Garanhuns, 4 de dezembro de 2004
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POLÍTICA
 

Secretariado deve ser anunciado na véspera do Natal

Apesar da cautela do prefeito eleito, Luiz Carlos Oliveira, alguns nomes que vão compor a sua equipe de Governo já vazaram para a imprensa. Certeza, mesmo, não se tem de nada, devido ao estilo misterioso do homem, mas já foi sinalizado que às vésperas do Natal, possivelmente no dia 21, estará sendo anunciado o secretariado do novo governo do município. Pelo que se desenha até o momento, os auxiliares do peemedebista serão pessoas de sua estrita confiança, sem nenhuma vinculação com partidos ou políticos tradicionais.

Um dos nomes dados como certo no secretariado é o de Heber Frias, militar reformado, amigo de Luiz Carlos de longas datas e companheiro do prefeito eleito na maçonaria. Sua pasta não estaria definida, mas possivelmente este iria ocupar a recriada secretaria de governo, uma das metas do sucessor de Silvino Andrade.

A mulher de Luiz, Geni Oliveira, é apontada como a futura secretária de Assistência Social. Esta pasta, inclusive, deve ser fortalecida, pois o prefeito tem a intenção de acabar com a secretaria de Cidadania e Direitos Humanos, criada sob medida por Silvino para Aurora Cristina, quando esta perdeu a eleição de deputada. A ação social, assim, seria desenvolvida numa só secretaria, estando à frente a nova primeira dama.

Dois nomes aparecem cotados para ocupar a importante secretaria de Finanças: o de Carlos Ferraz, cunhado de Luiz Carlos, atualmente trabalhando com Romário Dias, na Assembléia Legislativa do Estado, e o de Jurandir Albuquerque, militar aposentado e também contraparente do prefeito eleito. O primeiro é mais do ramo, seria o preferido do futuro governante e de pessoas de seu círculo, mas por incrível que pareça a sua vinda a Garanhuns pode depender da eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa.

Na cabeça de muitos o secretário de Agricultura será o empresário do setor agropecuário Antônio Carlos Bartolomeu, muito respeitado em sua área de atuação. Mas nem esse está tão definido assim. Há quem acredite que Rafael Lima, um dos coordenadores da campanha peemedebista emplaca no cargo e tem até quem aposte que não será nenhum dos dois. É aguardar pra ver. O Rafael, pelo menos, já é da equipe de transição, indicado por Luiz.

Dois secretários do governo atual estão cotados para continuar. Um deles é João Guido, do Desenvolvimento Econômico, que seria da cota do prefeito Silvino Andrade. Segundo uma fonte com acesso ao Palácio Celso Galvão a indicação de João "é uma questão de honra para o prefeito atual". O outro secretário com chances de prosseguir trabalhando é Nilo Almeida, da Administração, genro de Ivo Amaral. O ex-prefeito não pediu nada a Luiz Carlos, mas é possível que o prefeito eleito faça um gesto de cortesia ao diretor-presidente da Sete Colinas. Até porque Nilo é um dos melhores quadros do governo que chega ao fim.

O futuro governante tem demonstrado forte preocupação com as secretarias de Educação, Saúde e Turismo. Chegou a confidenciar a um interlocutor que escolherá para esses setores "pessoas de peso". Seguindo esse raciocínio, dificilmente os atuais titulares dessas estratégicas pastas têm chances de continuar.

Ivan Júnior, secretário de Turismo, logo depois da eleição era cotado para permanecer. Mas aí veio o episódio da contratação das bandas de campanha, o secretário e Silvino andaram se estranhando por conta desse assunto, a briga entre os dois chegou ao conhecimento público e hoje ninguém aposta um real no impetuoso empresário da G. Araújo. Ivan, por sinal, andou confidenciando a pessoas de sua confiança, esta semana, que para o seu lugar Luiz Carlos deve trazer um técnico em turismo, uma mulher, que virá do Recife.

A secretária de Educação, Rosemary Régis, também deve ser substituída e se não for é porque Luiz não encontrou o "nome de peso" que procura. É provável também que ela saia do cargo porque seu marido, Marcos Régis, que faz parte da equipe de transição do prefeito eleito, deverá ocupar algum cargo importante na administração.

Enfim, a secretaria de Saúde. Têm sido citados até agora os nomes de Dr. Dimas e Ulisses Pereira, só que mais de uma pessoa com quem o repórter conversou disse que não seria nenhum dois dois. O primeiro, apesar da excelente votação para vereador (é primeiro suplente da aliança governista) e colega de maçonaria de Luiz Carlos teve uma briga feia com Silvino, logo após a campanha. O prefeito, segundo nos revelou um vereador peemedebista, "queimou" o nome do médico como secretário. Quando a Ulisses, não está sendo respaldado por nenhuma força política e somente será indicado se esta for mais uma decisão pessoal do novo governante. Se houver impasse o vice-prefeito eleito, Almir Penaforte, pode ser a solução. Mas a este último deve estar reservada uma outra tarefa.

Além de extinguir a secretaria de Cidadania e Direitos Humanos, o prefeito eleito deverá também reduzir o status da pasta de Comunicação. O setor poderá voltar a funcionar como uma simples Assessoria de Imprensa e sua sobrinha, Inês Campelo, aparece como a mais cotada. O parentesco, neste caso, pode atrapalhar, e aí teriam mais chances outros nomes, como o de Carlos Eugênio e Luciano Andrade, que participaram do Guia Eleitoral vitorioso. Um nome de peso seria o de Marcelo Jorge, só que não dá para imaginar ele deixando a Free Idéia em segundo plano por conta de um cargo que não fosse de primeiro escalão.

Além da atenção especial pelos setores de educação, saúde e turismo, Luiz Carlos tem apreço especial pela área de cultura, esta sempre relegada pelos governantes. Futuramente o prefeito pode até criar uma secretaria específica neste campo e aí o nome já está definido: o do poeta e cronista João Marques, presidente da Academia de Letras de Garanhuns. Por enquanto ele começa o governo como diretor, no lugar de Waldéria Santana.

Dos nomes citados acima deve sair mais da metade do secretariado de Luiz Carlos Oliveira. Uma ou outra surpresa pode aparecer, contudo a verdade é que o quebra-cabeça da equipe de governo está quase montado. Como o Natal está se aproximando e antes dele vem o dia 21, daqui a poucos dias acaba a expectativa e o mistério.

Independente dos acertos e erros, o Correio Sete Colinas tem cumprido a sua obrigação de investigar e noticiar os fatos relacionados à futura administração. Alguns veículos, dá pra notar, estão fazendo questão de evitar o assunto, como se jornalistas e radialistas devesses esconder as coisas e não mostrá-las. O medo e a subserviência são coisas terríveis, mas estão aí, escancarados e nem repórteres, muitas vezes, escapam da doença da bajulação. (R.A.)