Garanhuns, 28 de agosto de 2004
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O Discípulo em: Um quase idealista aprendiz de cientista político maluco

(Por ele mesmo)


Como o tempo passa rápido! E para quem tem mais de quarenta, então, é de tal modo, que a justificativa matemática para os anos correspondentes a cada fase do ser humano, chega a ser paliativa, já que cada um tem sua maneira de viver naturalmente ou de querer viver o que pode ou, ainda, o que conscientemente busca alcançar através do grau de superação a que se submete. Portanto, é possível que a proporcionalidade, mesmo crua e nua, seja a explicação e não a justificativa, do primeiro período deste primeiro parágrafo.

Parece até que foi ontem que eu publiquei minhas quase asnices, no Correio das Sete Calúnias, encarte amarelinho, de nível um tanto duvidoso, que saía no conceituado jornal O Século. Ah, que lembrança boa!

Pois é, se o tempo não o tivesse amarelado tanto, a ponto de ser desativado, quem sabe, eu não teria muito mais "artigos" publicados. Mas, graças a influência política e religiosa de um primo do amigo do meu vizinho, que se dá bem com o jornalista Roberto Almeida, eu volto a ter a oportunidade (talvez primeira e única) de publicar meus escritos neste respeitado periódico. Claro que o meu ídolo Raulzito não ficou enciumado, afinal de contas, ultimamente ele tem crescido muito como pessoa física, química e intelectual, pois em suas últimas publicações, é notório o seu amadurecimento como futuro "jornalista", quase humorista e compassivo ente, que procura viver impassível às convenções sociais (e até orgânicas).

Antes de partir para o tema que pretendo dissertar, espero que a introdução não tenha deixado o leitor - independente da idade que tenha - desestimulado a prosseguir com a leitura. O meu verdadeiro intuito é tentar não escrever em vão; não pela possibilidade de conseguir juntar palavras para expressar apenas a minha opinião, mas, sim, pela responsabilidade que se deve ter, quando existe a oportunidade de expor determinados conceitos que vamos adquirindo e/ou formulando durante toda a nossa vida.
Confúcio, o mais respeitado filósofo da velha China, disse: "o homem superior compreende o que é direito; o homem inferior compreende o que quer vender". Disse também: "ver o que é bom e não fazê-lo, é uma falta de valor". A partir destes pensamentos, que li num livro que o Profeta, meu querido mentor, me emprestou, eu comecei a refletir sobre os tipos de políticos que aí estão, querendo, a qualquer preço, conseguir o precioso voto do povo. Como "cada povo tem o governo que merece" e cada político tem o eleitor que puder, aí está, como sempre, o expediente falacioso, adotado pela grande maioria dos aspirantes aos cargos eletivos. É inconcebível, é lastimável, é repugnante que os discursos continuem exatamente os mesmos; tão antigos quanto a majestosa posição de expelir excrementos; mais desgastados do que faca de sapateiro. Aí eu pergunto: quem está querendo se enganar mais, é o candidato ou o eleitor? É evidente que a maioria dos políticos brasileiros (e de outros países também) não conseguem passar para o povo a mínima credibilidade. Não é à toa, que programas humorísticos (inteligentes) chegam a ridicularizar a classe política, enfocando principalmente a incompetência, a falta de compromisso e o descaramento de "lutar" sempre por interesses próprios. Eu, às vezes, fico imaginando como é que certos políticos conseguem colocar suas putrefatas cabecinhas no travesseiro e dormirem com os anjinhos.

Por mais que eu descarregue aqui expressões contundentes a respeito dessas "almas sebosas", ainda assim, não serão o bastante para defini-los como merecem.

Mas, eu devo e quero acreditar que há homens e mulheres, no meio político, que têm nobreza de caráter e límpida intenção de corresponder as expectativas do povo. É claro que nem tudo está perdido, nem toda esperança pode ser em vão. "Podem matar todas as rosas que puderem, mas nunca poderão evitar que haja sempre a primavera". Por que então essas raras pessoas, em suas campanhas, não falam apenas o extremamente necessário? Não é óbvio que o povo (que pensa) analisaria suas propostas com mais seriedade? Pra que insistir em promessas mirabolantes, que não serão cumpridas. Será que o povo é tão parvo para se deixar acreditar em discursos tão perniciosos quanto as palavras do Demônio quando tentou Cristo no deserto?

