Garanhuns, 11 de setembro de 2004
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HUMOR

Raulzito


Momentos engraçados do guia eleitoral

Tem gente que não gosta do guia eleitoral. Prefere o Mução ou a Ronda Policial. Há gosto pra tudo. Não tem pessoas que nas tardes de domingo agüentam a chatice do Faustão ou o sorriso do Silvio Santos? Eu, ao contrário, só gosto do Fernandinho desde pequeneninho, adoro o Travessia, na Sete Colinas, e sempre que posso estou ligado na Blitz, produzido pela Fria Idéia e Comuicação. E aprecio bastante o chamado guia eleitoral, mais útil nessa época de campanha política de que o próprio guia de cego.

Além de criativa, instigante e informativa, a propaganda política é engraçada. Certos personagens, criados pelos marqueteiros tupiniquins, são dignos da turma do Casseta e Planeta. Já dei boas risadas com o guia, e ouvi informações preciosas sobre os oito anos do governo Sirvino.

Segundo o programa da coligação Construindo Garanhuns, o homem fez mais do que ninguém no social, na saúde, na educação, no turismo, na geração de empregos, na agricultura e no social. O prefeito obrou tanto, nesses oito anos, que não vai restar mais nada pra o seu sucessor fazer.

Mas o melhor mesmo, no guia eleitoral do prefeito, é a locutora. Ela tem uma voz tesuda que já rivaliza com a da Cássia Amaral. E o incrível é que tem o mesmo sobrenome e faz questão de se apresentar no rádio. "Oi gente, aqui é a Renata Amaral". Toda vez que ela diz isso seu Luiz sobre mais 15 pontos na pesquisa. E Givaldo cai 10. E os invejosos do outro lado, por não terem uma estrela de tal porte, disseram que era melhor ela dizer assim: "Oi gente, eu sou Rídicula Amaral".

No programa da coligação Novos Tempos, Novos Rumos, onde quem menos fala é São Bartolomeu, a estrela principal não são os locutores, um da Sete, outro com passagem pela Marano, e a menina, que foi da Monte Sinai. A estrela mesmo no guia do PTB é uma tal de Cobrinha. Se for feito a do Arruda, que faz 10 anos que não é campeão o candidato tá lascado.

A tal Cobrinha virou uma serpente depois que o prefeito cortou pela metade o salário que ela ganhava na secretaria de Saúde, tudo isso porque ela não quer votar no seu "Luivino". Então ela virou o principal personagem do guia, disputando espaço com o deputado Izaías Régua.

Este, pra não ficar atrás de uma reles funcionária, foi logo apelando: depois de baixar o sarrafo na rua foi pra o rádio e insinuou que o seu Luís Carlos do Jardim das Oliveiras é ateu. "Não sou eu que tô dizendo, é o povo", tirou o corpo, espertamente, o proprietário da Iza.

O guia do promotor é filosófico. O homem é apresentado como guardião da moralidade (é tão bonzinho que não bate em ninguém) e campeão olímpico. Até a música que toca inspira a idéia de um vencedor. E aí vem a Cássia Amaral (por que ela não diz "Oi, eu sou Cássia Amaral"?) com aquela voz sensual que faz gozar o meu amigo do bairro da Brasília. O programa do PT de Garanhuns no rádio é transcendental e orgástico. Não sei direito o que quis dizer, mas é isso aí.

Já o guia eleitoral de Givaldo Calado não disfarça a proposta de humor. Tem o Mister Brow, vulgo Carrapicho, e tem o Rudi Barros. Só faltou o Zé Lesinho da Paraíba. Apesar desses pesos pesados do humor garanhuense, o melhor quadro do programa até agora foi a apresentação do casal Givaldo e Emília. Toda a história deles foi ao ar, não faltando o começo do namoro, o casamento, os filhos... Parecia aquele quadro dos atores da Globo chorando na TV, no Domingão do Faustão (olha ele de novo).

Pensam que acabou? Não, ainda tem o melhor. Tem os dois minutos do Paulo Camelo, o mais engraçado de todos. Começa pelas propostas: o candidato que bate na burguesia tem as propostas de governo mais burguesas desta campanha. O teleférico unindo as sete colinas, o shopping turístico e uma pista de patinação. Tudo isso está no guia, embalado por uma música bem dançante. Vocês já ouviram? É mais ou menos assim: "Quer andar de teleférico amor, que venha, que venha..."

Sei não mais acho que depois dessa o Paulo Camelo vai estufar as urnas de tanto voto e desbancar o São Bartolomeu, o Luivino, o Givaldo Colado e Alexandre o Grande. Meu Deus, eu adoro guia eleitoral.