Garanhuns, 23 de outubro de 2004
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Artesãos concretizam entrega de peças ao BB

Dois artesãos de Garanhuns, José Veríssimo da Silva (51) e Marcos Siqueira Lima (33), concretizam até a próxima semana a entrega de 800 peças, produzidas nos últimos dois meses, à Superintendência do Banco do Brasil de Pernambuco. Os dois fecharam um contrato superior aos R$ 13 mil e vão ter suas peças expostas em todo o país e no exterior. Tanto Zé Veríssimo quanto Marcos, que são pessoas bastantes simples, já estão utilizando parte do dinheiro que ganharam com o negócio para ampliar suas oficinas, que funcionam na própria residência. O primeiro mora na Vila Lacerdópolis e o segundo na Liberdade.

"Era tudo que nós artesãos precisávamos", declarou Marcos Siqueira, ao comentar a venda do seu trabalho e o de seu colega para o Banco do Brasil. Inicialmente o artista só iria produzir 600 peças, mas como artesãos de Olinda e outras cidades não atenderam a solicitação da estatal, os ganhanhuenses terminaram fazendo mais 200, de modo a complementar o pedido. "Essa compra permitiu que eu, o Sr. José Veríssimo e outros artesãos pudessemos alavancar os nossos negócios", frisou Marcos Siqueira.

O dinheiro do Banco do Brasil irá possibilitar que Marcos monte o seu o ateliê, que hoje funciona provisoriamente em casa, graças ao seu próprio trabalho e a de um grupo de menores da comunidade. "Vou poder ajudar mais essas crianças, que no futuro podem aprender a arte de talhar", declarou o artesão. Ele é casado, tem três filhos e um deles, de apenas seis anos, já aprende o ofício do pai. Dos planos do artista, daqui pra frente, consta participar de feiras e consolidar uma clientela fixa, de modo que possa sobreviver somente da sua atividade.

IMPORTANTE - José Veríssimo considera de fundamental importância para sua vida a concretização da entrega das 400 peças que lhe foram encomendadas pelo Banco do Brasil. "Nosso trabalho agora será bem visto em muitos lugares", imagina o trabalhador da Vila Lacerdópolis, que já recebeu uma parte do dinheiro da instituição financeira, utilizando esses recursos na ampliação de sua oficina. "Isso vai facilitar o meu trabalho, né?", observa Veríssimo.

Ele revela que depois da participação na Feneart, do negócio com o Banco do Brasil e da divulgação do seu trabalho na imprensa, o seu ateliê começa ser muito visitado por pessoas de Garanhuns e de outras cidades da região. "Mas enquanto não terminar essa encomenda do banco não posso pegar serviço de ninguém", avisa.

Tanto Marcos Siqueira quanto José Veríssimo fazem questão de enfatizar que até hoje só receberam ajuda na cidade da advogada Ielma Lucena. "Aqui na minha casa já veio gente da prefeitura, mas não deram tanta importância assim ao que faço", revelou o trabalhador da Vila Lacerdópolis, que parece viver um momento de muita felicidade, ao lado da mulher e dos quatro filhos menores.

A notícia do interesse do Banco do Brasil pelo trabalho dos artesãos de Garanhuns foi dada com exclusividade pelo Correio Sete Colinas, na edição de número 127, publicada em agosto passado. Nenhum outro órgão da imprensa local se interessou pelo assunto.