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Gênero independente
Com o sucesso recente de "Homem Aranha", parece que foi
fácil a invasão dos quadrinhos ao cinema com força
total. Mas, antes de existirem alguns produtos com certa qualidade,
o público teve de passar por dolorosas e traumatizantes experiências
do calibre do horrendo "Batman & Robin" e derivantes.
Mais recentemente, "Hulk" provou que a série de
TV com um halterofilista pintado de verde era menos ridículo
do que uma bola digital saltitante, e "Mulher-gato" conseguiu
a proeza de deixar Halle Berry feia dentro de um uniforme canastrão.
Daí você pensa: "será que existe chance
para adaptações dos quadrinhos na tela grande?".
Existe. Aliás, os quadrinhos só chegaram até
aqui não por causa do grandioso blockbuster "Homem-Aranha",
mas sim por um filme quase independente, com um diretor semidesconhecido
e apenas um ator de renome no elenco: "X-men". O êxito
de "X-men" em 2000 fez a Marvel (a editora mais famosa
dos quadrinhos) olhar adiante, inaugura uma nova era e ser grande
responsável pelas HQs ganharem um lugar de destaque com gênero
cinematográfico de verdade. A editora, desde então,
não parou mais. Em 2003, lançou "X-men 2",
ainda melhor que o primeiro, e "Demolidor", transposição
de um personagem cult que arrecadou 100 milhões de dólares
em caixa. Para o próximo mês, a Marvel ainda reservou
o lançamento de "O Justiceiro", com Thomas Jane
(de "O Apanhador de Sonhos") no papel do vigilante assassino
que deseja vingar a morte de sua família. A história
é das mais batidas, mas o lançamento está sendo
aguardado por fãs de todo o mundo, já que a adaptação
se mostrou fiel ao espírito dos quadrinhos. Ah, e John Travolta
é o mafioso na mira do anti-herói da vez.
Como as animações, os quadrinhos acabam de atingir
seu auge no cinema. Ainda estão por vir "Blade 3",
"Homem-Coisa", "Motoqueiro Fantasma" e adaptações
de HQs underground (na cola do igualmente alternativo Hellboy),
como "Sin City", de Frank Miller. Com a produção
a todo vapor, o gênero "filme de HQ" não
dá sinais de que possa ser algo passageiro. Ainda bem, tem
muito herói quadrinesco bacana que merece aventuras contadas
no cinema. Só não venham com gatunas humanas vestidas
em couro preto, com capacete pontudo e calça rasgada, além
do chicotinho nas mãos. Afinal, isso não é
uma adaptação dos quadrinhos, é um filme, literalmente,
sadomasoquista.
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