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Mulheres lutam por vagas no Legislativo de Garanhuns
Núbia Kênia
A corrida por uma das 11 vagas do Legislativo de Garanhuns na eleição
proporcional deste ano está acirrada, principalmente pelas
30 mulheres candidatas que pleiteiam um cargo de vereadora, em um
universo, hoje, dominado pelos homens, que ocupam 14 cadeiras contra
apenas uma ocupada por uma mulher. Para chegar a conquistar o voto
muito tem que ser feito, considerando o eleitorado exigente da cidade,
que também conta com maioria feminina. Elas (candidatas)
usam da sensibilidade e garra, porta a porta disputam o voto, e
paulatinamente, ao lado de mais 100 candidatos, apresentam propostas
com muito jogo de cintura que evidencia a conquista das mulheres
em cargo público.
Uma das candidatas que tem chance de ser eleita é a ex-vereadora
Alzira Josefa de Andrade Lima (PMDB), cujo primeiro mandato foi
de 1996 a 2000, tendo conseguido aprovar projetos como o calçamento
de várias ruas, o Ensino Médio para a Escola Virgem
do Socorro, a legalização dos conjuntos residenciais,
a exemplo da Cohab I e II.
Popularmente conhecida como "Alzira do Hospital", a postulante
conseguiu 848 votos nas últimas eleições, mas
mesmo sendo bem votada não conseguiu uma vaga na Casa Raimundo
de Morais, por causa da legenda. Neste pleito, Alzira trabalha firmemente
com propostas voltadas para a saúde, dando ênfase a
melhoria do atendimento no SUS, que hoje é considerado precário
e precisa de um atenção redobrada, já que é
mais voltado a população carente, além da melhoria
da segurança pública e combate ao desemprego.
Com caminhadas diárias ao lado do candidato à majoritária,
Luis Carlos de Oliveira, e visitas aos muitos amigos que conquistou
tanto como vereadora, quanto como funcionária da saúde,
a servidora pública acredita que não será fácil
a eleição este ano, até porque o número
de vagas diminuiu de 15 para 11, segundo o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). "Essa campanha é um vestibular que estamos tentando
passar, mas acredito que sairemos vitoriosos", ressalta.
A veterana Sônia Maria Moreno de Lima (PMDB), atuando no
2º mandato consecutivo, busca a terceira vitória, e
acreditando na força da mulher na política garanhuense,
faz sua plataforma de campanha, no empenho de trazer a Delegacia
da Mulher para cidade, além de lutar pela saúde e
educação.
Sônia tem uma história de vitórias em eleições,
sendo mais votada em 1996, com 1 295 votos, e em 2000 com 975 votos,
mesmo disputando com quatro outros candidatos do seu partido, ficando
em 5º lugar em número de votos. Dentre os trabalho que
realizou no Legislativo, a vereadora conseguiu a legalização
de gás, calçamentos e saneamentos de várias
ruas, e estágio para jovens sem experiência em Garanhuns.
Hoje, a maior luta da parlamentar é a gratuidade no transporte
coletivo para os pacientes que fazem hemodiálise na cidade.
"A campanha é difícil para todos nós,
pois poderemos ganhar ou perder. Por isso, o eleitorado feminino
da cidade tem que se unir para eleger mais de três mulheres,
pois com uma Câmara composta por mais vereadoras poderemos
garantir a conquista de mais direitos para nós mulheres",
afirma Sônia.
Marinheira de primeira viagem, há quem diga que Girlane
Lira de Santana (PSDB) vá estourar as urnas no dia 3 de outubro,
principalmente pelo trabalho que vem desempenhado ao longo de 25
anos voltado para educação, destes tendo sido secretária
de Educação do município por mais de 4 anos.
"Sabemos que o maior canal de transformação do
mundo é a educação. Nossas propostas têm
como base as necessidades de cada comunidade, dentro de um âmbito
de coletividade", defende a professora.
Em relação a campanha, Girlane considera complicada,
por causa da diminuição nas vagas, ficando a população
com a responsabilidade de escolher em qualidade e não em
quantidade. Além disso, a educadora admite a falta de recursos
para se trabalhar, mesmo assim, acredita na conquista da vaga. "Vejo
o voto como a melhor arma para lutar, é quando o cidadão
passa a ter voz ativa, exercendo o seu direito".
Afastada do cargo de secretária de Educação,
comentários surgem na cidade que Girlane venha sofrendo uma
certa retaliação por conta da coligação.
Sobre o assunto, ela diz que nada disso está ocorrendo. "Nunca
tivemos divergências nas questões profissionais, até
porque ele é profissional e eu também, apenas maneiras
diferentes de pensar", finaliza.
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