Garanhuns, 9 de outubro de 2004
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HUMOR

Raulzito


A vitória do laranja

Não sei porque, ao sentar diante do computador para escrever a crônica desta edição, veio à minha cabeça uma piada mais velha do que o programa do Silvio Santos. Uma piada besta, dessas que não provoca o riso de ninguém, mas muita gente faz questão de sair contando por aí.

É o seguinte: um cara de uns dois metros de altura, bem forte, entra num bar, atravessa o espaço entre a porta e o balcão com passos firmes, chega pra o empregado com cara de mau e dispara, como quem vai brigar: me dá uma fanta!

O sujeito pede uma laranjada, desmunhecando, fazendo desmoronar o jeitão de bandido, e revelando aos que estavam no bar, e aos ouvintes da piada, ser mesmo uma tremenda bichona.

E o que isso tem a ver com as coisas de Garanhuns? Acredito que porra nenhuma. E tem alguma coisa a ver com a eleição realizada no município no último dia três? Bem, pode ser, afinal de contas o povo da Suíça Pernambucana, de forma soberana, escolheu a cor laranja como predileta e o prefeito agora pelos próximos quatro anos será o seu Luiz da botica, perdão, da farmácia.

Fanta, laranjada, laranja, não é tudo a mesma coisa? Claro que não. Fanta e Sukita são artificiais, a laranja sempre foi a minha fruta preferida, principalmente em forma de sucos. Como cor, prefiro o vermelho, só que o suco de tomate é um purgante e o suco de laranja é uma delícia.

A eleição de Garanhuns, assim, pode ter sido confundida com uma salada de frutas e o povo terminou escolhendo pelo sabor. Bartolomeu Quichute, que ficou em segundo lugar, foi o tomate do pleito e por isso não conseguiu vencer. O Alexandre foi um morango ainda não totalmente maduro, daí se explicar sua colocação na disputa, com o honroso terceiro lugar. O Givaldo Colado foi um verdadeiro mamão, e só faltou o cabelo despenteado para perder pra o Paulo Camelo. Este foi um grande abacaxi, indigesto à burguesia mesmo com sua fantástica invenção do teleférico.

Com a vitória do laranja, o prefeito Sirvino, com sua cara tão bonitinha, não pensa mais que é maior do que Deus. Ele agora tem certeza. Ele junto com Orora, que vai ser deputada, estão por cima mais quatro anos.

Lascou-se o Izaías Régua, com a sua certeza de que venceria a eleição até com um papangu, o próprio Bartolomeu, que agora é tricampeão, o Givaldo, o Márcio, o Jorge e até a Cobrinha, aquela funcionária que jurava ser pé quente e anunciava aos quatro cantos que laranja dá azia.

O povo decidiu e assim será: agora é laranja e quem não gostar que se mude pra o Recife ou Olinda, duas cidades onde o vermelho teve vez.