Garanhuns, 23 de outubro de 2004
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CORREIO POLÍTICO

Roberto Almeida


SECRETARIADO

Uma equipe de governo não pode ser obra apenas da cabeça do eleito. Os secretários, os diretores, os auxiliares do governante, devem expressar o estilo do escolhido pelo povo, representar o grupo que ajudou na vitória e ainda o sentimento da população. Numa democracia tem de ser assim e satisfações devem ser dadas à sociedade. Os aliados, os eleitores e a imprensa merecem receber informações e isso fatalmente acontece se o regime é de liberdade e se os ungidos nas urnas decidiram optar pela transparência.

Para quem tem a cabeça do passado, do regime autoritário, no entanto, a equipe será escolhida de uma outra forma. Em salas fechadas, com pouca conversa e sem satisfações à imprensa, à sociedade e mesmo aos aliados. E assim os secretários, os diretores, os gestores públicos, serão mais uma vez não servidores do povo, mas meros ladores do "príncipe". Montado assim, um governo, por mais eficiente que seja, por mais resultados que consiga, nunca deixará de atender prioritariamente os interesses pessoais, de pequenos grupos e de uma elite. É por isso que as coisas não mudam, permanece o estado de alienação e os moradores da cidade, do estado ou do país terminam por se contentar com a maquiagem, a festa, o assistencialismo.

A democracia, no Brasil, ainda é nova. E demora a enraizar nos pequenos centros.


COPAS

O presidente da Academia de Letras de Garanhuns, poeta e cronista João Marques, é amigo do prefeito eleito. Antes do pleito do dia três, o candidato Luiz Carlos chegou a dizer que ia precisar do acadêmico. Depois da vitória, o vitorioso "fechou-se em copas" e o poeta não sabe, honestamente, se poderá ajudar o novo governo.


CULTURA

João Marques seria uma das opções do prefeito eleito para a diretoria de cultura do município. Existem outros nomes bons, como Lilian Ferreira e Nivaldo Tenório. Nenhum desses se manifestou ainda, do que se aproveitou o radialista Fernando DJ para colocar seu nome à disposição.


QUEM FICA

O nome mais cotado para permanecer secretário em Garanhuns é o de João Guido, secretário de Desenvolvimento Urbano. Aliados do prefeito eleito garantem que Hélio Amorim (Finanças) e Paulo Barbosa (Serviços Públicos) dificilmente permanecem nos cargos.


PLANTAÇÃO

Tem gente plantando seu nome através da imprensa para ser secretário disso ou daquilo. Outros, porém, tentam se garantir de outro modo. Recorrem a Silvino ou Ivo Amaral como padrinhos, certos que eles têm influência junto ao prefeito eleito.


APROVAÇÃO

Paulo Camelo (PSTU) foi o primeiro a observar, numa entrevista a Sete Colinas, que o governo de Silvino não foi tão aprovado assim pela população quanto se pensa. É que somados os votos do próprio Paulo, Givaldo, Alexandre e Bartolomeu chegamos a 30 mil sufrágios, cerca de cinco mil a mais do que foi obtido por Luiz Carlos.


APOIOS

Como a coluna informou durante a campanha Zé de Vilaço e Sivaldo tiveram uma boa ajuda do prefeito Silvino e da primeira dama Aurora Cristina. Já o candidato do vice-prefeito eleito Almir Penaforte, Evaldo, teve 397 votos.


CIDADANIA

A Casa Pró-Cidadania, na Cohab I, mantém ocupadas, ganhando algum dinheiro, sessenta mulheres daquela comunidade de Garanhuns. É um esforço notável da advogada Ielma Lucena, que banca tudo sozinha. Não tem ajuda de Prefeitura, Governo do Estado, Governo Federal, deputado estadual ou federal.


GASTOS

Integrantes do Partido Verde e do PMDB, que disputaram a eleição de vereador este ano, estão convencidos de que os mais de dois mil votos de Zé de Vilaço não saíram por menos de R$ 200 mil. O presidente da Câmara, Sivaldo Albino, que se reelegeu com pouco mais de 1.700 votos, teria gasto perto de R$ 180 mil.


CÂMARA

A briga pela eleição da nova Mesa da Câmara começou logo depois de conhecidos os eleitos. Sivaldo é candidato a ficar mais dois anos na presidência e deve contar com o apoio de Zé de Vilaço (PP), do professor Natalício (PV), de Paulo da Mochila (PSDB) e possivelmente de Marcelo Marçal (PT).


CÂMARA II

Quem também pretende ficar com a presidência da Câmara é o peemedebista Zaqueu, mas esse só será eleito se tiver os votos da oposição e mais um da situação. O grupo de Bartolomeu elegeu quatro vereadores: Daniel, Aldemiro, Cláudio Taveira e Armando. É um grupo unido, que poderá surpreender.


ELEITORADO

O eleitorado de Jucati está quase do tamanho da população. Em Iati e Capoeiras a eleição pode ter sido decidida por gente que mora longe desses municípios. Na época da urna eletrônica o coronelismo ainda impera e muitas vezes a fraude eleitoral acontece com a omissão ou a anuência de juízes ou de funcionários da justiça. Tem mais: não dá pra aceitar que no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Rio Grande do Norte e outros estados do país prefeitos sejam afastados do cargo e até presos por corrupção, por enriquecimento ilícito, enquanto em Pernambuco a impunidade é total.