|
CORREIO CULTURAL
Carlos Janduy
Eleições
O Açõe$, trouxe na edição do segundo
trimestre deste ano, uma ótima contribuição
para o debate sobre a importância política deste momento
e seus desdobramento na vida cotidiana do povo brasileiro, quando
estamos às vésperas de mais uma eleição
municipal.
Mesmo sendo gratuita a distribuição do Açõe$,
evidentemente não é possível que chegue às
mãos da maioria da população. Portanto, nesta
edição e na próxima, estarei transcrevendo
boa parte dos principais pontos abordados nessa publicação
do Centro de Cultura Luiz Freire (Olinda-PE).
Voto não tem preço. Tem conseqüência!
(...) Antes de mais nada, enfatizamos a importância da realização
de mais uma eleição na consolidação
do sistema democrático representativo em nosso País.
Acreditamos que a estabilidade na realização de eleições
diretas para os(as) ocupantes de cargos públicos - executivos
e legislativos - , representa um amadurecimento no nosso processo
de democratização.
Apesar disso, ainda temos muito que aprimorar, uma vez que algumas
das regras em vigor privilegiam determinados grupos e interesses
políticos - em geral aqueles já ocupando os principais
espaços do poder público. Nesse sentido, falta-nos
aperfeiçoar e fazer cumprir as regras de financiamento das
campanhas eleitorais, da propaganda eleitoral gratuita e da aplicação
de recursos durante o período eleitoral, entre outras.
Nossa proposta é a criação de mecanismos que
democratizem as eleições no País, possibilitando
que setores da sociedade hoje alijados da disputa eleitoral possam
manifestar suas idéias e participar do processo em condições
favoráveis. Além disso, acreditamos que as iniciativas
de aperfeiçoamento do sistema eleitoral brasileiro devem
priorizar mecanismos que possibilitem o acesso dos eleitores e das
eleitoras aos planos e metas dos candidatos(as), bem como que forcem
os(as) eleitos(as) a cumpri-los durante seus mandatos.
Enquanto ainda não temos instrumentos que garantam os avanços
citados, nos sentimos no dever de ampliar esse debate e, para isso,
pautamos nesta edição do Açõe$ alguns
temas a serem refletidos por nossos (e)leitores e (e)leitoras durante
esse período que antecede a escolha de seus candidatos e
candidatas a prefeito ou prefeita e vereador ou vereadora. Aproveitamos
este número, ainda, para divulgar as iniciativas de valorização
desse processo eleitoral, como a CAMPANHA POPULAR DE PARTICIPAÇÀO
POLÍTICA, articulada por organizações e redes
sociais e as iniciativas dos fóruns de democratização
do orçamento público, em municípios de Pernambuco.
Boa leitura, reflita e engaje-se nessas eleições.
Afinal, Voto não tem Preço. Tem Conseqüência!
O voto é uma grande oportunidade
para definir os rumos de um município
A cada quatro anos, o voto dá aos cidadãos a oportunidade
de escolher seus/suas representantes que estarão ocupando
o cargo de prefeito(a) e vereador(a). quem quer que venha a ocupar
esses cargos, passará a ter grande poder sobre os destinos
da vida das pessoas no município. Portanto, votar é
uma ação individual que traz uma conseqüência
coletiva.
Para se ter uma idéia, o Prefeito ou a Prefeita é
a autoridade que responde pela gestão administrativa e política
de um município, sendo de sua responsabilidade a elaboração
e execução dos planos, programas e ações
de governo, bem como dos orçamentos que os viabilizarão.
Já os vereadores e vereadoras que compõem a Câmara
Municipal têm a tarefa de elaborar projetos e fiscalizar o
Poder Executivo, inclusive nas questões relacionadas aos
recursos públicos municipais.
Ao escolher esses(as) representantes é preciso estar atento
à trajetória política e às propostas
apresentadas por todos(as) os candidatos(as). Mudanças repentinas
de posicionamento, devem ser analisadas com muito cuidado, pois,
em geral, representam atitudes oportunistas e eleitoreiras.
No Brasil, o voto é secreto, direto e obrigatório
para maiores de dezoito anos e facultativo para jovens entre 16
e 18 anos, analfabetos(as) e idosos(as) com mais de 70 anos.
