Garanhuns, 28 de agosto de 2004
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CORREIO CULTURAL

Carlos Janduy


Eleições

O Açõe$, trouxe na edição do segundo trimestre deste ano, uma ótima contribuição para o debate sobre a importância política deste momento e seus desdobramento na vida cotidiana do povo brasileiro, quando estamos às vésperas de mais uma eleição municipal.

Mesmo sendo gratuita a distribuição do Açõe$, evidentemente não é possível que chegue às mãos da maioria da população. Portanto, nesta edição e na próxima, estarei transcrevendo boa parte dos principais pontos abordados nessa publicação do Centro de Cultura Luiz Freire (Olinda-PE).


Voto não tem preço. Tem conseqüência!

(...) Antes de mais nada, enfatizamos a importância da realização de mais uma eleição na consolidação do sistema democrático representativo em nosso País. Acreditamos que a estabilidade na realização de eleições diretas para os(as) ocupantes de cargos públicos - executivos e legislativos - , representa um amadurecimento no nosso processo de democratização.

Apesar disso, ainda temos muito que aprimorar, uma vez que algumas das regras em vigor privilegiam determinados grupos e interesses políticos - em geral aqueles já ocupando os principais espaços do poder público. Nesse sentido, falta-nos aperfeiçoar e fazer cumprir as regras de financiamento das campanhas eleitorais, da propaganda eleitoral gratuita e da aplicação de recursos durante o período eleitoral, entre outras.

Nossa proposta é a criação de mecanismos que democratizem as eleições no País, possibilitando que setores da sociedade hoje alijados da disputa eleitoral possam manifestar suas idéias e participar do processo em condições favoráveis. Além disso, acreditamos que as iniciativas de aperfeiçoamento do sistema eleitoral brasileiro devem priorizar mecanismos que possibilitem o acesso dos eleitores e das eleitoras aos planos e metas dos candidatos(as), bem como que forcem os(as) eleitos(as) a cumpri-los durante seus mandatos.

Enquanto ainda não temos instrumentos que garantam os avanços citados, nos sentimos no dever de ampliar esse debate e, para isso, pautamos nesta edição do Açõe$ alguns temas a serem refletidos por nossos (e)leitores e (e)leitoras durante esse período que antecede a escolha de seus candidatos e candidatas a prefeito ou prefeita e vereador ou vereadora. Aproveitamos este número, ainda, para divulgar as iniciativas de valorização desse processo eleitoral, como a CAMPANHA POPULAR DE PARTICIPAÇÀO POLÍTICA, articulada por organizações e redes sociais e as iniciativas dos fóruns de democratização do orçamento público, em municípios de Pernambuco.

Boa leitura, reflita e engaje-se nessas eleições. Afinal, Voto não tem Preço. Tem Conseqüência!


O voto é uma grande oportunidade para definir os rumos de um município

A cada quatro anos, o voto dá aos cidadãos a oportunidade de escolher seus/suas representantes que estarão ocupando o cargo de prefeito(a) e vereador(a). quem quer que venha a ocupar esses cargos, passará a ter grande poder sobre os destinos da vida das pessoas no município. Portanto, votar é uma ação individual que traz uma conseqüência coletiva.

Para se ter uma idéia, o Prefeito ou a Prefeita é a autoridade que responde pela gestão administrativa e política de um município, sendo de sua responsabilidade a elaboração e execução dos planos, programas e ações de governo, bem como dos orçamentos que os viabilizarão. Já os vereadores e vereadoras que compõem a Câmara Municipal têm a tarefa de elaborar projetos e fiscalizar o Poder Executivo, inclusive nas questões relacionadas aos recursos públicos municipais.

Ao escolher esses(as) representantes é preciso estar atento à trajetória política e às propostas apresentadas por todos(as) os candidatos(as). Mudanças repentinas de posicionamento, devem ser analisadas com muito cuidado, pois, em geral, representam atitudes oportunistas e eleitoreiras.

No Brasil, o voto é secreto, direto e obrigatório para maiores de dezoito anos e facultativo para jovens entre 16 e 18 anos, analfabetos(as) e idosos(as) com mais de 70 anos.

