Garanhuns, 14 de agosto de 2004
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Febre aftosa

Balanço divulgado pela Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco indica que foi imunizado 1,1 milhão de animais (76% do rebanho) na campanha de vacinação obrigatória contra a febre aftosa. O número é recorde em relação aos anos anteriores. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal e a Central de Selagem de Vacinas do Ministério da Agricultura, o Estado conseguiu atingir a marca de 1,5 milhão de doses comercializadas.

O secretário de Produção Rural e Reforma Agrária, Gabriel Maciel, afirma que o sucesso da iniciativa é uma conquista e ajudará Pernambuco a ser enquadrado, até o final de 2005, como "Zona Livre de Febre Aftosa" (atualmente a classificação é de "Risco Desconhecido"). Além da impossibilidade de transitar com animais e de participar de eventos agropecuários, o criador que não conta com o certificado de vacinação do rebanho pode sofrer penalidades que abrangem advertências e multas (de R$ 60,00 a R$ 2 mil). A segunda etapa anual da campanha será em outubro.

O secretário avalia que a conclusão positiva da ação resultará na melhoria da economia local, tornando o Estado exportador de seus animais e produtos. "Atualmente, somos importadores de carne e exportadores de qualidade genética dos rebanhos de bovinos, mas pretendemos ampliar as relações comerciais dependentes da agropecuária, setor responsável por 12% da economia local".

O combate à aftosa foi uma das motivações do Governo do Estado para a criação da Agência, cuja estrutura foi regulamentada, no último sábado, pelo governador Jarbas Vasconcelos, através da publicação do Decreto nº 26.951, no Diário Oficial do Estado.

O gerente-geral do órgão, Jair Virgínio, informa que o objetivo da Agência é dotar o Estado de maior agilidade e eficiência na prestação desse serviço. "Com isso, pretendemos inserir Pernambuco no cenário nacional, abrindo as fronteiras para a comercialização de animais e produtos em direção à classificação de Zona Livre de Aftosa". Do ponto de vista regional, Pernambuco está na mesma situação de outros Estados, com exceção da Bahia e Sergipe, que são áreas livres de febre aftosa". No Nordeste, apenas Bahia e Maranhão possuem órgão semelhante.

Jair Virgínio explica que para possibilitar a instalação da Adagro houve um incremento no aporte de recursos pelo Estado. "Tradicionalmente, a defesa agropecuária era feita com verbas federais. O último repasse aconteceu no ano de 2000, R$ 700 mil. De 2000 a 2003, não foi enviada nenhuma verba para Pernambuco.Em 2001 e 2002, o cronograma de atividades ficou limitado a ações de rotina. A partir de 2003, o Estado, percebendo a importância da defesa pecuária e, não dispondo de recursos federais, investiu R$ 1,2 milhão na reestruturação desse sistema". Para se ter uma idéia, em 2004, o Estado aplicou no setor R$ 5 milhões e o Governo federal R$ 448 mil.