Garanhuns, 23 de outubro de 2004
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OPINIÃO
 

Surpresas na Câmara de Vereadores

Marcílio Viana Luna


Muitas surpresas no pleito de 3 de outubro. Algumas boas, outras ruins. As boas: a Câmara foi razoavelmente renovada, novas cabeças vão legislar para o bem da comunidade e de Garanhuns. Precisamos dar um crédito de confiança aos que vão continuar e aos novos que chegam. Não é bom e fácil, mas eu gosto de julgar. Só não posso e não devo é prejulgar. E não vou fazê-lo no momento. Dizer que, a grande bancada ruralista eleita, vai ser boa ou ruim é um julgamento que não arrisco fazer. Só a partir de janeiro de 2005 é que o povo da Suíça Pernambucana vai acompanhar de perto, fiscalizar e até criticar se preciso o desempenho dos seus vereadores e porque colocou cada um lá na Casa Raimundo de Moraes.

Já que falei das boas, vejam agora as ruins: a Câmara perde a partir de janeiro nomes como o de Givaldo Calado e João Inocêncio, o primeiro de Correntes e o segundo do Sertão, ambos bons parlamentares e "garanhuenses" de primeira hora, autênticos mesmo. Outras lamentáveis perdas: a não eleição de Paulo Gomes, outrora um excelente vereador; Audálio Filho, Moisés Braga, Sônia Moreno, Mazinho e o nosso José Rodrigues que, com a sua cultura e amor por Garanhuns, faria a Câmara mais rica e mais dinâmica. Os eleitos estão com a responsabilidade redobrada. Primeiro vão ganhar um excelente salário, de marajá mesmo em comparação com a pobreza de Garanhuns. Mais um erro de Silvino que será objeto de outro artigo. O prefeito foi muito infeliz ao sancionar essa terrível lei de um aumento caviloso e inoportuno.

Outra coisa: alguns vereadores eleitos tiveram votações expressivas, como Zé de Vilaço (2.220 votos), Sivaldo Albino (1.712 votos) e Natalício (1.619), para citar apenas os três mais votados e o menos votado dos eleitos, o jovem líder bancário Marcelo Marçal, com pouco mais de 800 votos. Marcelo, com a sua eleição, quebra um tabu em Garanhuns. Pela primeira vez, em 25 anos, o PT elegeu um vereador. E olhe lá, Marcelo teve o apoio da sua numerosa família, uniu gregos e troianos de parentes, muitos de Saloá, outros de Capoeiras. Meu filho, que também é Marcílio, só fez boas referências ao Marcelo Marçal e eu vou acreditar nele. Mas, o PT mesmo precisa ser reformado em Garanhuns, ser também atualizado e viver mais em função do momento atual. Vou conversar com Fernando Ferro e João Roberto Peixe sobre o assunto. É preciso que surja um novo PT em Garanhuns e Alexandre Bezerra sabe disso.

Afora a boa esperança depositada em Marcelo Marçal, Zé de Vilaço vai continuar bem representando Iratama e o bairro da Bela Vista (o mais abandonado pela Prefeitura de Garanhuns) e onde fica a modesta Escola Jayme Luna, que precisa ter um tratamento melhor da administração municipal. Sivaldo Albino, com o apoio de Silvino e Aurora Cristina, teve uma excelente votação. Cresceu dos 800 votos para 1.712 e tem futuro político. Daniel Silva mereceu a reeleição, é enfermeiro dos bons e tenta a vida também como empresário. Atende a todos sempre que possível. Zaqueu é evangélico, natural de Calçado e na eleição anterior foi campeão de votos. Precisa agora justificar a sua eleição. Cláudio Taveira é da minha querida Miracica, filho de Luiz Taveira e agropecuarista como o pai, Sua atuação vai ser acompanhada.

Outro reeleito é o médico Aldemiro, muito ligado a Bartolomeu Quidute, nem queria disputar e o candidato do PTB à Prefeitura o fez concorrer novamente para a Câmara. Natalício é também da zona rural, mais precisamente do Sítio Jardim, é professor primário e Presbiteriano. Agora foi eleito. Armando Domingos é de São Pedro, já foi vereador anteriormente e é considerado muito inteligente. Paulo da Mochia é um líder sindical e, finalmente, o professor Sílvio, diretor de Colégio, duas vezes candidato a vereador anteriormente e agora eleito.

Para terminar, duas notinhas que não poderia passar sem o registro. A perde de Graciette Branco, grande dama de Garanhuns, Graciette fazia de tudo e bem; animadora cultural e social, promotora de desfiles, festas e tudo de bom que acontecia na Cidade das Flores. Política nata ela era irmã do deputado Elpídio Branco, do candidato a prefeito Lula Branco e de Djanira Branco Lyra, casada com Antônio Lyra. Que Deus a tenha no Oriente Eterno. Outra notinha, como não poderia deixar de ser, sobre o aniversário do meu Diocesano, quase sem comemorações. Nem na missa o nome do Padre Adelmar foi lembrado. No final, o bravo e indomável jornalista Ulisses Pinto não ficou por menos e gritou "Viva o Monsenhor Adelmar da Mota Valença". E eu cada vez mais 100% Garanhuns.