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Banco do Brasil compra 400 peças de artesão
garanhuense
A participação de artesãos de Garanhuns na
última Feira Nacional de Artes e Negócios (Feneart),
realizada em julho, no Centro de Convenções de Pernambuco,
começa a dar frutos. Um dos artistas da cidade que participou
do evento, José Veríssimo da Silva, de 51 anos, acaba
de receber um pedido da Superintendência do Banco do Brasil
de produzir 400 peças dos seus trabalhos, a maioria deles
feitos em cerâmica e barro.
A notícia do interesse do banco estatal pelo trabalho de
José Veríssimo foi dada ao próprio pela advogada
Ielma Lucena, que tem dado todo apoio aos artesãos locais.
Foi ela quem conseguiu que o grupo empresarial Ferreira Costa bancasse
dois stands de Garanhuns na última Feneart e o empreendimento
terminou sendo um sucesso. Tanto que depois da feira de negócios
alguns empresários de São Paulo estiveram na Suíça
Pernambucana para comprar peças do artesanato produzido na
terra das sete colinas.
SIMPLICIDADE - José Veríssimo
mora numa casa bem simples, na Vila Lacerdópolis e vive do
seu ofício, que aprendeu no Recife. Ele nasceu em Quipapá,
passou a infância e adolescência em Garanhuns e morou
cerca de 30 anos na capital. De volta à cidade das flores
há cinco anos, começou a produzir sem muita pretensão,
mas terminou tomando gosto.
O artista confessa que sempre teve prazer de lidar com arte, desde
criança, quando gostava de desenhar e de pintar. Só
na vida adulta, contudo, quando começou a trabalhar com o
barro foi se profissionalizando. O impulso maior veio quando foi
chamado a expor na Fenearte. "Eu mandei vários bustos
e várias cabeças e vendi tudo", declara Veríssimo,
todo feliz.
O artesão reconhece que a encomenda solicitada pelo Banco
do Brasil é um grande incentivo e um estimulo a sua atividade.
Acredita também que irá melhorar financeiramente e
já faz planos até de ampliar seu ateliê - que
funciona em casa mesmo - com o dinheiro que irá receber.
"Isso aí vai divulgar mais o meu trabalho e engrandecer
a minha arte", disse o artista, com seu jeito simples.
José Veríssimo é casado, tem quatro filhos
e um deles, a menina Elisângela Felício da Silva, de
apenas 10 anos, já sabe modelar no barro e o seu trabalho
também já começa a provocar o interesse de
quem visita a casa da rua Clara Nunes, na Vila Lacerdópolis
Na visão do trabalhador o artesanato em Garanhuns pode se
desenvolver da mesma maneira que em Caruaru, cidade que projetou
para o mundo o talento de Vitalino. "Nós já estamos
conseguindo nos tornar conhecidos", afirma Veríssimo,
que comemora ainda hoje a visita que recebeu de empresários
paulistas.
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