A legislação eleitoral prevê quatro atitudes
do(a) eleitor(a) na hora do voto:
Abster-se (multa que varia de 3% a 10% do salário mínimo);
Votar em branco;
Anular o voto;
Votar num(a) candidato(a) de acordo com os seus princípios,
suas propostas e história de vida.
Na próxima edição falaremos de algumas regras
no Calendário Oficial das Eleições 2004, e
um pouco da História do Voto no Brasil
Controle a sua língua
"Olá, amigo leitor, hoje vamos tratar de um assunto
que nos interessa muito.
Quem já não foi prejudicado por uma fofoca ou maledicência?
As línguas frouxas têm provocado grandes danos financeiros
às empresas (veja as especulações que afetam
as bolsas de valores), também tem destruído vidas
e manchado reputações de gente de valor.
O método é quase sempre o mesmo: primeiro joga-se
a lama, depois se verifica os fatos.
O que acontece é que não prestamos a atenção
devida sobre a melhor forma de utilização da nossa
língua. Veja, pra começar, não sabemos ouvir
direito; queremos logo emitir opinião sobre as coisas, mesmo
sem conhecê-las direito.
A Bíblia ensina que a língua é a parte mais
difícil de domar de todo o corpo; ensina que o mau uso desse
instrumento pode trazer grande desgraça para as pessoas a
nossa volta.
Usar a língua com sabedoria e prudência; eis a questão!
Como fazer? A seguir, alguns conselhos práticos para evitar
transtornos:
a)Quando alguém lhe procurar para dizer algo a respeito
de alguém, faça duas perguntas (antes de engolir a
história):
1)Você viu?
Se não viu, então é um boato. Nunca caia nessa
história de "estão dizendo..." Você
pode até ficar mais atento, mas não aceite a história
como 100% verdadeira.
2)Você assume o que disse diante da pessoa?
Se não assume ou não tem coragem ou está mentindo.
Fique de sobreaviso.
b)Quando contar algo a alguém, nunca faça deduções;
faça sempre uma narração dos fatos e não
uma interpretação do mesmo. Quer ver? Observe a história
abaixo:
Em um determinado posto de gasolina, um médico chamado Antônio,
antigo cliente do posto, encheu o tanque de gasolina e esqueceu
de assinar o cheque. O frentista que achou o problema terminou o
seu turno de trabalho e disse para o próximo frentista, que
estava entrando:
- Amigo, preste atenção numa coisa que eu vou lhe
dizer. O cheque do Antônio está com problema, se ele
vier ao posto, fale com ele.
O tempo passou e esse frentista também terminou o seu turno
e passou a mensagem ao próximo frentista, que estava entrando.
Só que não fez uma narração do fato,
ele (como muito de nós) fez a sua interpretação
dos fatos. Disse:
- Dito, um tal de Antônio deu um cheque sem fundo aqui no
posto. Se ele aparecer por aqui, o pegue e faça pagar o cheque.
O que essa frase indica? Que o frentista fez uma dedução
própria dos fatos: se o cheque estava com problemas",
então era porque "estava sem fundo".
A situação no posto prosseguiu e só foi piorando.
De frentista para frentista a história corria, cada vez com
uma "dedução" a mais. A última versão
era:
- Estou sabendo que o Toninho do Pó (traficante) deu um golpe
no posto. Se ele aparecer por aqui, chame a polícia, e lembre-se:
ele é muito perigoso.
Aprenda! Nunca faça deduções precipitadas;
procure verificar primeiro.
c)Quando tiver alguma suspeita ou algo contra alguém, procure
diretamente a pessoa, para resolver. Não saia espalhando
a notícia nem alardeando a "injustiça" que
fizeram com você. Procure ouvir o outro lado; muitas vezes
você verá que não sabe de todos os detalhes
da história.
d)Nunca faça julgamentos precipitados. Ouça, ouça,
ouça... e depois ouça de novo.
e)Antes de sair "metendo a boca" em alguém, pergunte-se:
por que ele fez o que fez? O que eu teria feito no lugar dele naquelas
circunstâncias? Às vezes, quando nos colocamos um pouquinho
só no lugar do outro, descobrimos novas "visões"
sobre as coisas.
f)Por último, se nada controla a sua língua, compre
um chicletinho e nunca pare de mascar... de boca fechada, é
claro!"
Prof. Luís Eduardo Machado
|