Garanhuns, 28 de agosto de 2004
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OPINIÃO
 

Quem tem medo de pesquisa eleitoral?

Marcílio Viana Luna


Até recentemente, muitos poucos acreditavam em previsão meteorológica. Diziam que ia chover e fazia sol, ou vice versa. Atualmente, a mídia dedica grande espaço à previsão do tempo, tanto a televisão, como os jornais e as emissoras de rádio. Os erros ocorridos são mínimos e a credibilidade popular aumenta quanto à previsão do tempo. Ninguém mais quase duvida dos equipamentos existentes na meteorologia. A mesma coisa, ou quase igual, era com relação às pesquisas eleitorais. Como é que um universo de 300 a 800 pessoas entrevistadas, pode definir o resultado de uma eleição? Pode sim. Existe uma técnica, algo todo científico ou mesmo elaborado para que as pesquisas eleitorais forneçam ou balizem o resultado de um pleito eleitoral. E quase sempre dão certo.

Acontece que misturados aos institutos sérios de opinião pública, graças a Deus a maioria, existe a picaretagem oficializada, entidades sem a menor credibilidade ou equipamento técnico-científico, promovendo "pesquisas" graciosas e somente com o objetivo de atender aos desejos escusos dos seus clientes. É preciso saber diferenciar um bom instituto de pesquisa, dos enganadores ou aproveitadores da época em querer ganhar dinheiro desonestamente. Os institutos sérios não precisam temer o julgamento popular porque no final a verdade eleitoral sempre vem à tona e não é possível enganar a todos todo o tempo. Mas, que existe muita picaretagem, aí ninguém tem dúvida e pouco a pouco a máscara vai caindo e os falsos pesquisadores desmascarados como enganadores da opinião pública.

Em Garanhuns, como em praticamente todo o Estado, existe muita pesquisa séria, elaborada com técnicas, métodos científicos e muita experiência profissional das instituições. Outras, feitas sob encomenda apenas para agradar quem está pagando. E nessa ponto a Justiça Eleitoral deve ficar atenta porque uma pesquisa eleitoral pode ter muita influência no resultado de um pleito e até mesmo na reviravolta de uma campanha. Lançar pesquisas falsas às véspera de uma eleição significa crime eleitoral, punível com severidade e exemplarmente. Mas, infelizmente, é impossível, ou quase impossível, acabar de vez com a indústria da pesquisa eleitoral, feita tão seriamente e capacitadamente por uns e, estranhamente, deturpada por alguns aproveitadores da situação, verdadeiros picaretas de plantão.

Até meados de setembro próximo, é difícil e muito difícil mesmo, qualquer prognóstico sobre o pleito eleitoral de 3 de outubro. São cinco candidatos fortes, todos bem assessorados, com base eleitoral e serviços prestados. Paulo Camelo, do PSTU, o único nascido e criado em Garanhuns, com faz questão de dizer, tenta mais uma vez e acredito pouco no seu sucesso eleitoral, mas tudo depende da campanha em desenvolvimento. Gilvaldo Calado chegou praticamente menino na Suíça Pernambucana, vindo da vizinha Correntes, no Agreste Medridional. Não conheço o seu programa de governo mas, tem ao seu lado um bom vice-prefeito, Jorge Branco e uma esposa dedicada e do ramo: Emília Valença.

Outro também do Agreste Meridional é o farmacêutico Luiz Carlos Oliveira, veio de Calçado e está radicado há muitos anos em Garanhuns e conta com o irrestrito apoio do prefeito Silvino Duarte. Finalmente, Bartolomeu Quidute, ex-prefeito, vindo de Flores, no Alto Sertão, apoiado por Izaías Régis, natural de Terezinha. Mas, temos também o promotor público Alexandre Bezerra, vindo nomeado do Recife, onde nasceu na Região Metropolitana e como a única mulher candidata à vice-prefeita, Ielma Lucena, natural de Bom Conselho, cidade que admiro muito e que já deu dois prefeitos à eterna cidade de Olinda. Portanto, prefiro não apontar favoritos e não falar sobre as condições de trabalho de nenhum deles pois não me mandaram nem programas, propostas e projetos de governo. Assim, não posso escolher candidato.