Garanhuns, 11 de setembro de 2004
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OPINIÃO
 

A Grécia e as olimpíadas

Odete Melo de Souza


Tudo começou na história e lendária Grécia e voltou triunfalmente para ela.

Pois, de 13 a 29 deste agosto, aquele país, precisamente Atenas, tornou-se palco do maior acontecimento esportivo da história da humanidade - As olimpíadas 2004.

Há trinta séculos, no sagrado bosque de Olímpia, perto do local do megaevento deste ano, com certeza sob inspiração dos deuses, surgiram os jogos olímpicos, envolvendo os mais belos ideais de paz e fraternidade, espírito religioso simbolizado pelo fogo, presente até hoje na conhecida tocha olímpica e caráter altruista.

Com o correr do tempo, os nobres sentimentos e características dos jogos olímpicos modificaram-se, surgindo a competitividade agressiva, o interesse financeiro, a interferência política, o suborno, a ingerência de substâncias para melhorar o desempenho dos atletas, sendo os mesmos afastados das competições, por essa atitude, etc.

Segundo os estudiosos da Grécia Antiga informaram, a primeira olímpiada constituiu de certo modo, jogos de guerra porque foi realizada num clima de paz imposta. E para muitos gregos uma das principais finalidades das competições era preparar os homens para as batalhas, exaltando-lhes destreza e a bravura. Havia até um tipo de luta em que toda violência era permitida, exceto morder e arrancar os olhos do oponente.

Para os gregos antigos ganhar significava tudo, tanto que não havia prêmios para o 2º e 3º lugares nas olimpíadas. Os perdedores eram considerados desonrados. A fama e a riqueza era a grande ambição.

Os jogos olímpicos foram suspensos por mais de 1500 anos e o grande festival esportivo só foi retomado em 1896 em Atenas, graças à ação do francês Barão de Coubertin, apregoando a idéia de que a vitória não era o mais importante na vida do atleta e sim, o competir. O importante não era vencer, mas lutar bem.

Coubertin com certeza, queria concretizar a conhecida máxima de Juvenal Menssana in Corpore Sano, desenvolvendo as qualidades do corpo, da mente e do espírito.

Os jogos olímpicos segundo Coubentin deveriam oferecer uma postura esportiva quase como uma religião, baseada na bondade, lealdade, cavalheirismo, transformar os comportamentos e promover novas atitudes nas pessoas. E ainda estabelecer a paz e entendimento mútuo entre as nações.

Foi criado o Comitê Olímpico Internacional, órgão que elaborou normas esportivas, como a participação de atletas sem discriminação de raça, religião, condição social e econômica, prazo de quatro anos entre as Olímpiadas, escolha do país para realização das mesmas, etc.

As olimpíadas 2004, envolvendo 202 países e mais de 10.000 atletas fortaleçeram o congraçamento entre os povos do nosso planeta.

Os nossos atletas conquistem o troféu ouro com dignidade, bravura e honestidade. E nós torcemos patrioticamente por eles!...

Queiram os céus que a trégua olímpica suspendendo temporariamente as desumanas guerras, durante as olimpíadas, seja um alvisseiro prenuncio daquela paz perene e tão desejada por toda a humanidade.

Enfim, que o desfraldar incontido e lindo das bandeiras de todos os países participantes unam as suas variadíssimas nuanças num só e imenso arco-íris. E este, a exemplo daquele antigo e conhecido arco-íris colocado onipotentemente por Deus nas alturas das nuvens, simbolizando sua aliança e amizade com os homens, seja também o nosso pacto amigo para com todos os viventes do infinito universo.

Deus abençoe as olimpíadas!... Deus abençoe atenas!...

Deus abençoe os atletas brasileiros!...

Deus abençoe o mundo!...