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Juiz multa Estação Sat em R$ 35
mil
Atendendo a uma representação do Ministério
Público, o juiz da propaganda eleitoral de Garanhuns, Márcio
Bastos, condenou a rádio Estação Sat local
a pagar uma multa no valor de R$ 35 mil. A pena contra a emissora,
vinculada à Fundação Padre Adelmar da Mota
Valença, foi dada pelo magistrado por conta de tratamento
privilegiado à candidatura de Givaldo Calado, que disputa
a prefeitura pelo PPS.
Na representação do Ministério Público
contra a Estação Sat, a promotora Marinalva Almeida
apontou que logo após o primeiro debate entre os candidatos
à prefeitura, realizado na própria emissora, foi feita
uma reportagem favorável a Givaldo Calado. Este teria tido
mais tempo de que os outros candidatos e feito proselitismo político.
"O tratamento foi diferenciado e privilegiado não só
em decorrência da quantidade de perguntas feitas pelo repórter,
foram três, enquanto aos demais foram no máximo duas,
bem como a formulação da pergunta, que permitiu que
o referido candidato aproveitasse aquele momento para tecer comentários
sobre assuntos dos mais variados", argumenta o juiz, no julgamento
do caso.
Segundo Márcio Bastos, "a defesa do candidato não
conseguiu justificar, à luz da legislação vigente,
a conduta praticada pelo entrevistador (o radialista Carlão)
e se realmente tivesse ocorrido um pool de transmissão, esta
não eximiria a responsabilidade da representada, mas somente
ampliaria a sanção as outras participantes.
O juiz lembrou que no dia dois de julho, na Câmara de Vereadores
de Garanhuns, participou de uma reunião informal com candidatos,
partidos, coligações e representantes da imprensa,
quando esclareceu o teor da resolução nº 21.610,
informando de suas sanções em caso de inobservância.
"A legislação eleitoral pertinente não
possibilita qualquer espécie de interpretação,
além da prática de conduta não permitida",
observa Márcio Bastos, transcrevendo o artigo 23 da resolução
do TSE, que no parágrafo IV diz que é vedada às
emissoras de rádio e televisão dar tratamento privilegiado
a candidato, partido ou coligação.
A decisão do magistrado multando a rádio garanhuense
foi assinada no último dia 24 de agosto e publicada no quadro
de editais e avisos do cartório eleitoral de Garanhuns. Esse
foi o primeiro caso de õrgão da imprensa local punido
pela justiça na presente campanha.
A briga envolvendo as emissoras na campanha política pode
atingir também a Marano FM, ligada ao empresário Jorge
Branco, vice de Givaldo Calado. A coligação Novos
Tempos Novos Rumos, que tem como candidato Bartolomeu Quidute (PTB),
entrou com uma ação na justiça eleitoral pedindo
direito de resposta e punição da emissora, por conta
de uma notícia divulgada no informativo da rádio,
no horário da manhã.
Os advogados da coligação acusam o Jornal Marano
de ter direcionado a informação de modo a incriminar
Bartolomeu no caso que envolveu o candidato a vereador Ary. Este
está sendo investigado pelo Ministério Público,
por conta da distribuição de sopas do Sesi na campanha
política. O petebista alega ter sido vítima de uma
"armação", com o objetivo de prejudicá-lo
e o seu candidato a prefeito.
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