Garanhuns, 18 de dezembro de 2004
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O uso cosmético do botox no rejuvenescimento facial

Dra. Ana Cristina Monteiro


O envelhecimento cutâneo não é somente reflexo da idade fisiológica, já que aos efeitos ligados à idade e alterações hormonais vêm juntar-se os efeitos do sol a que estamos expostos durante a vida toda.

Desde o início do século XX cientistas e cirurgiões plásticos não ficaram inertes diante dessas modificações, mas, ao contrário, abordaram-nas tanto do ponto de vista preventivo quanto curativo.

Desde a década de 80, nossas sociedades sofreram transformações importantes. Crises sociais e políticas, novas tecnologias, eliminação de fronteiras, trabalho em casa, gestão do próprio tempo, mudaram significativamente os padrões de vida, de trabalho, de comportamento, valorizando a imagem estética facial e corporal e despertando a busca por formas perfeitas e proporções, dentro das expectativas desejadas.

O grau de exigência dos pacientes aumentou à medida que as técnicas cirúrgicas evoluíram e os procedimentos menos invasivos, de resultados imediatos, que permitissem um retorno rápido à vida social e ao trabalho foram cada vez mais solicitados. Nessa época, a toxina botulínica (TB) surgiu como o grande aliado da dermatologia e da cirurgia plástica.

Por ser uma técnica ambulatorial, de fácil execução, reversível e de custo relativamente baixo, passou a ser a melhor alternativa para atenuar as marcas de expressão que aparecem na face pela ação contínua dos músculos faciais.

A aplicação do TB pode ser repetida várias vezes, em intervalos de tempo determinados. Os resultados imediatos são extremamente compensatórios.

Como todo procedimento médico, sua indicação deve ser correta e, quando necessário, associada a outras técnicas de que dispomos dentro desse arsenal contra o envelhecimento cutâneo.

A TB, sem dúvida, é um dos mais revolucionários métodos de rejuvenescimento facial dos últimos anos e consagrada como método isolado ou associado às técnicas tradicionais e complementar a outros procedimentos estéticos e à cirurgia plástica. É, claramente, uma opção valiosa no tratamento das rugas dinâmicas (de expressão).

Hoje é possível alçar novos horizontes com técnicas não cirúrgicas sem tirar traços de expressão ou características próprias da personalidade, para ir ao encontro da satisfação íntima de cada indíviduo, driblando a ação do tempo com o avanço, nos últimos anos, da tecnologia ligada ao estudo do belo e do estético.


Dra. Ana Cristina Monteiro - Especialista em Dermatologia pela Universidade Federal de Pernambuco e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.