Garanhuns, 18 de dezembro de 2004
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Comandante Plínio deixa o Nono Batalhão
coronel está sendo investigado pelo Ministério Público

O tenente-coronel Plínio Chaves, comandante do Nono Batalhão de Polícia Militar, sediado em Garanhuns, está deixando suas funções. O militar foi denunciado por prática de irregularidades na administração do 9º BPM e está sendo investigado pelo Ministério Público, juntamente com os majores Esdras e Emanoel. O policial, contudo, garantiu que está saindo do cargo por sua vontade, explicando que “não há mais clima para trabalhar no município” tendo o promotor Alexandre Bezerra como representante do MP.

Esta semana o comandante do Batalhão esteve nas principais emissoras de rádio da cidade, acompanhado do advogado recifense José Siqueira, que o está defendendo do processo movido pelo Ministério Público. Através do seu representante na justiça, o coronel chegou a entrar com uma liminar colocando sob suspeição a atividade do promotor Alexandre, que estaria agindo por motivação política e levando a questão entre ele e o militar para o lado pessoal.

“O promotor é arbitrário e está buscando uma vingança”, declarou o advogado, acusando Alexandre Bezerra de ter se recusado a recebê-lo em seu gabinete, na sede do Ministério Público, quando ele como um profissional filiado à OAB tem todo o direito de se informar sobre o processo contra o comandante do 9º BPM.

O promotor, porém, explicou que não se recusou a atender o advogado, mas apenas que não aceitou que este furasse a fila, no MP, num dia em que ele tinha 29 pessoas para atender. “Eles partem para tentar desqualificar o meu trabalho mas não vão conseguir. Infelizmente, toda vez que a gente luta contra gente poderosa acontece esse tipo de coisa”, afirmou Alexandre, durante uma entrevista no Jornal da Sete 2ª Edição, na FM Sete Colinas.

Pela denúncia contra o tenente-coronel Plínio Chaves, o comandante do Nono Batalhão da PM, juntamente com mais dois oficiais, estava recebendo irregularmente dinheiro da instituição militar. Um dos envolvidos no caso apenas assinava por um suposto serviço prestado ao BPM e o dinheiro era embolsado pelo chefe. Consta ainda da investigação que o cel. Plínio usava periodicamente o veículo da repartição, principalmente nos finais de semana, para resolver coisas de interesse pessoal.

Num depoimento prestado no MP, o capitão Cícero Lopes da Silva disse que o dinheiro recebido por Plínio, Esdras e Emanoel - atribuído a serviços não realizados pelos tenentes Carvalho ou Sérgio Roberto - eram pagos pela tesouraria ou levados diretamente pela soldado Francisco, do pelotão de trânsito. Segundo Cícero, o comadante do 9º BPM cancelava notificações de trânsito a pedido de amigos, conhecidos e políticos. “Inclusive várias notificações foram canceladas a pedido de Paulo Barbosa, secretário de Transportes do município”, declarou o capitão. O militar revelou ainda que as despesas extras do aparelho celular do coronel Plínio eram descontadas na alimentação da sede da unidade.