Garanhuns, 9 de outubro de 2004
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POLÍTICA
 

Luiz deve ter audiência com Lula ainda este mês

O prefeito eleito de Garanhuns, Luiz Carlos de Oliveira, deve viajar para Brasília ainda este mês, quando poderá ser recebido em audiência pelo presidente Lula. O encontro deverá ser agendado pelo irmão de Luiz, Geraldo Couto, que reside na capital federal e é um dos diretores do jornal Correio Brasiliense. Outros dois irmãos do prefeito eleito (Adalberto e Abidoral) residem em Brasília, um trabalhando como professor da Universidade Federal e outro como dentista. Os três devem ajudar o futuro governante da Suíça Pernambucana a fazer contatos no centro político do país. Entrevistado na FM Sete Colinas, o prefeito eleito confirmou a ida a Brasília, mas disse que iria a capital federal acompanhado de Silvino.

Depois de eleito, Luiz Carlos ainda não sinalizou para os nomes que irão compor o seu secretariado e mesmo os aliados mais próximos desconhecem o que vai na sua cabeça. Pelo que se sabe, o prefeito eleito ainda não sentou com Silvino Andrade, que deverá ter a força de indicar pelo menos dois dos auxiliares do seu sucessor. O mais cotado a continuar no cargo, atendendo um pedido do atual prefeito, é o secretário de Desenvolvimento Urbano do município, João Guido. A atual secretária de Educação, Rosemary, também tem chances de permanecer, uma vez que o seu marido, Marcos Régis, foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa do PMDB. Nilo Almeida, secretário de Administração e genro de Ivo Amaral, também pode fazer parte da equipe de Luiz. Para a Saúde, dois nomes são cotados: Ulisses Pereira, clínico geral, e Dr. Dimas, que ficou como primeiro suplente da Câmara de Vereadores.

Na imprensa, dificilmente Roberto Cardoso continuará como titular. Para ocupar essa área, Luiz Carlos tem três nomes que participaram de sua campanha: Carlos Eugênio, redator do guia eleitoral de rádio; Marcelo Jorge, publicitário, e Inês Campelo, o único dos três que é jornalista. Contra esta, paradoxalmente, pesa o fato de ser sobrinha do prefeito eleito e ter um relacionamento difícil com os companheiros de profissão.

Segundo uma fonte peemedebista confidenciou ao Correio, Luiz não quer nomear parentes em sua administração, para não cometer o erro de Bartolomeu Quidute. O peemedebista imagina que o povo de Garanhuns rejeita o nepotismo e esse teria sido um fator que prejudicou muito a campanha do seu principal adversário na disputa.

Luiz Carlos tem dado sinais desde a campanha eleitoral de que não quer ser refém de nenhum político. Embora tenha tido o apoio ostensivo do prefeito Silvino, condenou a sanção pelo chefe do Executivo do salário de R$ 10 mil para os futuros governantes, criticou o atraso do pagamento dos cachês dos artistas do Festival de Inverno e chegou a afirmar em tom forte, num debate de rádio, que não seria "pau mandado de ninguém".

Com maioria na Câmara dos Vereadores, uma votação expressiva e aliados à esquerda e à direita, o prefeito eleito certamente terá luz própria e não aceitará ser tutelado por quem quer que seja.