Garanhuns, 26 de fevereiro de 2005
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POLÍTICA
 

Luiz decreta emergência na limpeza pública

Em pleno sábado de Zé Pereira, dia cinco de fevereiro, o Diário Oficial do Estado publicou o decreto 005/2005, do prefeito Luiz Carlos de Oliveira, considerando de emergência o serviço de limpeza pública de Garanhuns. O ato a princípio surpreendeu alguns, pois o setor de limpeza era considerado um dos mais eficientes da administração Silvino Andrade.

Com o decreto do Executivo, a prefeitura pôde contratar sem licitação, por 180 dias, a mesma empresa que vinha prestando serviços ao município desde o primeiro governo de Silvino. A Locar, portanto, ficará recolhendo o lixo de Garanhuns até que seja feita a próxima licitação, que a oposição desconfia que será ganha pela mesma firma.

De acordo com o ato assinado por Luiz Carlos o contrato entre a prefeitura e a Locar se expira neste mês de fevereiro de 2005 e como a Empresa Limpel Limpeza Urbana apresentou recurso de impugnação ao edital de concorrência de nº 002/2003 e o caso agora tramita no Poder Judiciário, o prefeito optou por determinar a situação de emergência. "Os serviços devem ter continuidade por tratar-se de serviço contínuo e essencial para a coletividade", justifica o chefe do Executivo em um trecho do decreto.

Na campanha eleitoral do ano passado, alguns candidatos da oposição, principalmente Paulo Camelo, do PSTU, questionararam mais de uma vez os serviços da locar. Segundo o socialista, a empresa responsável pelo recolhimento do lixo da cidade levava mensalmente mais de R$ 200 mil do município, cifra que deve aumentar para cerca de R$ 300 mil neste ano de 2005.

O petebista Bartolomeu Quidute, que quando prefeito de Garanhuns chegou a utilizar carroças de burro na limpeza pública, empregando pessoas humildes dos bairros, também criticava a Locar e tinha planos de se chegar ao Governo rever o contrato com a empresa. "O que se pode dizer é que no mínimo é estranho esse decreto de emergência" disse o ex-prefeito, ao comentar o ato de Luiz Carlos.