Garanhuns, 25 de setembro de 2004
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OPINIÃO
 

Sucessão: o futuro depende de nós

Marcílio Viana Luna


Garanhuns, cidade pólo do Agreste Meridional de Pernambuco, integrado por 26 municípios, uma população de 119 mil habitantes e mais de 70 mil eleitores nas zonas rural e urbana, escolhe no dia três de outubro próximo, um dos cargos públicos mais cobiçados do Brasil: o de Prefeito da Suíça Pernambucana. Cinco candidatos, sendo apenas um nascido e criado no município, justamente o candidato do PSTU, Paulo Camelo, disputam a cadeira do Palácio Celso Galvão, atualmente ocupado por Silvino Duarte, no seu segundo mandato. As pesquisas divergem quanto aos número exatos, mas tanto Givaldo Calado como Alexandre Bezerra, disputam em pé de igualdade com Luiz Carlos Oliveira e Bartolomeu Quidute, apontados como favoritos.

Givaldo Calado é muito competente, administrativamente falando, venceu como empresário e advogado, veio de Correntes ainda rapaz e já morou por vários anos no Recife, onde fez Direito e atualmente é vereador.

Alexandre Bezerra tem excelentes propostas administrativas. Veio para Garanhuns como promotor público nomeado, mas demonstra um grande amor pela Terra do Magano. Suas propostas são boas, inclusive mostra-se, através de seu plano de governo, bastante ciente dos problemas do município, sobretudo no campo do meio ambiente. Como não poderia deixar de ser, apresenta em sua equipe profissionais de alto nível técnico e das mais diversas áreas científica, um diferencial bastante relevante no desenvolvimento de um município. Além do mais é o único que tem uma mulher como vice, Ielma Lucena, que já demonstrou competência quando assumiu uma secretaria municipal. Ielma é de Bom Conselho e Alexandre Bezerra, do Recife.

Luiz Carlos Oliveira é do Agreste Meridional, mais precisamente de Calçado. Venceu por mérito pessoal, é excelente administrador já demonstrado no CDL e em uma das mais sérias e dignas instituições do Brasil, a qual também pertenço como muito orgulho como ele. Mas, o seu maior poder de fogo está em ser o candidato do prefeito Silvino Duarte, aprovado pela população; do ex-prefeito Ivo Amaral, grande liderança política na Região e do governador Jarbas Vasconcelos, que perdeu a última eleição em Garanhuns para Humberto Costa. Luiz Carlos tem conceito de homem sério, trabalhador e grande dedicação por Garanhuns, cidade que o acolheu há cerca de 40 anos e nunca mais deixou. Tem credenciais para ocupar a cadeira de Silvino e ser também um bom prefeito.

Bartolomeu Quidute firmou-se em Garanhuns como médico. Vindo da cidade de Flores, no Sertão pernambucano, tornou-se bem conceituado na sua profissão e a vertente política que existe em cada um de nós, pousou no seu ombro, transformando-o anteriormente, prefeito da cidade que o acolheu. Agora, mais vivido e experiente, prometendo não repetir os erros do passado, Bartolomeu pretende voltar, pela segunda vez, ao Palácio Celso Galvão. Na última vez que conversei com Bartolomeu Quidute, ele me revelava sua preocupação com a cultura e a memória da cidade. Evidente que a história de Garanhuns está relegada, esquecida e abandonada. Bartolomeu Quidute quer resgatá-la e apoiá-la, como poucos fizeram, a cultura e a história da terra de Luiz Jardim e Jayme Luna.

Finalmente, Paulo Camelo, um ilustre desconhecido para mim, apesar de ser também garanhuense como eu e já ter sido candidato em outras vezes. Não conheço suas propostas e planos de governo, mas dizem que ele defende a construção de um teleférico na cidade, uma idéia que me parece mirabolante, apesar do candidato do PSTU ser engenheiro. Conheço Paulo Camelo apenas de vista e de longe. O seu candidato a vice-prefeito é o desconhecido Ubiraci Silva e o seu programa de governo nunca chegou em minhas mãos, se é que existe mesmo, já que proposta é uma coisa e um plano técnico bem diferente.

Já que falei no vice de Alexandre Bezerra, a advogada Ielma Lucena e no de Paulo Camelo, Ubiraci ou Ubirajara Silva, não sei qual dos dois é o nome exato, tenho agora que falar nos vices de Gilvaldo e de Bartolomeu. Givaldo Calado, do PPS, se compôs politicamente com o empresário e bacharel Jorge Branco Neto, membro de uma tradicional família garanhuense e filho do médico José Tinoco, ex-deputado federal e estadual. Jorge Branco já foi secretário municipal e depois rompeu com Silvino Duarte. Pode ter um bom futuro político e isso vai depender dele mesmo. É a primeira vez que disputa um pleito eleitoral e como o voto é vinculado para prefeito e vice, sua votação será a mesma a ser obtida por Givaldo Calado, por sinal o candidato que conheço há mais tempo e com quem tenho grande aproximação e amizade.

Quanto ao vice de Bartolomeu Quidute, o escolhido saiu de uma composição com o PDT, o atual vereador Gedécio Barros, cujo nome é bom politicamente falando mas, as negociações que resultaram no acordo, não foram bem vistas na cidade e não agradaram muito aos políticos e amigos de Márcio Quirino, apontado como uma reserva moral em Garanhuns. O pessoal de Bartolomeu, tendo à frente o deputado Izaías Régis, trabalhou muito para obter a participação de Gedécio na chapa do PTB. Finalmente, o vice de Luiz Carlos, o médico Almir Penaforte é muito simpático em Garanhuns, foi secretário municipal e é muito ligado a Silvino Duarte. O cargo de prefeito é muito importante e a cidade precisa de um bom administrador, enquanto isso, vou pedindo que Deus ilumine os eleitores na escolha certa.