A legislação eleitoral prevê quatro atitudes do(a) eleitor(a) na hora do voto:
Abster-se (multa que varia de 3% a 10% do salário mínimo);
Votar em branco;
Anular o voto;

Votar num(a) candidato(a) de acordo com os seus princípios, suas propostas e história de vida.

Na próxima edição falaremos de algumas regras no Calendário Oficial das Eleições 2004, e um pouco da História do Voto no Brasil


 

Controle a sua língua

"Olá, amigo leitor, hoje vamos tratar de um assunto que nos interessa muito.

Quem já não foi prejudicado por uma fofoca ou maledicência?

As línguas frouxas têm provocado grandes danos financeiros às empresas (veja as especulações que afetam as bolsas de valores), também tem destruído vidas e manchado reputações de gente de valor.

O método é quase sempre o mesmo: primeiro joga-se a lama, depois se verifica os fatos.

O que acontece é que não prestamos a atenção devida sobre a melhor forma de utilização da nossa língua. Veja, pra começar, não sabemos ouvir direito; queremos logo emitir opinião sobre as coisas, mesmo sem conhecê-las direito.

A Bíblia ensina que a língua é a parte mais difícil de domar de todo o corpo; ensina que o mau uso desse instrumento pode trazer grande desgraça para as pessoas a nossa volta.

Usar a língua com sabedoria e prudência; eis a questão!

Como fazer? A seguir, alguns conselhos práticos para evitar transtornos:

a)Quando alguém lhe procurar para dizer algo a respeito de alguém, faça duas perguntas (antes de engolir a história):
1)Você viu?

Se não viu, então é um boato. Nunca caia nessa história de "estão dizendo..." Você pode até ficar mais atento, mas não aceite a história como 100% verdadeira.
2)Você assume o que disse diante da pessoa?

Se não assume ou não tem coragem ou está mentindo. Fique de sobreaviso.

b)Quando contar algo a alguém, nunca faça deduções; faça sempre uma narração dos fatos e não uma interpretação do mesmo. Quer ver? Observe a história abaixo:

Em um determinado posto de gasolina, um médico chamado Antônio, antigo cliente do posto, encheu o tanque de gasolina e esqueceu de assinar o cheque. O frentista que achou o problema terminou o seu turno de trabalho e disse para o próximo frentista, que estava entrando:
- Amigo, preste atenção numa coisa que eu vou lhe dizer. O cheque do Antônio está com problema, se ele vier ao posto, fale com ele.

O tempo passou e esse frentista também terminou o seu turno e passou a mensagem ao próximo frentista, que estava entrando. Só que não fez uma narração do fato, ele (como muito de nós) fez a sua interpretação dos fatos. Disse:

- Dito, um tal de Antônio deu um cheque sem fundo aqui no posto. Se ele aparecer por aqui, o pegue e faça pagar o cheque.

O que essa frase indica? Que o frentista fez uma dedução própria dos fatos: se o cheque estava com problemas", então era porque "estava sem fundo".

A situação no posto prosseguiu e só foi piorando. De frentista para frentista a história corria, cada vez com uma "dedução" a mais. A última versão era:
- Estou sabendo que o Toninho do Pó (traficante) deu um golpe no posto. Se ele aparecer por aqui, chame a polícia, e lembre-se: ele é muito perigoso.

Aprenda! Nunca faça deduções precipitadas; procure verificar primeiro.

c)Quando tiver alguma suspeita ou algo contra alguém, procure diretamente a pessoa, para resolver. Não saia espalhando a notícia nem alardeando a "injustiça" que fizeram com você. Procure ouvir o outro lado; muitas vezes você verá que não sabe de todos os detalhes da história.

d)Nunca faça julgamentos precipitados. Ouça, ouça, ouça... e depois ouça de novo.

e)Antes de sair "metendo a boca" em alguém, pergunte-se: por que ele fez o que fez? O que eu teria feito no lugar dele naquelas circunstâncias? Às vezes, quando nos colocamos um pouquinho só no lugar do outro, descobrimos novas "visões" sobre as coisas.

f)Por último, se nada controla a sua língua, compre um chicletinho e nunca pare de mascar... de boca fechada, é claro!"

Prof. Luís Eduardo Machado