Por que será que alguns candidatos nem hesitam em demonstrar demagogia, insolência, desdouro e até arrogância, quando estão em seus palanques de papel? Pense bem, caro eleitor: será que é por que eles têm a certeza que estão falando sempre para um bando de mentecaptos? Eis a questão: somos ou não somos? Somos ou estamos? Seria muito bom que respondêssemos essas questões, esquecendo, de verdade, que as pessoas agem de acordo com suas conveniências. Talvez eu não tenha sido claro, mas, foi o que eu consegui expressar no momento, para fechar este parágrafo.

É triste ouvir alguém dizer que vai votar no candidato "menos ruim". E mais triste ainda é, às vezes, tentar tampar o sol com a peneira, como se fosse possível aliviar o peso da responsabilidade de escolher um bom representante. Fui claro? Não? Então me desculpe, caro (e)leitor.

Bem, neste penúltimo parágrafo, deixo dois pensamentos àqueles que tiveram a oportunidade de serem eleitos e àqueles que serão eleitos. Eis o primeiro: "quem não tem gratidão, não tem caráter". Eis o segundo: "fazer o certo não é vantagem, é obrigação". Portanto, entrelaçando as duas intenções, sem perder, é claro, o poder de força de cada pensamento, deixo também um parecer, para facilitar a compreensão, principalmente daqueles que não têm percepção suficiente ou fazem questão de não ter. Aí vai a dica: fazer tudo (mas tudo mesmo) que for possível por seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país, seu continente, seu planeta, sua galáxia, é uma forma digna de agradecer ao povo pelo cargo almejado e a oportunidade de ser útil o bastante, para merecer a complexa credibilidade.

Well; partindo do princípio que todo mundo tem inteligência, e que para se viver melhor, é necessário ter a faculdade de apreciar, de avaliar e manter sempre o bom humor, arrisco aqui, terminar essa minha modesta publicação, com um teste do tempo do ronca, mas que o distinto (e)leitor poderá se "divertir" e "medir", se quiser, sua percepção, se encará-lo como um sério passatempo.

- Leia com muita atenção e faça a correspondência que achar conveniente.
( 1 ) Galo ( 2 ) Gato ( 3 ) Jacaré
( 4 ) Leão ( 5 ) Urso ( 6 ) Burro

( ) Homem de bem, que demonstra ser presunçoso e acreditar que tem carisma, a ponto de abusar da demagogia em seus discursos pomposos, com frases de efeitos, sem consistência. Caso consiga realizar o seu sonho de ser prefeito, terá que mudar a sua (suposta) postura de petulância, respeitar a confiança do povo e fazer pelo menos um décimo do que está prometendo em campanha.

( ) Homem de bem, mas de discurso ultrapassado, no qual aparecem promessas (quase) impossíveis de ser realizadas. Sua insistência em algumas frases repetitivas e sua postura de querer combater pela raiz as anomalias sociais, implantando reformas absolutas, sem ter condições para tal, o fazem ser considerado um lunático, servindo até de chacota por parte da população.

( ) Homem de bem, que transparece arrogância, mas não tanto quanto demonstram alguns dos seus assessores. Caso seja eleito, sua gestão será uma incógnita. Procura passar boas intenções quando discursa, mas, às vezes, exagera um pouco nas propostas do seu governo. Por causa da postura antipática e de rei na barriga de alguns dos seus assessores de campanha, poderá perder muito voto.

( ) Candidato que não tem discernimento para enxergar neste teste a imaculada intenção de se fazer uma crítica construtiva e assumir a carapuça lhe caia bem.

( ) Homem de bem, que tem demonstrado semblante de preocupação, nessa campanha. Se eleito, e realmente quiser fazer um bom governo, terá que trabalhar muito e pensar bem na hora de compor o seu secretariado. Seu discurso é comum, com doses truncadas, pela falta de boa oratória.

( ) Homem de bem; sisudo, a ponto de ser antipático; parece se irritar fácil com as alfinetadas dos adversários. Se for eleito, corre o risco de ter secretários danosos ao seu governo. Parece ter dificuldade para expor suas boas propostas, pois há passagens em seus discursos que são como se as palavras estivessem pisando em ovos.


Observação: Caro (e)leitor, lembre-se bem que este teste foi elaborado por um quase idealista aprendiz de cientista político maluco. Caso não concorde com nada (mas nada mesmo) do possível teor pesquisado para se conseguir esta possível avaliação, por favor, considerar apenas que foi um quase idealista aprendiz maluco, que teve um impetuoso desejo de fazer a sua parte (seja como for) e também procurar agradar, de maneira muito natural, o Profeta.