Garanhuns, 28 de agosto de 2004
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Banco do Brasil compra 400 peças de artesão garanhuense

A participação de artesãos de Garanhuns na última Feira Nacional de Artes e Negócios (Feneart), realizada em julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, começa a dar frutos. Um dos artistas da cidade que participou do evento, José Veríssimo da Silva, de 51 anos, acaba de receber um pedido da Superintendência do Banco do Brasil de produzir 400 peças dos seus trabalhos, a maioria deles feitos em cerâmica e barro.

A notícia do interesse do banco estatal pelo trabalho de José Veríssimo foi dada ao próprio pela advogada Ielma Lucena, que tem dado todo apoio aos artesãos locais. Foi ela quem conseguiu que o grupo empresarial Ferreira Costa bancasse dois stands de Garanhuns na última Feneart e o empreendimento terminou sendo um sucesso. Tanto que depois da feira de negócios alguns empresários de São Paulo estiveram na Suíça Pernambucana para comprar peças do artesanato produzido na terra das sete colinas.

SIMPLICIDADE - José Veríssimo mora numa casa bem simples, na Vila Lacerdópolis e vive do seu ofício, que aprendeu no Recife. Ele nasceu em Quipapá, passou a infância e adolescência em Garanhuns e morou cerca de 30 anos na capital. De volta à cidade das flores há cinco anos, começou a produzir sem muita pretensão, mas terminou tomando gosto.

O artista confessa que sempre teve prazer de lidar com arte, desde criança, quando gostava de desenhar e de pintar. Só na vida adulta, contudo, quando começou a trabalhar com o barro foi se profissionalizando. O impulso maior veio quando foi chamado a expor na Fenearte. "Eu mandei vários bustos e várias cabeças e vendi tudo", declara Veríssimo, todo feliz.

O artesão reconhece que a encomenda solicitada pelo Banco do Brasil é um grande incentivo e um estimulo a sua atividade. Acredita também que irá melhorar financeiramente e já faz planos até de ampliar seu ateliê - que funciona em casa mesmo - com o dinheiro que irá receber. "Isso aí vai divulgar mais o meu trabalho e engrandecer a minha arte", disse o artista, com seu jeito simples.

José Veríssimo é casado, tem quatro filhos e um deles, a menina Elisângela Felício da Silva, de apenas 10 anos, já sabe modelar no barro e o seu trabalho também já começa a provocar o interesse de quem visita a casa da rua Clara Nunes, na Vila Lacerdópolis

Na visão do trabalhador o artesanato em Garanhuns pode se desenvolver da mesma maneira que em Caruaru, cidade que projetou para o mundo o talento de Vitalino. "Nós já estamos conseguindo nos tornar conhecidos", afirma Veríssimo, que comemora ainda hoje a visita que recebeu de empresários paulistas.