coisa sobre como anda o trabalho de Luiz Carlos de Oliveira. O novo prefeito, que gerou uma grande expectativa com sua eleição, até agora tem se revelado um tanto tímido em suas ações. Uns imaginam que não está correspondendo porque montou uma equipe muito fraca, outros avaliam que as dificuldades resultam da enorme dívida herdada da era Silvino e tem ainda quem julga que o prefeito não está se saindo tão bem quanto se esperava porque não tem experiência política, "porque não é do ramo". De todo modo, acredito que é cedo para crucificar Luiz Carlos, que tem muito tempo pela frente para mostrar serviço e fazer o que prometeu aos seus eleitores. Uma coisa não se pode negar: o prefeito é um homem de bem, atencioso e tem uma vontade enorme de contribuir com o desenvolvimento do município. Vamos torcer para que sejam feitos os ajustes necessários e que Luiz acerte, cumprindo todos aqueles compromissos que foram firmados na campanha política.


DESILUSÃO

Passados os três primeiros meses do governo Luiz Carlos, surgem atritos dos secretários ou do próprio prefeito com pessoas que acreditaram na candidatura peemedebista e agora, com tão pouco tempo, já se mostram desiludidas ou mesmo decepcionadas.


EMPENHO

Uma das famílias em Garanhuns que mais vestiu a camisa de Luiz Carlos foi a do empresário Ivan Gomes, da G. Araújo. Ele e os filhos votaram, pediram votos e estavam na linha de frente dos que arrecadaram dinheiro para a campanha peemedebista. Depois da vitória, o comerciante chegou a dar uma entrevista numa emissora de rádio (um fato raro) entusiasmado com a vitória do candidato apoiado por Silvino.


DISCÓRDIA

Hoje, depois da saída de Ivan Júnior da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura, a amizade entre as famílias do prefeito e do empresário acabou e a euforia foi trocada pela decepção. E até a calçada da loja, na Avenida Santo Antônio, virou motivo de discórdia entre o comerciante e o poder público.


ELOGIOS

Duas pessoas ligadas a área da saúde elogiaram esta semana, em conversa com o colunista, o trabalho que está sendo desenvolvido na Secretária de Saúde do Município pelo Dr. Dimas Carvalho. Alberto Madeira, cardiologista, e o vereador Daniel Silva, que trabalha no Dom Moura acha que pelo menos neste setor Garanhuns está avançando.


ABORRECIMENTO

Outro empresário a se aborrecer com a administração peemedebista foi o empresário Fernando Luna, da Visom. Este tinha nove meses a receber da Prefeitura, foi cobrar o que lhe deviam e o secretário de Finanças do Município, Carlos Ferraz, o acusou de super faturar preços. A briga terminou no gabinete do prefeito e Fernando Luna, que não é de levar desaforo pra casa, desabafou perante o próprio Luiz Carlos.


PREOCUPAÇÃO

O ex-prefeito Ivo Amaral (PMDB), que apoiou a candidatura de Luiz Carlos, não se pronunciou ainda. Mas quem o conhece bem nota que o mesmo está preocupado com os rumos da administração do amigo.


É PRA REZAR

Administrar uma prefeitura não é fácil, pois sempre existem muitos interesses em jogo. Consciente das dificuldades que está enfrentando, o prefeito Luiz Carlos dia desses desabafou com uma amiga, católica fervorosa, que parcipa dos movimentos religiosos da Cohab II. Ele confessou ter herdado muitas dívidas da administração anterior e pediu a essa amiga: "Reze por mim, J, reze por mim".


PÃO E ÁGUA

A imprensa de Garanhuns está sendo tratada a pão e água pela administração de Luiz Carlos de Oliveira. Enquanto municípios pequenos, como São João, Angelim e Caetés prestigiam e apóiam os jornais e rádios da cidade, a Prefeitura local não investe nada na mídia tupiniquim. Talvez por conta disso é que o Jornal Cidade, que sempre foi tão simpático ao governo Silvino, numa de suas últimas edições ousou publicar uma matéria com tom crítico em relação à gestão atual do município.


PÃO E ÁGUA II

O radialista Aluízio Alves, que comanda o programa líder de audiência em Garanhuns, a Ronda Policial, há poucos dias perdeu a paciência com a administração municipal. Depois de criticar uma série de coisas que está acontecendo na cidade, o comunicador afirmou, dentro do seu estilo franco e popular: "essa prefeitura está uma m..."


PEDIDO

Nas rádios locais circulou a informação que o biólogo Carlos Eugênio, que escreve praticamente sozinho o jornal Folha da Cidade e atua de forma eficiente na Secretaria de Comunicação da Prefeitura, estava querendo pedir demissão do cargo que ocupa no Executivo. Carlos, no entanto, nega que esteja para sair do emprego, dizendo que o problema de "ajustamento de horários" já foi resolvido.


MUDANÇA

O advogado João Campos, secretário de Finanças de Lajedo nas duas administrações de Antônio João Dourado (PDT), pediu demissão do cargo ao prefeito Rômulo Maia. Campos, contudo, continuará prestando assessoria ao município e atuará também junto ao grupo dos Dourado. O agora ex-secretário está residindo em Garanhuns, pois uma de suas filhas está estudando no Colégio Santa Sofia.


PADRE ALDO

Confesso ao leitor que posso ser suspeito para escrever sobre padre Aldo. É que o conheço já há um bom tempo, gosto dele desde que exercia o cargo de vigário geral da Diocese de Garanhuns e acompanhei sua campanha política torcendo por sua vitória. Mesmo assim, fazendo todo esforço possível para ser isento e não colocar minha amizade no meio, ouso afirmar que dos novos prefeitos do Agreste o de São Bento do Una é um dos que está se saindo melhor. Pegou uma prefeitura complicada e em poucos meses colocou a casa em ordem. Montou uma equipe caseira, mas eficiente e unida, regularizou o pagamento dos funcionários, contratou médicos e equipou o hospital, limpou a cidade, reabriu o centro dos idosos e a creche, já tem planejado o rateio do Fundef dos professores e tem várias ações importantes engatilhadas. Além de tudo isso, faz um governo democrático, sem pompa e nem por isso deixa de demonstrar pulso e autoridade quando precisa. Posso estar enganado, mas acho que esse padre vai longe.