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Luiz deve ter audiência com Lula ainda este
mês
O prefeito eleito de Garanhuns, Luiz Carlos de Oliveira, deve viajar
para Brasília ainda este mês, quando poderá
ser recebido em audiência pelo presidente Lula. O encontro
deverá ser agendado pelo irmão de Luiz, Geraldo Couto,
que reside na capital federal e é um dos diretores do jornal
Correio Brasiliense. Outros dois irmãos do prefeito eleito
(Adalberto e Abidoral) residem em Brasília, um trabalhando
como professor da Universidade Federal e outro como dentista. Os
três devem ajudar o futuro governante da Suíça
Pernambucana a fazer contatos no centro político do país.
Entrevistado na FM Sete Colinas, o prefeito eleito confirmou a ida
a Brasília, mas disse que iria a capital federal acompanhado
de Silvino.
Depois de eleito, Luiz Carlos ainda não sinalizou para os
nomes que irão compor o seu secretariado e mesmo os aliados
mais próximos desconhecem o que vai na sua cabeça.
Pelo que se sabe, o prefeito eleito ainda não sentou com
Silvino Andrade, que deverá ter a força de indicar
pelo menos dois dos auxiliares do seu sucessor. O mais cotado a
continuar no cargo, atendendo um pedido do atual prefeito, é
o secretário de Desenvolvimento Urbano do município,
João Guido. A atual secretária de Educação,
Rosemary, também tem chances de permanecer, uma vez que o
seu marido, Marcos Régis, foi um dos coordenadores da campanha
vitoriosa do PMDB. Nilo Almeida, secretário de Administração
e genro de Ivo Amaral, também pode fazer parte da equipe
de Luiz. Para a Saúde, dois nomes são cotados: Ulisses
Pereira, clínico geral, e Dr. Dimas, que ficou como primeiro
suplente da Câmara de Vereadores.
Na imprensa, dificilmente Roberto Cardoso continuará como
titular. Para ocupar essa área, Luiz Carlos tem três
nomes que participaram de sua campanha: Carlos Eugênio, redator
do guia eleitoral de rádio; Marcelo Jorge, publicitário,
e Inês Campelo, o único dos três que é
jornalista. Contra esta, paradoxalmente, pesa o fato de ser sobrinha
do prefeito eleito e ter um relacionamento difícil com os
companheiros de profissão.
Segundo uma fonte peemedebista confidenciou ao Correio, Luiz não
quer nomear parentes em sua administração, para não
cometer o erro de Bartolomeu Quidute. O peemedebista imagina que
o povo de Garanhuns rejeita o nepotismo e esse teria sido um fator
que prejudicou muito a campanha do seu principal adversário
na disputa.
Luiz Carlos tem dado sinais desde a campanha eleitoral de que não
quer ser refém de nenhum político. Embora tenha tido
o apoio ostensivo do prefeito Silvino, condenou a sanção
pelo chefe do Executivo do salário de R$ 10 mil para os futuros
governantes, criticou o atraso do pagamento dos cachês dos
artistas do Festival de Inverno e chegou a afirmar em tom forte,
num debate de rádio, que não seria "pau mandado
de ninguém".
Com maioria na Câmara dos Vereadores, uma votação
expressiva e aliados à esquerda e à direita, o prefeito
eleito certamente terá luz própria e não aceitará
ser tutelado por quem quer que seja.
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