Garanhuns, 23 de outubro de 2004
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Pecuaristas reclamam de descaso do governo

Através da Sociedade dos Criadores do Agreste Meridional, Socam, os pecuaristas do Agreste Meridional enviaram carta ao vice-governador do Estado, Mendonça Filho (PFL), queixando-se pelo descaso do governo em relação aos produtores da bacia leiteira local. Segundo Cristina Jacó da Silva, presidente da Socam, 93% dos mini e pequenos criadores de gado são excluídos dos programas governamentais e mesmo assim mantêm a sua atividade, gerando emprego e renda para mais de 150 mil pernambucanos.

No documento da Sociedade dos Criadores do Agreste é assinalado que oito municípios da região estão incluídos na lista dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de Pernambuco, abaixo da linha de pobreza. "Muitos amanhecem com fome e dormem sem ter o que comer, mesmo após termos aceito a incubência de apresentarmos um trabalho de revigoramento da bacia leiteira do Estado", diz a carta da líder agropecuarista.

O raciocínio dos produtores do Agreste meridional é que os interesses das indústrias, dos compradores de leite e de eventuais produtores - que atuam no setor por diletantismo ou para se beneficiar - são antagônicos aos dos produtores profissionais, que têm o leite como moeda, além da inserção na economia de velhos, aposentados e pensionista.

O agropecuarista José Maria Azevedo, que atua na Socam e na Coopergal (Cooperativa do Setor Agropecuário) lamenta que as reclamações dos produtores do Agreste não sejam ouvidas pelo governo, quando entidades do Sul e Sudeste estão sempre fazendo convites para que ele participe de eventos relacionados à produção de leite em Pernambuco.

A carta-ofício da Socam foi enviada ao vice-governador Mendonça Filho quando ele estava no exercício do Governo, por motivo de viagem de Jarbas Vasconcelos. O mesmo documento foi entregue também ao secretário de Produção Rural do Estado, Gabriel Maciel.