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Projeto de Izaías Régis já
previa cotas para a UPE
Antes mesmo da aprovação do sistema de cotas para
alunos da rede pública de educação pela Universidade
de Pernambuco - UPE, um projeto de autoria do deputado Izaías
Régis (PTB) concedia o benefício aos estudantes da
rede estadual de ensino. O projeto 139/2003, que está em
tramitação na Assembléia Legislativa, reservava
20% das vagas nos cursos de graduação oferecidos pela
Universidade para alunos das redes municipal e estadual de ensino,
além de garantir outros direitos aos estudantes.
A proposta do petebista foi um das incentivadoras para a aprovação
do sistema pela UPE. O reitor da Universidade, professor Emanuel
Dias, participou de discussões sobre o tema durante audiência
pública realizada em outubro do ano passado pela casa de
Joaquim Nabuco. Na ocasião, foram debatidos os critérios
para adoção do projeto, além de aprovação
no vestibular e rendimento mínimo para acesso às vagas.
De acordo com o projeto apresentado por Régis, além
da reserva de 20% das vagas, os estudantes de escolas públicas
também seriam isentos da taxa de inscrição
no vestibular e ainda nas mensalidades dos cursos oferecidos pela
instituição em todo o estado.
No entendimento do deputado a aprovação do sistema
de cotas vem atender uma necessidade básica dos estudantes
de escolas públicas do estado. "Somente com decisões
radicais é que podemos enfrentar as fraquezas da escola pública
em Pernambuco. Precisamos dar alternativas para que os nossos jovens
tenham acesso à qualificação profissional,
já que o governo não administra com eficiência
o futuro da juventude carente. O sistema adotado pela UPE vem suprir
uma lacuna que tanto desprivilegiou os que realmente precisavam
do ensino gratuito e de qualidade", desabafa.
COTAS - O projeto aprovado pelo Conselho Universitário da
UPE, reserva 20% das vagas de cada curso no processo seletivo para
pessoas que tenham concluído integralmente o ensino médio
em unidades das redes públicas estadual e municipais de Pernambuco.
Em números absolutos, a medida separa 596 vagas do total
de 2.980 que devem ser oferecidas no concurso este ano. A medida
também prevê a reserva preferencial para afro-descendentes,
mas não estipula um percentual.O projeto contempla também
a isenção de 50% na taxa de inscrição
do Vestibular e a dispensa do pagamento das mensalidades, que variam
de R$ 27,00 a R$ 109,00.
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